<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228</id><updated>2011-12-09T18:39:21.184-03:00</updated><title type='text'>10086 - Sunset Boulevard</title><subtitle type='html'>Surpreendido, paro o carro na garagem da mansão - parece mais um set de cinema abandonado - quem será que já esteve lá? A atriz abandonada, chora copiosamente o macaquinho morto. O diretor arruinado escreve cartas falsas... resta ao jovem escritor escrever e enganar!</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>99</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-1951216216062534884</id><published>2010-04-23T22:19:00.002-03:00</published><updated>2010-04-24T11:23:51.524-03:00</updated><title type='text'>eu falei sobre Bela</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Florbela d’Alma da Conceição Espanca&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; nasceu no dia 08 de dezembro de 1894, numa pequena cidade do Alentejo, &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em Portugal. S￳ror" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;em Portugal. Sóror&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; de um convento chamado Saudade, Princesa de reinos encantados, cortesã da Morte, Florbela viveu sob o signo da dor, sempre presente em seus escritos, em prosa ou em verso, espécie de ingrediente íntimo, de matéria tocante,&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; leitmotiv&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; poderoso, componente de sua própria existência. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Filha ilegítima de um pai que só a registrará em cartório anos após sua morte, fruto de uma relação entre um homem casado a quem era concedido o direito à amante, pela própria esposa, num Portugal que via o divórcio como algo quase demoníaco, a autora, certamente por estes liames de sua biografia, acabará sofrendo inúmeras detratações, diante de um cenário pudico e de castração da liberdade da mulher, como o era aquele primeiro quartel do século XX. De todas elas, a que por sua estranha popularidade de mentira muitas vezes contada acaba sendo a mais séria, é a acusação de viver uma relação incestuosa, por conta de sua verdadeira adoração ao irmão Apeles Espanca. Mentira. Nada além disso. A Apeles, alma irmã da sua, só o Sol e o Mar, o berço das Sereias, como bem o vemos em seu conto &lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;O aviador&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. Some-se a isso sua necessidade de amar, “amar só por amar”, que a fez contar três casamentos e dois divórcios. E a possibilidade (ou necessidade?) de falar sobre isso, de falar sobre uma erótica feminina transcendental, que se encontra no outro, sempre visto como um Deus, “princípio e fim”. A crítica literária de sua época não a aprovou: considerava-se inadequado a uma mulher falar com aquelas palavras, descrever seu sentir daquela maneira – estes expedientes ficavam para as putas. Foi o tempo que a resgatou em sua dignidade de poeta.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mas é a dor que a motiva, aquela pela sua mãe morta precocemente aos 29 anos, em 1908; a dor pela morte de seu irmão, a quem dedica o livro “As máscaras do Destino” – pedindo que os vivos passem adiante e diante do seu Morto querido, que se debruçara sobre seu ombro enquanto escrevia as páginas de sua prosa. E, talvez, seja esta mesma dor de existir que a leva, ritualisticamente e magicamente, a deixar a Morte entrar, a senhora dona Morte, de aquecido abraço, desejada desde sempre, quando no mesmo dia 08 de dezembro, agora de 1930, quando contaria 36 anos de existência, tomou uma dose fatal de barbitúricos e silenciou-se “por não haver nem gestos, nem palavras novas”, como bem podemos ler &lt;/span&gt;&lt;st1:personname productid="em seu Di￡rio" st="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;em seu  Diário&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; do último ano, última testemunha de seu retorno para o país de lenda de onde era originada, após deixar as terras do exílio na vida.&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-1951216216062534884?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/1951216216062534884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=1951216216062534884' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/1951216216062534884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/1951216216062534884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2010/04/eu-falei-sobre-bela.html' title='eu falei sobre Bela'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-3843355152288651773</id><published>2009-08-11T23:25:00.004-03:00</published><updated>2010-04-24T11:23:08.859-03:00</updated><title type='text'>voltei, recife.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small; "&gt;abandonado este espaço desde há muito tempo, lembrei dele hoje. estou tentando retomar o gosto por escrever as famosas besteiras por aqui. mas, a correria dos últimos meses -- muitas vezes bastante improdutiva -- me deixou meio paralisado, meio que em inércia. aliás, inércia é uma palavra que comparece muito por aqui. tenho tentado sair dela. em busca de liberdade. palavra bastante difícil aliás e sobre a qual tenho refletido muito e muito. um sonho. um desejo. um pedaço. a busca da metade. um muito e um pouco de tudo isso. volto. prometo!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-3843355152288651773?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/3843355152288651773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=3843355152288651773' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/3843355152288651773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/3843355152288651773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2009/08/voltei-recife.html' title='voltei, recife.'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-2406724644031705483</id><published>2009-04-05T16:22:00.000-03:00</published><updated>2009-04-05T16:24:39.151-03:00</updated><title type='text'>Bela</title><content type='html'>"Assim, nas suas aventuras sentimentais, [o Luís] dá, em troca de pedras preciosas, dinheiro falso e... como cada um dá o que tem, elas dão sempre pedras preciosas e ele continua a dar dinheiro falso. E, quando chegar a morte, terá ignorado dois dos maiores prazeres da vida: o prazer de possuir pedras preciosas e o prazer de as dar." em 13 de março de 1930. Florbela Espanca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-2406724644031705483?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/2406724644031705483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=2406724644031705483' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2406724644031705483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2406724644031705483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2009/04/bela.html' title='Bela'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-2421553981167918827</id><published>2009-03-16T22:44:00.002-03:00</published><updated>2009-03-16T22:52:54.850-03:00</updated><title type='text'>novela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;voltando às postagens. hj fikei em casa e vi o primeiro capítulo da novela Paraíso, remake do original de Benedito Rui Barbosa. Muito interessante a maneira como se desenvolveu este capítulo - pena que, com certeza, daki a pouco tudo caia na mesmice das novelas. Fiquei prestando atenção na maneira como o script se centrou na caracterização, durante todo o capítulo, do núcleo principal de protagonista, utilizando da maneira como as personagens falam uma das outras p a construção da perspectiva e de uma primeira impressão sobre os mesmo, oscilando a perspectiva entre as duas familias. um show. até.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-2421553981167918827?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/2421553981167918827/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=2421553981167918827' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2421553981167918827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2421553981167918827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2009/03/novela.html' title='novela'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-6855737723393168518</id><published>2009-01-29T08:44:00.000-03:00</published><updated>2009-01-29T08:45:17.196-03:00</updated><title type='text'>só pra deixar claro</title><content type='html'>não move mais meu mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;se ele se move, move-se pela inércia de continuar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-6855737723393168518?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/6855737723393168518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=6855737723393168518' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/6855737723393168518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/6855737723393168518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2009/01/so-pra-deixar-claro.html' title='só pra deixar claro'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-7921592148436627256</id><published>2008-11-08T17:21:00.002-03:00</published><updated>2008-11-08T17:30:01.387-03:00</updated><title type='text'>a uma pessoa que move meu mundo</title><content type='html'>Lílitchka!&lt;br /&gt;EM LUGAR DE UMA CARTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fumo de tabaco rói o ar.&lt;br /&gt;O quarto –&lt;br /&gt;um capítulo do inferno de Krutchônikh.&lt;br /&gt;Recorda –&lt;br /&gt;atrás desta janela&lt;br /&gt;pela primeira vez&lt;br /&gt;apertei tuas mãos, atônito.&lt;br /&gt;Hoje te sentas,&lt;br /&gt;no coração – aço.&lt;br /&gt;Um dia mais&lt;br /&gt;e me expulsarás,&lt;br /&gt;talvez, com zanga.&lt;br /&gt;No teu “hall” escuro longamente o braço,trêmulo, s&lt;br /&gt;e recusa a entrar na manga.&lt;br /&gt;Sairei correndo,&lt;br /&gt;lançarei meu corpo à rua.&lt;br /&gt;Transtornado,&lt;br /&gt;tornado&lt;br /&gt;louco pelo desespero.&lt;br /&gt;Não o consintas,&lt;br /&gt;meu amor,&lt;br /&gt;meu bem,&lt;br /&gt;digamos até logo agora.&lt;br /&gt;De qualquer forma&lt;br /&gt;o meu amor&lt;br /&gt;– duro fardo por certo –&lt;br /&gt;pesará sobre ti&lt;br /&gt;onde quer que te encontres.&lt;br /&gt;Deixa que o fel da mágoa ressentida&lt;br /&gt;num último grito estronde.&lt;br /&gt;Quando um boi está morto de trabalho&lt;br /&gt;ele se vai&lt;br /&gt;e se deita na água fria.&lt;br /&gt;Afora o teu amor&lt;br /&gt;para mim&lt;br /&gt;não há mar,&lt;br /&gt;e a dor do teu amor nem a lágrima alivia.&lt;br /&gt;Quando o elefante cansado quer repouso&lt;br /&gt;ele jaz como um rei na areia ardente.&lt;br /&gt;Afora o teu amor&lt;br /&gt;para mim&lt;br /&gt;não há sol,&lt;br /&gt;e eu não sei onde estás e com quem.&lt;br /&gt;Se ela assim torturasse um poeta,&lt;br /&gt;ele&lt;br /&gt;trocaria sua amada por dinheiro e glória,&lt;br /&gt;mas a mim&lt;br /&gt;nenhum som me importa&lt;br /&gt;afora o som do teu nome que eu adoro.&lt;br /&gt;E não me lançarei no abismo,&lt;br /&gt;e não beberei veneno,&lt;br /&gt;e não poderei apertar na têmpora o gatilho.&lt;br /&gt;Afora&lt;br /&gt;o teu olhar&lt;br /&gt;nenhuma lâmina me atrai com o seu brilho.&lt;br /&gt;Amanhã esquecerás&lt;br /&gt;que te pus num pedestal,&lt;br /&gt;que incendiei de amor uma alma livre,&lt;br /&gt;e os dias vãos – rodopiante carnaval –&lt;br /&gt;dispersarão as folhas dos meus livros...&lt;br /&gt;Acaso as folhas secas destes versos&lt;br /&gt;far-te-ão parar,respiração opressa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa-me ao menos&lt;br /&gt;arrelvar numa última carícia&lt;br /&gt;teu passo que se apressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vladimir Maiakóvski&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-7921592148436627256?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/7921592148436627256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=7921592148436627256' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/7921592148436627256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/7921592148436627256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/11/uma-pessoa-que-move-meu-mundo.html' title='a uma pessoa que move meu mundo'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-8432512151820537692</id><published>2008-10-17T10:38:00.000-03:00</published><updated>2008-10-17T10:39:50.622-03:00</updated><title type='text'>Rosário da Vida</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como se conta a história de uma vida? Palavras se organizam em frases que formalizam orações. Gestos, lembranças, memórias de nós mesmos, dos que nos cercam e cercaram. Então, toma-se a vida e, em feitio de oração, vai se tecendo fatos e se compondo e re-compondo, ordenadamente, tudo num rosário de orações, ou lembranças, ou dores, ou amores. De solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espetáculo &lt;strong&gt;Incelença&lt;/strong&gt;, com o ator Chico Oliveira, de Campina Grande-PB, envereda-se por estes caminhos para nos contar a história de vida – meio fantasiosa, clivada de memórias, marcada pela dor da solidão do presente e pelas perdas do passado – de Seu Olimpo, um artista itinerante que se acompanha de uma trupe de bonecas, parceiras de palco, de vida e de silêncio. O que vemos no palco é centralizado pela presença do ator que, numa composição física singular do velho Seu Olimpo, vergado pelo tempo e por si mesmo, apresenta-nos, diante de uma praça hipotética o seu espetáculo e da sua Cia. Do Rosário. O diálogo entre palco e platéia é essencial ao desenvolvimento do que se vê: soma de teatro de rua e de improviso, este sim bem guiado por um roteiro rígido, penso sempre que este espetáculo comunicaria imensamente para além dos limites limitadores do velho palco italiano. Óbvio que se perderia a luz e aspectos da sonoplastia se dispersariam, mas a essência do que se vê tem cheiro de rua e um tanto do pó da estrada. A rua e a estrada são o lugar mesmo de Seu Olimpo. Chico Oliveira, seguríssimo do que faz, tem a difícil tarefa de segurar a platéia com um monólogo, divido em cinco blocos, na realidade, quadros que se encadeiam no fio do rosário que vimos comentando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ator, para além de sua imensa versatilidade física e vocal – veja-se a maneira como ele pode cantar um coco, num allegro vivace, ou, logo depois, um aboio melancólico ou, ainda, entoar a cadência repetitiva da incelença e, depois de tudo, retornar, sempre, ao registro específico da personagem, este sim, arrastado, baixinho, quase tímido –, consegue um feito impar: transitar com a mesma habilidade entre o risível ou mesmo o quase-grotesco de episódios prosaicos da vida cotidiana do Nordeste por onde ele caminha – com combinações de piadas feitas, baseadas em lugares comuns de nossa cultura; incursões pelo baixo corpóreo e pelo universo bem próximo de nossos ambientes rústicos, risíveis não por contraste ao alto, mas por sua singeleza e inocência – e, logo em seguida, numa manipulação de tempo e de sensações, consegue fazer este mesmo se distender ou se tensionar, quando a uma piada logo se contrapõe a dura realidade, e logo nos perguntamos: por que rimos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história de solidão, sim, pois este pra mim é o tema do espetáculo, bem resguardado numa fala solta, sem muita pretensão, no meio do terceiro bloco do espetáculo, quando se discutem os “perigos da morte”. Seu Olimpo nos fala sobre a sensação de fim, seja o fim do espetáculo e a conseqüente solidão do camarim, seja o medo da morte diante da solidão da casa. Neste bloco, com uma das bonecas, tanto se fala do tradicional número de Monga, a mulher gorila, como também se executa um número de facas. É fantástico ver como o ator consegue nos fazer transitar entre o externo – o manipulador das facas – e o interno à caixa – a sensação da boneca, esfaqueada – mediante seu trabalho físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhamos, com ele e suas bonecas, as romarias do Pe. Cícero do Juazeiro, cheiros e gostos da infância, entramos no mundo “da interpretatividade” e, neste mundo, somos levados a dores de amores, porque, afinal, “o amor embaça as vistas” e passamos a ver o mundo diferente, mas, pior mesmo é a dor “do espinho que atravessou o meu coração e ele sangrou”, quase mantra que me acompanha desde a saída do teatro. E, mais uma vez, o ator não nos permite entrar na dor, afinal, dor pra quê, estamos vivos!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O último bloco é o do “melodrama”. É neste momento que se trava a relação de eterno retorno e quando se instaura a relação, melodramática, do ciclo de morte e vida da boneca: a de pano, destruído pela tia, durante a infância, visto não ser brinquedo de menino; e a boneca, inteira, sólida, identidade nova e construída de um homem que se percebe no mundo, gravada agora no corpo e na alma. Aqui, o espetáculo se fecha, dialogando com uma narrativa em off que o abre. Este seria o único reparo. A narrativa retoma a própria história do menino que brincava de bonecas e instaura uma antecipação do desfecho. Isto não é de todo ruim, mas desloca a nossa atenção pela demora excessiva da narração do que é o mais importante: a arrumação da companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, só o resto: ir ao teatro, e ver bom teatro, sempre é bom demais!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-8432512151820537692?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/8432512151820537692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=8432512151820537692' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/8432512151820537692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/8432512151820537692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/10/rosrio-da-vida.html' title='Rosário da Vida'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-270277382018081352</id><published>2008-09-21T23:01:00.002-03:00</published><updated>2008-09-21T23:15:14.989-03:00</updated><title type='text'>A Gaivota [versão 1,5, atualizando algo que escrevi em 2006, qdo da estréia]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ontem fui ao Teatro Santa Roza para ver, mais uma vez, a leitura do Grupo Piollin, em torno de A gaivota, de Tchékhov. Devo confessar que a minha primeira recepção em relação ao espetáculo, quando houve sua estréia, não foi das mais tranquilas ou das melhores -- mesmo que hoje esteja pensando tudo diferente. Talvez seja impossível para um espectador "médio" de teatro ver apenas uma vez o espetáculo e ter acesso ao conjunto de signos e de possibilidades semânticas presentes nesta encenação. De outro lado, a linguagem cênica nos expõe a uma relação crítica do ator em vistas da personagem e à própria arte do ator -- numa linha de limite/intersecção com o novo naturalismo cênico, bastante em voga ultimamente, e o distanciamento brechtiano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, e principalmente, também se nos impõe um novo lugar na nossa relação com a cena: o do incômodo, o da não passividade, o da avaliação, o da construção dos sentidos em torno dos rascunhos daquilo que nos é [quase] apresentado. Os atores em cena esforçam-se para encontrar os pontos de vista das personagens, estabelecendo convenções que guiem a platéia nesta aventura. Creio que Everaldo Pontes e Ana Luísa Camino sejam aqueles que estejam mais confortáveis nesta tarefa. Um porque transita de uma maneira aviltantemente sagaz entre o ator-ele mesmo no palco [inclusive com direito a um depoimento pessoal, que cruza um episódio de sua própria experiência com o construto de sua personagem na malha textual] e a outra por conseguir esta alternância mediante uma análise, em minha avaliação, 'racional' desta relação que equaciona a atriz-ela mesma e a personagem. Ana Luísa, talvez, seja a nossa possibilidade de encontrar o conforto da empatia, pois todo o espetáculo não quer nos levar à catarse, ao contrário, nos obriga a permanecer avaliando, questionando, montando quebra-cabeças. Veja-se o que acontece na cena em que as personagens de Nanego Lira -- o escritor -- e Ana Luísa -- a atriz aspirante -- se encontram e se beijam e logo em seguida um outro ator não nos deixa envolver pelo beijo, bebendo prosaicamente um copo d'água. Cada vez a cena é estática, e isso não é negativo, cada vez mais a açaõ está no nível lingüístico-verbal; cada vez mais a voz não empostada, a necessidade de nãos e cair no drama, mesmo que haja concessões genias à Ana Luísa, na última fala de Nina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tendo a crer que a entrada de Thardelly Lima alavancou a presença de Buda Lira na cena.  Thardelly ainda está chegando na estrutura, mas sua entrada já nos deu um novo fôlego, pois Konstantin apareceu e nasceu. É lindo o embate entre ele e a sua mãe, quando vemos dois grandes atores em cena. De um jeito ou de outro. É maravilhoso. A última cena, que culmina na morte dele ainda é fantástica, quando o espetáculo abandona definitivamente a ação e as rubricas se misturam à leitura de faals, como se estivéssemos numa leitura dramática. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O espetáculo, parece-me, constrói-se em cima de duas vigas ancoradas na dramaturgia -- aquela em que se discute a relação de oposição entre o novo e o velho [nas formas artísticas, no teatro, nas formas de representar, nos gostos em torno de repertório, nas relações entre personagens] e uma outra alicerçada na dialética entre fracasso e sucesso [na vida, nas relações pessoais, nos projetos estéticos]. De certa maneira, estas vigas também pesariam sobre a história e o lugar desta montagem no contexto atual do teatro paraibano e no lugar do Grupo na história deste teatro. O que nos é apresentado enquanto espetáculo nos põe a discutir questões pertinentes às formas dramáticas e às formas teatrais em nossa cena local. Impulsiona a efervescência de olhares sobre os modos, os fazeres e sobre o lugar da técnica no trabalho do ator, enquanto compositor da cena e de seus sentidos que se entremeiam no texto cênico, resultante do trabalho do encenador a partir do material [ou das possibilidades] dos atores. De outro lado, abre-nos veredas sobre a discussão em torno do repertório, sobre a existência dos grupos estáveis e sobre a necessidade de tais grupos manterem-se trabalhando, montando -- sejam os sucessos de público e de crítica, seja os exercícos de novos rumos e caminhos... que indiquem a necessidade de não parar...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É isso ainda. E devemos falar mais e mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-270277382018081352?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/270277382018081352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=270277382018081352' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/270277382018081352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/270277382018081352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/09/gaivota-verso-15-atualizando-algo-que.html' title='A Gaivota [versão 1,5, atualizando algo que escrevi em 2006, qdo da estréia]'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-3005998223421250792</id><published>2008-09-14T12:00:00.001-03:00</published><updated>2008-09-14T12:02:33.488-03:00</updated><title type='text'>Estou ficando cego.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há anos atrás, quando eu li “Ensaio sobre a cegueira”, do escritor português José Saramago, lembro que tinha me formado em Letras e que era época de fim de ano. Estes dois fatores devem ter atuado sobre a minha recepção de leitor, mas, sei que, pra mim, até hoje, esta é a maior experiência de leitura que já tive. Um livro que, entrando numa temática próxima a Kafka, traz à tona uma estranha epidemia de cegueira “branca” que assola um país. De início apenas um pequeno grupo é atingido, mas, depois, a infecção alastra-se em escalas perturbadoras e os infectados começam a ser excluídos do convívio social, levados a guetos, numa referência que me faz lembrar episódios ainda muito vivos da história do século XX. Na realidade, este tema casa com ele – intolerância à diferença, algo muito comum em nossa civilização ocidental – o diferente, o outro – seja por conta da cor da pele, da conduta sexual, do lugar onde se mora – acaba sendo visto como um perigo, uma ameaça premente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por medo da estranha doença, todos são afastados. Todavia, teremos nossos olhos límpidos em meio ao caos humano que se instaura. A “mulher do Médico” não cega. Inexplicavelmente, e é ela que nos conduz àquela jornada, sua de fato. Uma dona de casa, de hábitos prosaicos, resolve – por amor (ou solidariedade?) ao marido dizer-se cega, para ir com ele ao gueto. Creio que a palavra mais precisa é essa: solidariedade. Personagem arquetípico da capacidade feminina de doar-se, tornada quase uma representação-ação da solidariedade, organicamente constituída num único ser. Inteiro. Pulsante. Solidarizar-se com os outros. Mãe universal. Eterna. Terna. Esta mulher assume um fardo pesado demais para qualquer pessoa, ver o invisível. Ver aquilo que todos nós nos negamos a ver: a pobreza, a intolerância, a diferença, os piores crimes, a morte, a fome. Tudo o que viramos o rosto: a sujeira, o feio, a nudez. E ela vê tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esta mesma personagem que, juntamente com a câmera do diretor Fernando Meirelles, nos conduz ao mundo em desordem do seu filme do mesmo nome. Julianne Moore, como sempre disse, única atriz capaz de encarar-encarnar aquela personagem, numa interpretação contida, no ponto, assume a caracterização daquela mártir ultra-pós-moderna, por isso mesmo, tão antiga, tão arquetípica. Não vou me adiantar muito, para não quebrar a expectativa dos que ainda vão ver ao filme.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só digo uma coisa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acabada a infecção, esta mulher que viu demais, como Édipo, percebe-se, novamente, em seu antigo lugar no mundo e, depois de tudo o que fez, entende: "Estou ficando cega".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-3005998223421250792?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/3005998223421250792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=3005998223421250792' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/3005998223421250792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/3005998223421250792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/09/estou-ficando-cego.html' title='Estou ficando cego.'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-3401155599043657979</id><published>2008-09-11T18:10:00.002-03:00</published><updated>2008-09-11T18:13:18.386-03:00</updated><title type='text'>Sá</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mário de Sá-Carneiro, em carta de 4 de Abril de 1916, dirigida a Fernando Pessoa, antes de sua morte: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Meu querido Amigo, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neste enredo formidável de coisas trágicas e até picarescas, não sei desenvencilhar-me para lhe fixar certos detalhes. Olhe, guinchos e cambalhotas sempre - e sempre, afinal, a Estrela de encontrar pessoas que estão para me aturar. [...] Você escreva. Ria-se: mas no fundo tenha muita pena - muita do seu, seu&lt;br /&gt;Mário de Sá-Carneiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escreva imediatamente! Escreva.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-3401155599043657979?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/3401155599043657979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=3401155599043657979' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/3401155599043657979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/3401155599043657979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/09/s.html' title='Sá'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-1774597652408940209</id><published>2008-09-10T21:49:00.002-03:00</published><updated>2008-09-11T09:12:40.241-03:00</updated><title type='text'>fever</title><content type='html'>continuo queimando... "come on, baby, light my fire!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só aulas. Nada além disso. Minha vinda à Maceió tem se resumido a um tantão de trabalho e a muita coisa pra pensar. Chego ao hotel destruído. Coragem pra nada. Só pra pensar, bem muito, em tudo e em &lt;a href="mailto:tod@s"&gt;tod@s&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por aqui, ando falando de um tudo: crise do drama, superação da crise do drama, de diálogos intersubjetivos, passagens para reflexões intrasubjetivas.... ops! tou dando aula ou falando de mim mesmo...?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-1774597652408940209?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/1774597652408940209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=1774597652408940209' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/1774597652408940209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/1774597652408940209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/09/fever.html' title='fever'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-8362401168859259394</id><published>2008-09-08T18:36:00.004-03:00</published><updated>2008-09-09T08:06:55.543-03:00</updated><title type='text'>só quem já morreu na fogueira...</title><content type='html'>... sabe o que é ser carvão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;a vida da gente vai dando voltas em torno de um eixo só. como o carrossel daquele texto de Caio, o Fernado Abreu, é, ele mesmo! um carrossel que só os outros podem brincar e que a gente só pode olhar de fora... enquanto todo mundo vai brincando. eu, de minha parte, vou olhando, de fora e inconformado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a semana de letras aconteceu. fui um trabalhão tamanho do mundo. mas, em minha avaliação, foi bom demais. claro que um monte de coisas poderiam ser diferentes, mas, diante do que temos visto em congressos e simpósios, diante da banalização total do que ocorre neste tipo de evento, creio que foi bom sim. fico pensando se estes eventos não poderiam ser mais pragmáticos, mas voltados a discussões de temas gerais, de coisas que movem mais efetivamente a nossa lida diária,seja como alunos, seja como profissionais de letras. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;acaba a semana, ainda me vejo completamente envolvido em setecentas mil coisas q tenho de fazer, que tenho de dar de conta. a vontade mesmo é parar tudo. e não fazer mais nada. mas, num tem bokinha não -- é fazer. e pronto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;agora mesmo, estou na UFAl tentando dar um curso sobre o drama moderno brasileiro, na realidade, discutindo questões concernentes à "crise" do drama e à constituição de uma dramaturgia não-dramática. enfim, se der certo, ao final, terei o artigo pra Londrina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;beijos, me liga!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-8362401168859259394?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/8362401168859259394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=8362401168859259394' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/8362401168859259394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/8362401168859259394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/09/s-quem-j-morreu-na-fogueira.html' title='só quem já morreu na fogueira...'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-3684524985366214057</id><published>2008-07-18T15:17:00.001-03:00</published><updated>2008-07-18T15:19:52.879-03:00</updated><title type='text'>---</title><content type='html'>só pra não esquecer de anotar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;terça: pret-a-porter [coletanea]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quarta: espetaculo maravilhoso de antonio nobrega -- passos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quinta -- amargo sciliano, com o grupo tapa -- aula! aula de teatro!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-3684524985366214057?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/3684524985366214057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=3684524985366214057' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/3684524985366214057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/3684524985366214057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/07/blog-post.html' title='---'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-4947411726869848510</id><published>2008-07-15T09:28:00.002-03:00</published><updated>2008-07-15T10:02:47.275-03:00</updated><title type='text'>afogados trash down</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;antunes filho já revolucionou nossa cena teatral de muitas maneiras. a primeira delas foi quando em 1964, com Vereda da Salvação, ele trouxe um texto incomodo para aquele contexto pós-6 para os palcos do TBC, coma tores descalços, gritando, mal-vestidos... depois ele instaurou um novo momento de nossa cena, já no CPT, com a adaptação da rapsódia Macunaíma, para os palcos e criou não só um movimento quanto balizas estéticas que, até hoje, são buscadas por aqueles que, como eu, tem saudades do que não viram... depois, foi a vez de ele trabalhar com o universo daquele autor que, de muitas maneiras, também marca a nossa cena teatral. caso de Nelson Rodrigues. Seja Paraíso Zona Norte, seja Nelson 2 Rodrigues, Antunes estabaleceu uma maneira de ler cenicamente a obra deste dramaturgo no palco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;nunca tinha visto antunes com nelson. fui ver senhora dos afogados. vantagem; é um dos emus textos preferido daquele dramaturgo. a fáula que remete ao mito dos atridas, notadamente, a ultima parte, que tangecia Orestes e Electra. Sendo que o caminho de Nelson é facilitado pela ajuda de Eugene O'Neil que, em sua Electra Enlutada, deu todas as chaves para a atualziação do mito. ok. até ai tudo bem: um autor, um tema meio que recorrente, os cliches de traição-amor-morte. nada que cause muito espanto.  espanto mesmo é a encenação de antunes. pra mim definida em apenas uma palavra -- aula. simples assim. como por nelson no palco? junte um elenco de muitos atores, construa um coro de vizinhos, ao invés de vizinhas, o que já dá um belo contraponto.  ara o palco inteiro, limpo, não se preocupe com luz, alías, até se preocupe, pois tudo é pensado, mas só  utilize no mínimo e pra o sentido máximo e consiga tudo o que vc quiser. vista oas atores com um figurino, simples e, para mim, surpreendente. [duilio me disse q é o mesmo principio dos figurinmos das encenações em que antunes trabalhava com serroni, mas, enfim -- isso só marca pra mim o eterno retorno mesmo] -- todo mundo de preto, afinal, o cenário da fabula é de morte, salvo o filho mais novo, que usa branco, como as cadeiras que são o unico elemento cenografico, combinadas ao piano, em cena. cadeiras brancas para o coro, cadeiras de madeira, duas, para a familia. e brinque-se com issom, de todos os jeitos e formas. o elenco, mesmo que desnivelado, tem grandes atuações -- a moça que faz moema é maravilhosa, o ator que faz misael [que tb fizera quaderna] está nada além de impecavel. a atriz que faz eduarda pra mim é muito boa... e acho poderia destacar mais um tanto, mas pode ser outro tanto de exagero. vou destacar os pontos mais impressionante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;o uso do coro, como nas fotos e imagens de antunes, sempre cruzando o palco, de cochia a cochia. de forma magnífica, torna-se ainda mais impactante com a entrada das prostitutas, avançada a ação, trajadas de uma forma louquíssima cantada em voz irritantemente aguda, em contraponto ao registro bastante grave dos outros personagens. achei que enlouquecia. fiquei louco. muito, muito interessante. interessante, nada. escandaloso. pronto. tres prostitutas, assanhadíssimas [e lembrava de del -- ai um tratamentod e choque!], com roupas esmulambadas, de seios e sexos de fora, cruzam a cena e nos desafiam, assim como dona Eduarda, enquanto re-memoram a puta assassinada do passado. incrivel. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;outra coisa bastante rica é o uso da escala de preto e branco, no desenvolvimento do pathos. enquanto o luto marca um mal-estar das personagens e, ao mesmo tempo, uma relação com o universo da morte, a morte mesmo, aquela relacionada ao universo da água ou a morte reparadora ou instauradora da mácula, é representada pelo branco. então, se na cena inicial, enquanto moema dedilha  o piano, duas menias correm de ranco ao fundo do palco, remetendo as duas irmas mortas-assassinadas em noem do amor pelo pai; ao entrar o filho mais novo de branco ele representa tanto a morte da mae, como de seu amante [também de branco, marcado pela morte da prostituta] e inverte-se apra o preto do luto ao termino, como também o preto de moema que se converte em ranco apos a morte de dona eduarda. e´incrivel. é antunes.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;achando pouco, no domingo, fomos ao galpão do folias, ver o espetaculo "cabaré da santa". construido em torno da chegada da familia real portuguesa em 1808, o folias me deixa completamente tonto ao combinar show de cabaré, inclusive podendo o publico sentar em mesas, comer, beber e fumar durante o espetaculo, com uma forma que transita entre a revista e o teatrod e agit-prop, de maneira incrivel. se o tema empurra tudo aos níveis corporeos, o meio verbal nos lnça numa direção materialista, em que tudo é problematizado. é incrível e, sobre isso, de repente, falo mais depois...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ps: saudades de vcs. saudades de conversar. certo rancor de certos silencios. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-4947411726869848510?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/4947411726869848510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=4947411726869848510' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/4947411726869848510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/4947411726869848510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/07/afogados-trash-down.html' title='afogados trash down'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-9214654478146312617</id><published>2008-07-13T10:22:00.000-03:00</published><updated>2008-07-13T10:39:05.016-03:00</updated><title type='text'>pela janela do carro: quem é ela?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;viagem cansativa. achava que nunca mais ia chegar aqui. atraso maior do que a vida em recife. depois ficar dentro do avião horas. chegar, pegar mala, tomar taxi. cheguei muito cansado. no outro dia, parecia que não havia dormido e que o tempo tinha, simplesmente, sofrido uma elipse. cansadíssimo. levantamos ali pelas dez. tomamos café e rua. correr pro sesc. comprar os ingressos pro prêt-a-porter 9 e para senhora dos afogados. depois, paulista. lojas, ver tudo o que o dinheiro pode comprar. a minha loucura instaurada pela gaveta da compact blue. minha vontade de comprar tudo. a racionalidade que impede. almoço. outra andada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;eventos surreais. primeiro: encontro com maria silvia betti em plena paulista. contextualizado, nada demais, mesmo sendo. conversa. dicas. surreal: encontro com marcel vieira. o mundo é muito pequeno e bastante organizado. impressionei-me. encontra alguém no meio do centro do mundo. é... é a vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;noite. ir ao sesc e ver dois trabalhos marcados por antunes numa mesma noite. o prêt-a-porter é um exercício. interessante. são três quadros. gosto mais do segundo e do terceiro. achei o primeiro ruim. o segundo é o mais rico e equilibrado. duas mulheres convivem em um apartamento minusculo, com pouco dinheio, com pouco espaço, com pouca vida, até. têm que se suportar. tomam a sopa e conversam sobre o dia a dia. a mais velha não gosta de sair. não gosta de cumprimentar os vizinhos no elevador. a espeança é pela réstia de sol. que, em um dado momento do dia, invade a sala. por uma, também, minúscula janela. a janelas diminuiram nas construções para que as pessoas não se matem. assim, explicam, também o sol entra menos e, sem processar, a vitamina D, ficam mais deprimidas. e esperam a vidar passar. e esperam a morte. o final é interessantíssimo. ao som da tv, num show de artistas que passa no programa silvio santos, escutam uma musica melancólica. o ultimo quadro mostra uma prostituta que convive com um fugitivo. a estória é simples, baseada em sonhos de uma vida melhor. mas, a atriz me surpreende plenamente. seu trabalho é fantastico. uma prostituta, bêbada, meio drogada, mas, num ponto de tensão, entre melancolia, tristeza, dor de viver.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;o tempo tá acabando... depois, vou escrever sobre a senhora dos afogados.. é um monto todo. adianto: aula sobre como fazer Nelson. Maravilha. Nada além disso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-9214654478146312617?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/9214654478146312617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=9214654478146312617' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/9214654478146312617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/9214654478146312617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/07/pela-janela-do-carro-quem-ela.html' title='pela janela do carro: quem é ela?'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-6342345455204922512</id><published>2008-07-09T22:58:00.002-03:00</published><updated>2008-07-09T23:07:32.640-03:00</updated><title type='text'>fortune favors the brave</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Faz um bom tempo que eu não venho escrever por aqui. Nestes dias tenho pensando muito sobre o amor e suas desmedidas. Notadamente, sobre as que já cometi. E sobre as que tenho acompanhado ao meu derredor. Amor é uma coisas estranha, mas infinitamente boa. Faz sofrer e dói, até. Mas, é muito bom... tão bom que é ruim... e um dia... infelizmente, acaba. Depois falo mais...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-6342345455204922512?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/6342345455204922512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=6342345455204922512' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/6342345455204922512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/6342345455204922512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/07/fortune-favors-brave.html' title='fortune favors the brave'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-3064191206802485403</id><published>2008-03-31T18:38:00.001-03:00</published><updated>2008-03-31T18:39:41.897-03:00</updated><title type='text'>a vida como arte do desencontro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não falei sobre isso anteriormente. Não me posicionei. Mas, só tenho a declarar que a Paixão de Cristo de João Pessoa, neste ano com o espetáculo &lt;strong&gt;Maria canta a Paixão&lt;/strong&gt;, foi um sucesso em muitos aspectos. Sucessos pelas pessoas que reuniu em sua produção: da dramaturgia à direção, das costureiras ao figurinista, do aderecista aos atores. Tudo era bom. Me emocionei com a minha participação neste espetáculo que, em minha estória pessoal findou por encerrar um ciclo aberto em 2005. Ver, rever, todo dia duas vezes, a genialidade em cena de Eleonora, a graça de Mayra, a experiência de Melânia, o encantamento de uma certa &lt;em&gt;magic in the making&lt;/em&gt; no Cristo de Walmar já era tudo. O resto, qualquer palavra que se diga, qualquer som, além do silêncio de Hamlet, é a mais pura bobagem. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nestes dias de encantamento, todavia, a vida se apresenta viva pra mim. Mudo pra continuar vivo. Sobrevivo a mim mesmo, até. Continuo esperando. Feito Pedro Pedreiro espero o trem que já vem... que já vem... que já vem... que não vem! Temo o que vem pela frente e sigo com medo por simples medo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-3064191206802485403?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/3064191206802485403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=3064191206802485403' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/3064191206802485403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/3064191206802485403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/03/vida-como-arte-do-desencontro.html' title='a vida como arte do desencontro'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-2309064981739228788</id><published>2008-03-13T00:27:00.001-03:00</published><updated>2008-03-13T00:29:38.771-03:00</updated><title type='text'>Quebra- Quilos: quebra metro, quebra tudo ou Eu sei não gritar ou uma experiência de teatro não-dramático</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desde a primeira vez que fui a um dos ensaios abertos da peça Quebra-Quilos, do Coletivo de Teatro Alfenim, em cartaz no casarão da Escola Piollin, em João Pessoa, vieram-me à mente as lições que tomei com a professora Iná Camargo Costa, em seu livro A hora do teatro épico no Brasil (Graal, 1996) no que se refere a esta forma teatral. Num exame que começaria em 1958, com Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri, ainda podemos atestar a força produtiva da dramaturgia em sua viagem rumo ao épico, mesmo que, como diria o crítico Roberto Schwarz, tal forma tenha se tornado uma espécie de artigo de consumo ou grife, em dados momentos. Assim, não é nada curioso que tanto a direção quanto a dramaturgia (mesmo que construída em processo colaborativo com o elenco) sejam assinadas por Márcio Marciano, egresso da Companhia do Latão, de São Paulo, porto seguro do teatro épico-dialético no Brasil, nos últimos dez anos. Daí, talvez, também, as várias estranhezas: aspectos concernentes ao assunto que, pela perspectiva de abordagem, tornam-se, mediante a formalização estética, estranhos aos nossos palcos e, conseqüentemente, a utilização na cena de procedimentos e técnicas que nossos atores não estão, de todo, habituados, revelando, talvez, traços de um momento singular e ainda difícil de ser avaliado de nossa cena teatral, marcada em suas últimas estréias por diálogos de nossos atores com diretores vindos de outras experiências e espaços geográficos que se distanciam das nossas demandas autóctones. Mas isso já seria uma outra reflexão inteira. Todavia, aqui, a questão principal é que o espetáculo resulta em algo que vale (e muito!) a pena ver.&lt;br /&gt;Quebra-Quilos debruça-se sobre a revolta popular que ganhou este nome na província da Parahyba, nos idos de 1874, quando se impôs o sistema importado da França de medidas em quilos, litros e metros para mercadorias comercializáveis. Gota d'água de um contexto em que os impostos, até mesmo pelo chão onde se depositavam mercadorias, ou as regras do alistamento militar colocavam o povo em um beco sem saída, esta revolta tem episódios como a queima de arquivos públicos, a invasão de cadeias e destruição das medidas – o que levará à repressão violenta contra os sediciosos. Quem vai ao teatro esperando ver uma representação realista do conflito não a encontrará. E é aí que mora a questão: a ênfase recai sobre a relação entre as personagens envolvidas diretamente ou que estão à margem do conflito social, mantido à distância até os momentos finais da peça. Focalizamos mãe e filha tangidas pelo medo e pela necessidade; ou então acompanhamos a relação entre o cego e seu guia, com nome de filósofo cínico, todavia um dos personagens mais conscientes em torno do que se desenrola; ou a escrava alforriada que desafia a ordem com toda a desordem-organizada de sua gramática corpórea ainda medida em sistemas antigos; ou, então, experimentamos a perspectiva dos representantes do poder estabelecido, como o oficial aferidor, que é nada além do que mais um dos que apenas executa ordens que lhe são impostas.&lt;br /&gt;O conflito só é referido. Mesmo quando chega ao primeiro plano ainda é na dimensão da narração ou da alegoria, com especial atenção às referências ao universo circense, mediante o distanciamento. Assim, marca-se a contradição entre este assunto e a forma dramática “em crise”. A revolta, ou sua repressão, não cabe na forma dramática tradicional. Irrompem os momentos épico-narrativos, seja nas referências aos episódios em torno dos revoltosos e da repressão a eles testemunhados por diversas personagens, como também o episódio final quando, definitivamente, a revolta (sempre no eixo do épico) atinge as duas personagens que marcam o núcleo dramático central da peça, Joaquina e Floriana, vividas por Zezita Matos e Soia Lira, respectivamente. É mediante certa leitura da relação entre estas atrizes e suas personagens que podemos entender, metonimicamente, não só a peça como este momento da cena paraibana. Se mãe e filha quanto mais fogem da revolta popular mais se aproximam dela, dialeticamente, as atrizes vão se desligando do dramático e se acostando ao épico, o que também se revela nas outras personagens e no trabalho dos outros atores. Em tempo: o elenco equilibra estes nomes de “peso” com outros que não desequilibram a balança, como Daniel Porpino, Roberta Alves, Sebastião Formiga, Daniel Araújo e Verônica de Sousa.&lt;br /&gt;Quebra-Quilos revela, assim, em suas qualidades e em suas ausências, as contradições de nosso momento histórico, tanto no que diz respeito à correlação entre a matéria representada e o nosso cotidiano, como também nas contradições tangentes às forças produtivas em nossos palcos, na corda bamba entre a tradição construída e as novas experiências que surgem. A permanência, ou a síntese dessas questões, só ao tempo caberá a resposta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-2309064981739228788?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/2309064981739228788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=2309064981739228788' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2309064981739228788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2309064981739228788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/03/quebra-quilos-quebra-metro-quebra-tudo.html' title='Quebra- Quilos: quebra metro, quebra tudo ou Eu sei não gritar ou uma experiência de teatro não-dramático'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-5726428509350825972</id><published>2008-01-23T14:29:00.000-03:00</published><updated>2008-01-23T14:30:28.888-03:00</updated><title type='text'>a fantastica e louca aventura de querer mais que um bem querer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vc, de repente, vai vivendo sua vida. Vc, tb de repente, encontra alguém um dia que te sorri, que troca telefones, que se encontra com você e te faz sentir incrível. Vc passa a acreditar de novo, vc começa a planejar a vida para depois de amanha, você começa a pensar em enredos românticos. Dispensa todas as diferenças e acredita q as afinidades serão mais do que suficientes para que o amanhã não chegue nunca mais. Que seja dia semrpe, uma noite eterna, com uma blue moon no céu. Aí vc cai do cavalo na mesma velocidade como subiu. É estranho. Os telefonemas rareiam. As pessoas que não se largavam por dias a fio, não mais se vêem e tudo era só o que era: ilusão. Mesmo assim, vc entra em modo de espera e... Espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não contente, e na ânsia por vida, vc, então, vai à luta... vc encontra uma outra pessoa. Curiosamente esta pessoa tem muita coisa parecida com vc, muita mesmo. Tanta que vc se assusta e tem vontade de sair correndo. Neste acaso, afinidades são extremamente assustadoras. Quase arrepiantes. Vc ouve certos textos que, no script da vida, normalmente são executados por vc. E daí aquela consciência do quanto vc já foi patético, do quanto vc já deve ter metido doses cavalares de medo nos outros por conta de sua Carência não menos cavalar. Vc fica com tanto medo que foge – quase de si mesmo. Foge porque, talvez, não consiga lidar esta ordem das coisas, porque, talvez, só entenda do difícil, da dor, do sofrimento, de arrastar mesmo a cara na Medina no meio do sol quente! Vc se sente desmoralizado! Vc se sente uma bosta... Mas é a vida! Nada além dela...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas entre estar desmoralizado e estar morto – muita distância! Kilometros inteiros! Você, reivindicando seu direito às pedras de gelo no copo de coca cola, segue! Vc vai em busca de coisas antigas de gente que te olha com “olhos de conhecer”. Gente que, por isso mesmo, te assusta. Gente que é somente “projeto falso”, gente que é “imoral, ilegal”. Mas que te olha. E vc, no seu direito de quem está bem vivinho, olha também. Que vc acredita mesmo que tb te deseja, nem que seja um desejo obscuro pelo que vc é. Não em essência – mas por aquela pessoa que vc parece ser – não em aparência. Daí, meus bens, é enlouquecer mesmo. Vc abre mão da realidade e começa a viver a Experiência quase mística do “... e se?” Vc passa a acreditar em sorrisos, olhares, gestos. Vc quase precisa se graduar em algum curso que ensine a ver o que está invisível. Vc pede a opinião de deus e do mundo. Todos mundo vê. Mas, vc não acredita. Vc só acredita no maldito “... e se?” E, no fundo, é ótimo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa viagem ao passado. Vc encara o passado. Reencontra o passado. Vê a bosta que é o passado. Prova sua força física – pra não usar a palavra correta. Descobre que ainda está em forma. Que seu corpo físico ainda está em dia. E é só. O vazio continua. Porque o passado é só isso – passado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... quanta coisa a gente pode viver em menos de uma semana?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-5726428509350825972?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/5726428509350825972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=5726428509350825972' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5726428509350825972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5726428509350825972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/01/fantastica-e-louca-aventura-de-querer.html' title='a fantastica e louca aventura de querer mais que um bem querer'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-5174179269590830679</id><published>2008-01-07T08:38:00.000-03:00</published><updated>2008-01-07T08:39:27.297-03:00</updated><title type='text'>I did it again!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vi Saigon de novo, com direito a segundo ato na área VIP e tudo... desta vez com Lissah Martins... no próxímo post conto tudo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-5174179269590830679?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/5174179269590830679/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=5174179269590830679' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5174179269590830679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5174179269590830679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/01/i-did-it-again.html' title='I did it again!'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-8850344690159129449</id><published>2008-01-05T14:39:00.000-03:00</published><updated>2008-01-05T14:47:21.017-03:00</updated><title type='text'>pelas ruas!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;confesso que já cansei, se é possível: canse de ver gente bonita, cansei de ver livrarias com tudo o que quero e de ver todos os cds que adoraria comprar. cansei. enfim, fico pensando e filosofando sobre como deve ser difícil viver numa cidade em que tudo está à mão para quem tem dinheiro para comprar, é óbvio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;mudando de assunto: choques. fui com duílio, ontem, ao museu da língua portuguesa. é maravilhoso e indescritível. a esdtaçaõ da luz foi adaptada e é babado. tudo quanto é de recurso tecnológico à disposição de um bandod e gente que, na vida, só precisa ficar inventando como deixar as outras abestalhadas. são telões de mais de 100 m, sõa recursos de luz e som, são telas que mexem e se abrem para outros espaços, são poemas lidos por bethânia, buarque todoa qualidade de gente xike e bacana. duílio saiu surtado e disse q já que o negócio é a língua portuguesa, então saiu esculhambando e falando todo o repertório de palavrões que se conhecia... e quase morri de rir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;no mais, fizemos a peregrinação pelos templos do deus dioniso. fomos no TBC, e de lá olhamos para a fachada do teatro da rua major diogo, onde o teatro moderno neste país começa. depois fomos ao Oficina e rendemos homenagens, deferência, batemos cabeça e saudamos chão e paredes daquel lugar onde habita o deus baco. óbvio que lá, depois de falar com o vigia, pudemos ver a sala de espetáculo, e só podemos dizer que zé cleso é babado e do babado. depois passamos pelo teatrinho, a que se chama de Arena, onde a odisséia e a revoluçaõ do nosso teatro começou de verdade, e lá, mais ou vez, louvamos. por fim, tb passamos pelo CPT de Antunes, onde o nosso teatro contemporâneo começou. Enfim, ô Sampa, por que fazer isso conosco!!??&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-8850344690159129449?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/8850344690159129449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=8850344690159129449' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/8850344690159129449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/8850344690159129449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/01/pelas-ruas.html' title='pelas ruas!'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-7640296401623194952</id><published>2008-01-04T09:32:00.000-03:00</published><updated>2008-01-04T21:35:04.156-03:00</updated><title type='text'>My American Dream</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ontem foi Miss Saigon. Estou com ganas de ir ver de novo, além do que é uma das poucas peças em cartaz... não fosse o preço... mas, paciência. Achei e ainda estou achando que vou enlouquecer. Não sei se consigo dizer em palavras o que se passa. Foi tudo! Maravilha! Lindo! Um escândalo... Queria falar de cada cena, de cada coisa que me emocionou, mesmo num espetáculo tão comercial. A luz é um personagem à parte. Uma maravilha... Enfim, como disse, estou sem palavras. Então falo de mim. Acho que Duilio se espantou com as minhas reações. Aliás, creio que até eu me espantei comigo mesmo... me balancei, me tremi.. me emocionei... estou realmente estranho nos últimos tempos. Gostaria de contar cada detalhe, de falar como me senti a cada mudança de cena. Mas, tento falar depois. Este post já se perdeu e tudo o mais. Já estou tentando refaze-lo... e com dificuldade... Enfim, só digo uma coisa: pra quem me conhece, num preciso falar. Talvez o meu próprio silêncio diga dessa minha parte de sonho.. do que eu queria para a minha vida, do trabalho com o teatro ao apagar a luz, ao primeiro acorde da orquestra e pela colacação da palavra cantada no center stage...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ps: não vimos com Lissah Martins, mas com a Cristina Cândido, que faz uma ótima Kim....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-7640296401623194952?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/7640296401623194952/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=7640296401623194952' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/7640296401623194952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/7640296401623194952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/01/my-american-dream.html' title='My American Dream'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-6283026240965942824</id><published>2008-01-02T20:47:00.000-03:00</published><updated>2008-01-02T21:02:05.265-03:00</updated><title type='text'>vontade de correr!!!!!!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;enfim. saímos de joão pessoa. chegamos em são paulo, sem atraso no vôo. quase inacreditável isso! caímos no meio da são silvestre, que impediu o taxi de nos deixar no nosso hotel e iniciamos uma performance urbana, a que duílio já intitulou de 'as malas'. andamos de calçada em calçada, até que nso deparamos com o famoso cruzamento da música de caetano e nos sentimos em são paulo, mesmo que nada contecesse em nossos corações! achamos o hotel e caímos escangotados na cama. acordamos ali pelas 22:00 e fomos a um barzinho na vieira de carvalho. lugar para quem entende. práticas e representações que nos deixariam a todos beges em nossa provinciana cidadezinha. só lembramos de adeilma e de diniz a todo instante. de muiats maneiras vcs estão bem aqui conosco, naõ só no coração, mas em um sem número de referências, de conversas, de percepções e de visões. visões mesmo do paraíso. paraíso mesmo! muito! aqui seria necessário termos uma fábrica inteirinah de jaulas. o ano passou de um para o outro. e foi normal, como sempre. voltamos p o hotel e acordamos no outro dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;até são paulo para. eu confesso que não acreditaria se alguém me disesse. quase tudo fechado e batemos de porta em porta até o meio-dia. a paulista suja da festa do dia anterior. muito papel picado. muito mendigo na rua. giovanni tem um imã. todos os mendigos pedem dinheiro p ele. acho que eles acreditam que pela barriga se mede o bolso, ou algo q o valha. sei lá. eu duilçio ficamos incríveis. sem muita emoção, almoçamos e fomos ver um filme no espaço unibanco. depois de muito procurar, escolhemos um pelo título e por ele tratar de teatro. valeria, sinceramente, a viagem inteira. é como se nada mais fosse me surpreender. um negócio. são &lt;strong&gt;jogos de cena&lt;/strong&gt;, como no título. mulheres dão depoimentos. eduardo coutinho, depois, pega atrizes e elas fazem um jogo com o depoimento. até aí tudo ok. o bom é quando a gente fica sem saber quem é atriz e quem é personagem qdo as atrizes são desconhecidas. melhor ainda ver o surto das pessoas, elas mesmas. diante de tudo, elas surtam, não sabem o limite da técnica, da realidade, da representação, da mentira. é ótimo ver andréa beltrão chorar sem querer, marília pêra fazendo a mão surtada q bate na filha e perguntar a coutinho se ele quer que ela chore, pois ela teria o cristal japonês se fosse necessário. e fernandas torres louca total! PIRADONA! dizendo que está metidno, que não sabe mais quem é quem... uma doideira! linda e, óbvio, uma porrada! filme pesado, difícil, sensível...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;dormimos cedo, depois de ver os filhos de francisco na tv. o outro dia foi dos sebos, das livrarias, dos cds, dos dvds. uma loucura! a vontade que dá é ser rico! só tenho isso a dizer: lembro de cada um a cada encontro com o novo. enfim! que u-ó!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;amanhã, vamso ver Miss Saiggon... e aí, meus caros, isso é assunto pra um blog inteiro... beijo-me-liga!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-6283026240965942824?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/6283026240965942824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=6283026240965942824' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/6283026240965942824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/6283026240965942824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2008/01/vontade-de-correr.html' title='vontade de correr!!!!!!'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-2394886637748176893</id><published>2007-12-23T18:29:00.001-03:00</published><updated>2007-12-23T18:30:31.919-03:00</updated><title type='text'>Antes que o ano [ou o mundo] chegue ao fim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como diria um filósofa, muito minha conhecida, 2007 não foi um ano nada fácil. Mas, de outro lado, le foi incrivelmente rápido. Claro: um monte de coisas aconteceram, outras tantas ficaram por acontecer. Resumo da ópera: uma sensação estranha de incompletude e de rapidez incomensurável. Se fosse possível fazer uma boa contabilidade deste ano, começaria como os meus amigos queridos de RENT, contando o ano em coisas possíveis de delimitar. Contaria em 525.600 minutos. Infelizmente, em poucas xícaras de café, tendo em vista que tive de rareá-las. Contaria o ano em ressacas, pelo menos duas, das grandes. Contaria em sei lá quantas noites mal dormidas “de abr em bar, de mesa em mesa”, com Adeilma de lado e correndo atrás de uma possibilidade a que eu chamava de felicidade. Contaria, também, em quilômetros entre João Pessoa e Campina, depois de que passei no concurso. Quem sabe, também, em idas ao Savoir. Todas elas em busca de mim mesmo, de outrem ou com personagens distintos. Contaria em filmes vistos e em poucas idas ao cinema no ano todo. Contaria em pessoas incríveis que conheci: três. Duas que eu beijei na boca. Pasmem. Contaria até mesmo em decepção e traição: uma de cada. Em dias de medo, também. Claro. Muitos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conto 2007, em idas ao Mangai, com Adeilma no fim de 2006, com Analice, em cafés da manhã. Com Val, umas duas vezes. Em idas à casa de Valéria: inúmeras, com café bem passado, garrafas de vinhos e arroz gostoso. Duas rabadas bem gostosas, essas também Adeilma acompanhou. Comemos muito esse ano. Será que é por isso que meu estômago dói?! Conto em amigos perdidos: um. Em amigos adquiridos: um também. Conto em amores: um – de endoidar! De quase sair correndo... quase mesmo: cheguei a calçar os tênis e a fazer o aquecimento. Redescobri a amizade em seus sentidos plenos: aquela que silencia e simplesmente acompanha em Analice. Sem julgar. Sem proferir uma palavra fora do lugar, nunca. Perfeita. Descobri que a gente, de outro lado, tem que calar a boca e não confiar em todo mundo. Conto em duas vindas de Janaína à Paraíba no mesmo ano. Fato inédito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Conto em espetáculos maravilhosos que vi: dois. Em um meu que re-estreou: um. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Adeilma, companheira mais constante deste ano, esteve quase sempre presente – quase nos 525.600 minutos – e ela, também, contou o ano em dias de sem... Comemoramos, às avessas, uma comemoração em que nada se comemorava. Lygia em vezes, contadas, em que nos vimos: poucas, não sei precisar, mas sei que cabem nas duas mãos. Conto em ancestralidades conhecidas e re-conhecidas. Em uma festa memorável na Praça da Alegria. Giovanni, talvez, contasse o ano em 13 dias. Eu conto o ano em 525.600 minutos de amor – aquele que senti, o que não vivi, e o que desejei viver e que tentei viver. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Beijosmeliga!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-2394886637748176893?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/2394886637748176893/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=2394886637748176893' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2394886637748176893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2394886637748176893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/12/antes-que-o-ano-ou-o-mundo-chegue-ao.html' title='Antes que o ano [ou o mundo] chegue ao fim'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-5125794722752738291</id><published>2007-12-20T00:04:00.000-03:00</published><updated>2007-12-20T17:17:45.385-03:00</updated><title type='text'>"Eu tenho mais medo da solidão que da morte"</title><content type='html'>Eu tb Piaf, querida, eu tb.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu fiz de novo. Fui ao cinema, encarei meus próprios medos e vi PIAF - Um hino ao amor, de novo. Só tenho a declarar que é, simplesmente, belíssimo. Bela atuação. Oscar, na certa. Ou é o NATAL, OU OS 30 chegando, ou eu que estou completamente idiotizado... sei que me peguei às lágrimas num certo momento... alguma coisa, de verdade, deve estar muito errada comigo! só pode... há muitos anos isso não me acontecia! Eu estou é com medo de Virginia Woolf e da rebordosa que deve tá vindo! Mas, Deus é maior! E eu vou conseguir!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-5125794722752738291?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/5125794722752738291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=5125794722752738291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5125794722752738291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5125794722752738291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/12/eu-tenho-mais-medo-da-morte-que-da.html' title='&quot;Eu tenho mais medo da solidão que da morte&quot;'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-4072264731582224880</id><published>2007-10-09T15:40:00.000-03:00</published><updated>2007-10-09T15:56:21.730-03:00</updated><title type='text'>De João Francisco à Mulata do Balacochê</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Numa tarde um tanto nublada, na Serra da Borborema, resolva quebrar meu silêncio de meses. É o jeito, afinal, falar para alguém, mesmo que essa alguém seja um leitor que, virtualmente, existe. Acabo de assistir de novo "Madame Satã", de Karin Aïnouz e é o jeito tirar o chapéu e deitar os mais belos tecidos que tivermos, com muita lantejoula e areia prateada, pra ele passar por cima... Que coisa magnífica! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não bastasse ser um filme sobre um personagem icônico da Belle Epoque carioca, das ruas da Lapa em inícios do século XX, Karin consegue fazer deste filme um belíssimo deleite visual. Confesso que desta segunda vez o filme para mim ainda fez mais sentido... Lembrava de João do Rio de suas crônicas sobre a gente alegre das ruas, sobre os cheiros dos cortiços, sobre carregadores, pobres, bêbados e equilibristas da escala social, que quase caiam para mais baixo do que abaixo. Lembrava de ruas do Maranhão, de uma saudosa São Luiz. Lembrava, afinal, de mim mesmo... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;São atuações memoráveis: seja Lázaro Ramos, como a personagem título; seja Marcélia Cartaxo como Laurita ou o incrível perfil trazido à cena por Flavio Bauraqui, como Tabu. É este tripé que mais interessa naquele momento em João Francisco ainda não é Madame Satã, nome que ele ostentará após o carnaval de 1942. Temos apenas a triste-alegre vida de João, que ajuda a manter a prostituta, mãe de uma menina que ele cria como filha, e o travesti... todos sob seus cuidados. João é algo muito complexo do que um simples homossexual ou transformista -- João é um malandro, um capoeira, um homem terrível e temível. João é sensível, apaixonado, com alma de artista. João quer aplausos, quer festa no clube gran fino. Mas João é negro, é pobre e é homossexual coisas imperdoáveis. Na Lapa ele era alguém. No clube ele é ninguém. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É essa estranha transição que acompanhamos desde sua estada como assistente da atriz de cabaré, vivida por Renata Sorrah, até o seu próprio momento de glória, no Danúbio. João vai, aos poucos, trilhando os caminhos de sua própria história: da imitação do show que ele via toda noite e que remetia às mil e uma noites de Sherazade, com música francesa.... ele vai encontrado a Mulata do Balacochê e o Samba. Sendo que a gente também vai entendendo a vida de menos e de nãos a que ele está submetido: a cada momento de extrema felicidade advém a perda e a dor, a hulmilhação. João só não queria ser mal tratado. João queria apenas sambar, rir, brilhar com areia prateada e roupa colorida. João queria se 'endereitar'....&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Madame Satã é imperdível!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-4072264731582224880?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/4072264731582224880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=4072264731582224880' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/4072264731582224880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/4072264731582224880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/10/de-joo-francisco-mulata-do-balacoch.html' title='De João Francisco à Mulata do Balacochê'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-5828350021578270896</id><published>2007-09-26T01:20:00.000-03:00</published><updated>2007-09-26T01:22:16.201-03:00</updated><title type='text'>It's a return!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Mais uma vez, muito tempo se passou. Muita coisa aconteceu. Definitivamente, agora, estou em Campina, de apat alugado e tudo o mais... A vida anda bem boa! Ando apreensivo com outras questões, talvez as mais sérias da minha vida. Tenho algum medo. Mas, antes de tudo, tenho muita coragem! Volto em breve!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-5828350021578270896?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/5828350021578270896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=5828350021578270896' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5828350021578270896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5828350021578270896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/09/its-return.html' title='It&apos;s a return!'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-1475361336274439728</id><published>2007-07-15T00:43:00.000-03:00</published><updated>2007-07-15T00:59:44.463-03:00</updated><title type='text'>foi a saudade quem me trouxe pelo braço</title><content type='html'>Queridos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Voltei! Havia abandonado, quase completamente, este blog -- como diria Marcel, às vezes confessional, às vezes um tanto crítico --, mas a saudade e a vida me trouxeram de volta até estes bytes pelo braço. Muita coisa aconteceu desde a última postagem - o mundo já girou em torno de seu eixo sei lá quantas vezes, a vida em suas revoluções por minuto já revirou tudo para além dos eixos sei lá mais quantas outras vezes. A minha vidinha -- sem graça! -- está prestes a apontar para outros caminhos e estou olhando p a bifurcação que aponta ora para a serra ora para o mar. Parece que, mais rápido do que imaginamos, subirei a serra. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Revia estes dias o DVD da série &lt;strong&gt;Hoje é dia de Maria&lt;/strong&gt; elhe digo que, em breve, voltarei aqui para falar sobre aquela maravilha da teledramaturgia. Pena que, até agora, ainda não tneha conseguido entrar no universo de &lt;strong&gt;A Pedra do Reino&lt;/strong&gt;, mas, creio, que para tudo há um tempo. E este tempo tarda mas não demora. Vou falar também de um monte de outras coisas que vi e de como anda re-descobrindo o mundo. Revendo e Formantando a minha vida. Repaginando mesmo. Reorganizando tudo. -- Sim, pois é, estoud e volta à terapia!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje, sábado à noite, estou explodindo de feliz e, para compartilhar tal fato, quase inédito nos últimos tempos, só mesmo a ilustre companhia de Vinícius de Moraes:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mais que perfeito&lt;br /&gt;(Vinícius de Moraes) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ah! Quem me dera ir-me contigo agora&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A um horizonte firme comum embora&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah ! Quem me dera amar-te sem mais ciúmes&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De alguém em algum lugar que nem presumes&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah! Quem me dera ver-te sempre ao meu lado&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem precisar dizer-te, jamais. Cuidado!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah! Quem me dera ter-te, como um lugar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Plantado num chão verde para eu morar-te&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ah! Quem me dera ter-te&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Morar-te até morrer-te.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-1475361336274439728?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/1475361336274439728/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=1475361336274439728' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/1475361336274439728'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/1475361336274439728'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/07/foi-saudade-quem-me-trouce-pelo-brao.html' title='foi a saudade quem me trouxe pelo braço'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-1510185488273431259</id><published>2007-05-31T01:01:00.000-03:00</published><updated>2007-05-31T16:09:37.409-03:00</updated><title type='text'>debaixo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pois é.&lt;br /&gt;De repente, lá vamos nós. E seria muito mais confortável, mesmo, até mais seguro, estarmos em nosso estado original, feto. Protegidos. Sem sofrer, sem vontade de chorar. Mas, nossa vontade [ou necessidade?] de respirar nos impulsiona e a gente vai morrer/nascer - saltando para dentro da vida... mas, eu, ainda, queria respirar e ver tudo bem mais bonito! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem sabe um dia...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por enquanto, a letra da Arnaldo na voz da Betha! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ouçam, ouçam!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É um mantra,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;uma feição de oração...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;p.s.: este, para mim, foi o grande momento do show! -- sim, eu fui!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Debaixo d'água]&lt;br /&gt;Arnaldo Antunes - 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debaixo d'água tudo era&lt;br /&gt;mais bonito&lt;br /&gt;mais azul mais colorido&lt;br /&gt;só faltava respirar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tinha que respirar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debaixo d'água&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;se formando&lt;br /&gt;como um feto&lt;br /&gt;sereno confortável&lt;br /&gt;amado completo&lt;br /&gt;sem chão sem teto&lt;br /&gt;sem contato com o ar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tinha que respirar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo dia&lt;br /&gt;Todo dia, todo dia&lt;br /&gt;Todo dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debaixo d'água por encanto&lt;br /&gt;sem sorriso e sem pranto&lt;br /&gt;sem lamento e sem saber&lt;br /&gt;o quanto esse momento&lt;br /&gt;poderia durar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tinha que respirar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debaixo d'água ficaria&lt;br /&gt;para sempre&lt;br /&gt;ficaria contente&lt;br /&gt;longe de toda gente&lt;br /&gt;para sempre&lt;br /&gt;no fundo do mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tinha que respirar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo dia&lt;br /&gt;Todo dia, todo dia&lt;br /&gt;Todo dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debaixo d'água&lt;br /&gt;protegido salvo&lt;br /&gt;fora de perigo aliviado&lt;br /&gt;sem perdão e sem pecado&lt;br /&gt;sem fome sem frio&lt;br /&gt;sem medo&lt;br /&gt;sem vontade de voltar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tinha que respirar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debaixo d'água&lt;br /&gt;tudo eramais bonito&lt;br /&gt;mais azul mais colorido&lt;br /&gt;só faltava respirar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tinha que respirar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo dia&lt;br /&gt;Todo dia, todo dia&lt;br /&gt;Todo dia&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-1510185488273431259?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/1510185488273431259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=1510185488273431259' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/1510185488273431259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/1510185488273431259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/05/debaixo.html' title='debaixo'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-8727455945133544853</id><published>2007-05-27T10:59:00.000-03:00</published><updated>2007-05-27T11:25:10.658-03:00</updated><title type='text'>sem teatro e sem magia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ontem estive no Teatro Paulo Pontes para ver o show do Teatro Mágico. Fui ao teatro esperando ver um show de teatro e música. Resultado: frustração. Vi o show de uma banda de música, julgando que faz intervenções poéticas e circenses. Creio que para os fãs da banda, deve ser ótimo. Tomando o fato que eu não sou um deles e considerando ainda que a qualidade das letras, da própria música, não conseguiram me seduzir ou me conduzir para aquele universo. Partindo disso, essa pessoa avalia com os dados que lhe são apresentados: não considero boas as letras, as intervenções, os números circenses. Creio que eles não se integram organicamente e que as propostas estéticas sobre as quais se alicerçam o show são equivocadas. Aquilo já foi muito bem realizado no Brasil por Oswaldo Montenegro, então a sensação é de dèjá vu ebem ruim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-8727455945133544853?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/8727455945133544853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=8727455945133544853' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/8727455945133544853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/8727455945133544853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/05/sem-teatro-e-sem-magia.html' title='sem teatro e sem magia'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-3810979670708948000</id><published>2007-05-21T08:23:00.000-03:00</published><updated>2007-05-21T08:25:08.671-03:00</updated><title type='text'>last night of the world --- as we know it -- and I fell fine</title><content type='html'>sexta&lt;br /&gt;sábado&lt;br /&gt;domingo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;encontro&lt;br /&gt;desencontro&lt;br /&gt;desabafo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e hj?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-3810979670708948000?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/3810979670708948000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=3810979670708948000' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/3810979670708948000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/3810979670708948000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/05/last-night-of-world-as-we-know-it-and-i.html' title='last night of the world --- as we know it -- and I fell fine'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-2282745338793117931</id><published>2007-05-12T12:50:00.000-03:00</published><updated>2007-05-12T12:51:36.582-03:00</updated><title type='text'>o céu azul, a terra ocre, um bando de gente lutando pra ser feliz  [versão 1,5 – Cineport]</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Vi, ontem, pela segunda vez, o novo filme de Karim Aïnouz, intitulado &lt;strong&gt;O céu de Suely&lt;/strong&gt;. Agora, este filme não era mais, apenas, esperado, ele era desejado e desejável. Agora, também, não só pela presença emblemática da chamada primeira dama’ do teatro paraibano, a atriz com quase cinqüenta anos de carreira, Zezita Matos, mas pelos nomes já nossos conhecidos: João [Miguel], Hermila [Guedes]. O filme, como sempre, chega com barulho, arrastando a expectativa de quem não viu, todo mundo sempre falando o melhor. Parece, quase, a construção de uma grande e nova unanimidade. Ainda não ouvi uma voz destoante. Todo mundo que vai sai emocionado. Como não tenho muito mais a dizer, digo o mesmo, de novo. Mas, nunca o é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em se tratando de um filme do mesmo diretor de outra pérola do cinema nacional, &lt;strong&gt;Madame Satã&lt;/strong&gt;, a gente não poderia esperar algo menos excitante e interessante. Se o filme anterior nos pega como um soco no estômago, mesclando lirismo, poesia e muita vida real [no que há de melhor e de pior nesta expressão]; este novo nos pega pela confusão em que ele nos joga ao tratar da mais cotidiana das personagens, da mais cotidiana vida, daquilo que, nós, nordestinos, ao menos, reconhecemos como nosso -- a migrante que volta de São Paulo e não mais consegue se adaptar ao Nordeste, trazendo um filho nos braços, ideais de como melhorar de vida engrossando o mercado da pirataria de cds, dvds e games... além de, claro, uma estória de amor que, como veremos, será nada mais nada menos que frustrada -- essa é Hermila. Obviamente, como o leitor poderá perceber, contrariando o que disse antes, apesar de, talvez, nós, nordestinos, reconhecermos as personagens, as paisagens, as músicas [!], este local – só para recair, mesmo, no velho clichê – se torna universal: e o filme torna-se grande! Hermila é o mundo todo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caindo sem pára-quedas na casa da avó [Zezita] e da tia [Maria], ela irá conhecer Georgina, uma menina que se prostitui ali, nos arredores do Posto, enquanto esquece a vida tomando porres de acetona, fumando um cigarrinho de maconha e, óbvio, dançando muito forró, do grupo de sucesso popular Aviões do Forró, na boca da noite, com um 'tubo' de vodca [ou será cachaça?] cana na mão... São fantásticas estas cenas -- Hermila, a atriz, arrebata-nos como Hermila, a personagem, na medida em que o forró de plástico e de dor de cotovelo é transformado em síntese do não-lugar de Hermila -- a única pessoa que usa um cabelo pintado com duas cores na cidade: este forró toca em qualquer lugar, do Norte ao Sul deste país, fala a quaisquer ouvidos e, talvez, ali ela seja ela. Naquele não-lugar, síntese da Hermila que partiu de Iguatu e da que voltou para lá, ela pode dançar! Que ventura: dançar! Georgina, a princesinha do Posto, abre as portas de novas possibilidades para Hermila. Vejamos: num lugar onde tudo se rifa, Hermila insiste em rifar uma garrafa de uísque, para tentar conseguir um pouco de dinheiro, mas Georgina, consegue seu dinheiro com a prostituição. É curioso entender como essa sua atividade quase parece natural num lugar de passagem, por onde tudo passa: ônibus, caminhões, carros, motos, até um trem. Tudo passa, deixando apenas aquelas vidas para trás. Hermila, todavia, não quer ficar para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela quer sair daquele lugar, onde de tanto calor o único espaço de refrigério é a porta aberta da geladeira. Mas, para cada uma das personagens há uma possibilidade: Zezita espera que a neta fique e seja feliz, Maria espera o dia de levar Georgina para praia em Fortaleza, quando verá a moça se queimando no Sol, de biquíni; João espera que Hermila fique e seja dele. Mas, ela não é dali. Surge a outra possibilidade: na lógica da rifa, por que não se rifar a si mesma? Ou melhor, rifar o seu corpo? É neste momento que Hermila se torna outrem. O corpo a ser rifado é o corpo de Suely -- a moça estranha àquele lugar. Hermila é neta de sua avó, Suely é o passaporte para o céu. Suely pode oferecer-se a todos, Hermila não -- ela espera Mateus ligar de Sampa, ela faz amor com João, ela dança. Hermila engravidou de Mateus, numa tarde de domingo, ganhou um cd com suas preferidas e deitou num cobertor azul, como o céu que Suely queria e sonhava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zezita Matos numa atuação discreta, todavia irrepreensível, tem seu grande momento quando dá umas boas pancadas em Hermila [ou será em Suely] enquanto quer entender a questão da rifa. É uma coisa, digamos, impactante. Principalmente por que tínhamos visto aquela avó observando tudo, em silêncio. Ou porque, depois, veremos a família comer, prosaicamente, um delicioso macarrão com molho, à guisa de despedida. É lindo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João, como todo bom príncipe encantado (agora não mais no cavalo branco, mas no seu moto-táxi!), compraria o talão inteiro da rifa, ficaria com ela, correria atrás do ônibus... mas, sempre fica sozinho... João é o cara! Ele é boa-pinta, gente boa, decente, mas ele é de Iguatu e de lá, Hermila nada quer. Ela só quer a passagem para o lugar mais distante possível. São cenas lindas entre os dois. João e Hermila discutem sobre Suely, e a gente quase chora. João vai atrás do ônibus e a gente engasga enquanto a câmera, parada, deixa-nos agoniados na platéia, acreditando no final feliz. Suely e Hermila, por fim, partem dali, graças ao dinheiro da rifa, depois da noite no paraíso com o ganhador – noite infernal -- sem olhar para trás, sem aceitar a carona de João em sua moto, sem saudades de Iguatu... Será?&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-2282745338793117931?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/2282745338793117931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=2282745338793117931' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2282745338793117931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2282745338793117931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/05/o-cu-azul-terra-ocre-um-bando-de-gente.html' title='o céu azul, a terra ocre, um bando de gente lutando pra ser feliz  [versão 1,5 – Cineport]'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-9040958312417648354</id><published>2007-04-19T22:23:00.000-03:00</published><updated>2007-04-19T22:25:25.716-03:00</updated><title type='text'>Macbeth</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Tens medo de ser na ação e no valor o mesmo que és no desejo? Queres ter aquilo que estimas como o ornato da existência, e te mostras em tua mesma estima um covarde, dizendo 'não me atrevo' depois de 'quero', como o pobre gato do provérbio, que quer comer o peixe sem sujar as patas?" (Lady Macbeth) &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olha só: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;só Shakespeare mesmo pra saber de tudo, né? ele, tantos séculos atrás, sabia de tudo da minha vida... e sabia, com tanta propriedade -- decifrando o indecifrável...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-9040958312417648354?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/9040958312417648354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=9040958312417648354' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/9040958312417648354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/9040958312417648354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/04/macbeth.html' title='Macbeth'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-1868310513314595381</id><published>2007-04-18T00:25:00.000-03:00</published><updated>2007-04-18T00:30:27.114-03:00</updated><title type='text'>veres, verdes, vedes</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;e, no silêncio, consumou-se, quem sabe?, o ato final da infeliz ópera da vida da atriz enganada - pela vida, pelas promessas do ano novo feliz, do novo recomeço, da chance de acreditar. o escritor, em suas novas faces, mais uma vez, egoísta, só se preocupou com a sua velha arte - a da dissulação, da confusão, da impossibilidade de, apenas, expressar aquele que realmente sente. e nisso, o ato final se fecha, a cortina baixa, sem o close-up. norma, sozinha no jardim, ainda chorando o enterro do macaquinho morto, smplesmente, espera um novo ano novo. e, ao mesmo tempo, acredita -- sempre -- que ele vai voltar...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-1868310513314595381?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/1868310513314595381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=1868310513314595381' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/1868310513314595381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/1868310513314595381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/04/veres-verdes-vedes.html' title='veres, verdes, vedes'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-2889116747567611250</id><published>2007-04-12T10:36:00.000-03:00</published><updated>2007-04-12T10:38:49.246-03:00</updated><title type='text'>corrida de cavalos</title><content type='html'>é o que tenho dentro da minha cabeça&lt;br /&gt;desde hoje, desde ontem&lt;br /&gt;um turbilhão de imagens&lt;br /&gt;que passam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma&lt;br /&gt;outra&lt;br /&gt;de novo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lá vem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-2889116747567611250?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/2889116747567611250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=2889116747567611250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2889116747567611250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2889116747567611250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/04/corrida-de-cavalos.html' title='corrida de cavalos'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-9040819679504698211</id><published>2007-04-08T12:47:00.000-03:00</published><updated>2007-04-08T12:50:34.034-03:00</updated><title type='text'>[COM]Paixão</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na Antiguidade, o fantástico dos grandes festivais teatrais era ir, a cada ano, e, de repente, ver os mesmos mitos tradicionais serem re-escritos e re-encenados, revelando o talento na arrumação do novo enredo surgindo das mãos do dramaturgo. Verdadeiro presente ao público que, sempre, retornava às ágoras. De várias maneiras, a proposta teatral da FUNJOPE em torno do espetáculo tradicional da Paixão de Cristo de João Pessoa, PB, re-edita esta dimensão do igual sempre diferente. A grande questão – e o grande desafio – é, a cada novo espetáculo, contar [no texto e na cena] uma nova história, um novo enredo em torno da morte/ressurreição do Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, no primeiro ano da nova gestão da Prefeitura, o espetáculo foi vazado por signos recorrentes do bumba-meu-boi – revelando a similaridade entre essa brincadeira popular, também marcada pelas tensões vida/morte – o do ano seguinte foi permeado pelo universo da religiosidade popular e da romaria. Cada um desses espetáculos trouxe a tão famosa questão da teatralidade, palavra de ordem e comum num momento do teatro quando se rompe, cada vez mais, com o esquema dramático tradicional – aquele em que se identificam ator/personagem, baseado no diálogo como meio verbal e quase sempre preocupado com a lei das unidades [tempo, espaço, ação]. Assumindo a proposta de levar ao público pessoense novas dimensões em torno desta tão tradicional narrativa, tanto em termos de dramaturgia quanto em termos da dimensão teatral, assume-se, também, a meu ver, um compromisso com a população – público que lota as arquibancadas a cada noite e que espera por este grande espetáculo – e com a comunidade artística envolvida – que não só tem cachê garantido, mas, e principalmente, tem espaço para mostrar ao grande público um espetáculo com as qualidades a que tenho sempre me referido – a dimensão estética combinada a dada dimensão ideológico-política em torno da cultura local, popular. Tornaram-se, assim, protagonistas as personagens do povo ou elementos da cultura deste povo, transformados em motes generativos do espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na continuidade desta proposta, o espetáculo deste ano, Jesus, uma paixão, erra. E feio. Na tentativa de compor a cena cruzando elementos circenses com a cultura popular, o resultado não ultrapassa a tentativa – é um sem número de números circenses isolados e sem sentido, em arcos, numa cama elástica subutilizada, mas que está lá, em cena, o tempo todo. Talvez, o único momento em que se atinja a organicidade seja no ‘bacanal’ de Herodes. As estruturas armadas na praça sujam a cena, incomodam a visão da peça. Principalmente aquela que serve tanto ao palácio de Herodes e à cena das Bodas de Canaã: uma estrutura imensa atrapalhando a visão do prédio histórico, lindo e escondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O figurino é ineficiente na caracterização dos tipos e personagens. O diabo veste Gautier, pastiche de figurinos de Madonna, lá dos anos 90. As três lavadeiras-coriféias vestem vestidos extremamente sexys e elaborados em excesso, levando a caracterização para outros caminho. Os apóstolos ficam no limite entre a bufonaria e o palhaço, não sendo nem um nem outro. Maria, mãe de Jesus, entra em cena num vestido branco, simples em excesso, nos levando a perguntar, durante muito tempo [e isso em teatro é péssimo], se ela é o anjo da anunciação. Maria Madalena mais parece uma rumbeira. O pobrezinho do Jaraguá do reisado e do cavalo-marinho, só porque é feinho, vira artifício demoníaco da tentação – ainda bem [e, ao mesmo tempo, infelizmente] que pouca gente entende de cultura popular e lê apenas o óbvio das caveiras... Talvez, a única hora em que o figurino funcione seja no ‘bacanal’, talvez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto dramatúrgico não cumpre o que promete: contar a história do Cristo a partir de uma perspectiva feminina. As mulheres são as personagens menos interessantes – não adianta ter Maria [sem nenhuma cena ou fala que modifique seu arquétipo de simples docilidade], não adianta ter Maria Madalena despindo-se do mundo em cena aberta, não adiante ter Marta e Maria [irmã der Lázaro] chorando pelo irmão, Herodíades e Salomé clamando pela cabeça de João Batista, Cláudia conversando com Pilatos – nada disso diz da perspectiva feminina. Estas personagens estão em qualquer texto da Paixão. Mas, seriam elas, mesmo, que num novo entrecho – a partir da chave ‘como se conta o mesmo diferente’ – que portariam, sim, talvez, os novos sentidos. A perspectiva em literatura, ou em arte, diz do lugar de onde vemos o sistema de ações encadeadas e, no que se refere a estas personagens, tudo é mais do mesmo. Diriam-me que a focalização feminina estaria, então, no coro de lavadeiras. Não, também não. Ou melhor, prefiro dizer que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explico: se tomarmos tal hipótese como válida, como quer a dramaturgia e a encenação, veremos, mais uma vez, o mais do mesmo – a síntese alcançada é aquele que diz que mulheres, principalmente as do povo, quando em seus momentos de trabalho, utilizam-se do tempo para mexericar, julgar, tramar, operar juízos de valor. As coriféias, representadas por pelo menos uma boa atriz e outra grande atriz, têm os piores textos para falar. De alguma maneira, acredita-se que para se falar do cotidiano em teatro se tem que descer a um nível de prosaísmo que beira o ridículo, o cômico. Por que não se pode ter poesia? Não é que não seja possível extrair poesia da lavagem de roupas [sujas] – já incorporada à nossa linguagem como algo ruim, ou do pão com manteiga com suco de uva, ou do cuzcuz com ovo, da virose. Não. Tudo é possível, mas, como diriam os clássicos, com engenho e arte. Ok. Outros me diriam: mas a cultura popular é depósito de preconceitos conta a mulher. Sim. E, ao mesmo tempo, não. A cultura popular é viva, dialética [como o teatro]. Ou muito ela elogia o preconceito, ou muito resiste a ele. Nada é tão maniqueísta. Nada é tão preto no branco. Então, suas representações também não deveriam sê-lo. As coriféias, que introduzem cenas, comentam, julgam, tecem fios enquanto lavam roupas, recaem em grandes problemas. Cenas clássicas como a do perdão da adúltera ou da prostituta vêm em analogia a uma mulher futriqueira da comunidade, à filha de uma comadre que fugiu. Isso é péssimo, pois é vulgar, em um dos sentidos da palavra. A negação de Pedro, tão cheia de sentidos, visto a história posterior deste personagem é tratada como uma briga qualquer, uma traição entre iguais, uma birra, talvez. Judas é representado pela roupa preta que se tem que lavar: “tão escura quanto sua passagem pela terra”. Terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico aqui, lembrando de um coco sobre lavadeiras, que diz: “Vai lavar roupa, mulher/ Vai lavar roupa, mulher // Não vai se perder, ô mulher/ Não vai se perder, ô mulher // Na beira da lagoa, mulher/ Na beira da lagoa, mulher // Dá um grito qu’eu vou ver/ Mulher, dá um grito qu’eu vou ver...” Singelo. Muito bonito. Por que as lavadeiras não cantam algo assim? Ao invés da hibridização das Bem-Aventuranças, meio canto-chão, com um Gospel à maneira de Jesus Christ Superstar – em tempo, nada contra JCS, eu adoro! É que cada coisa tem seu lugar: ou ao mar, ou à terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já falei demais, para terminar, queria falar só mais de uma coisa. Juro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma leitura possível de um dos níveis da encenação, iniciado na cena das Bodas de Canaã. O milagre do vinho é o início da vida mística e pública de Jesus – milagre menor para uns, quase de natureza doméstica, mas definitivo, pois estabelece a relação com a sua mãe. Enfim. Na encenação, derramam-se metros e metros de tecido vermelho de um grande cântaro que fica sobre a estrutura de diante da igreja. Aquele turbilhão de tecido vermelho fica ali, jogado durante todo o espetáculo e nós, cá na platéia, tentando entender. Aliás, como muita coisa – elementos de cena ficam por ali, sujando a cena, durante todo o espetáculo. Mas, voltemos. Depois da ceia, as lavadeiras, que até então eram narradoras, fundem à cena que se inscreve. Pegam o tecido vermelho e, com ele, formam o caminho da Via Sacra. Tremi nas bases. Se for intencional e planejado, revela uma dada perspectiva em torno do tema, insólita, mas respeitável. Se for um acaso, apenas um uso para aquele mundo de tecido, aí temos um problema. Como eu disse, num dos níveis de leitura, resulta, assim, do primeiro milagre a morte, como se o vinho prenunciasse o sangue da paixão, da ceia. Como se tudo apontasse para a morte. Tudo verdade, mas será que foi consciente? Será que este nível de compreensão atinge os espectadores?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim – poderia discorrer outro mundo de questões: sobre como se retomam cenas dos anos anteriores, como atores e técnicos displicentemente andam de um lado para outro, muitas vezes, cruzando zonas em uso nas cenas. Há boas surpresas no elenco, outras péssimas descobertas... Mas, não vou dizer nada. Silencio. Espero agora o ano que vem... Mas, me pergunto:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde estão os deuses do teatro?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estão mortos?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, ainda assim, creio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois, "Deus quando fecha uma porta, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;toda a vida se abre numa janela..."&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-9040819679504698211?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/9040819679504698211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=9040819679504698211' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/9040819679504698211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/9040819679504698211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/04/compaixo.html' title='[COM]Paixão'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-1546606372622064387</id><published>2007-03-27T23:35:00.001-03:00</published><updated>2007-03-27T23:35:57.871-03:00</updated><title type='text'>Hard Times</title><content type='html'>Satine esperou. E Joe Gillis reapareceu do fundo do mar da vida. Saiu da piscina em uma de suas faces – o escritor. Ele reapareceu e escreveu um roteiro perfeito – o re-encontro à luz da lua, palavras bonitas, sorrisos perfeitos. E foi perfeito. Como sempre. Ela tocou-se. Enfeitou-se e foi ao seu encontro. Mas, morto que estava nas águas do fundo do mar da vida, Joe nada poderia oferecer além de nada. Só o seu silêncio e o seu script.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Re-encontraram-se. Promessas-palavras. Nada além disso. Nada além de uma ilusão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-1546606372622064387?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/1546606372622064387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=1546606372622064387' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/1546606372622064387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/1546606372622064387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/03/hard-times.html' title='Hard Times'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-3149330053333861528</id><published>2007-03-26T23:37:00.000-03:00</published><updated>2007-03-26T23:47:18.380-03:00</updated><title type='text'>desabando....!</title><content type='html'>sabe quando as coisas começam a desabar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sabe quando a árvore vai cair e vc tem correr, o mais rápido que pode, pra ela não te esmagar na queda...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é,&lt;br /&gt;é assim mesmo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-3149330053333861528?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/3149330053333861528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=3149330053333861528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/3149330053333861528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/3149330053333861528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/03/desabando.html' title='desabando....!'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-5555044823123055971</id><published>2007-03-22T22:37:00.000-03:00</published><updated>2007-03-22T22:58:05.165-03:00</updated><title type='text'>the movie in my mind</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;ontem, voltando pra casa, saindo da aula de brasileira IV, vinha escutando uma das minahs músicas preferidas de um musical francês, em sua versão londrina: &lt;strong&gt;The movie in my mind&lt;/strong&gt; - &lt;em&gt;Miss Saigon&lt;/em&gt;. é engraçado como, de repente, a gente deixa o tempo passar e, assim mesmo, e talvez por isso, as coisas ainda significam ou se re-significam. como adeilma estava comigo no carro, e ela - digamos - não entende muito bem inglês, eu passei à posição de tradutor-simultâneo. ela gostou. hj ouvi de novo. e acho que to querendo ouvir de novo. no contexto da peça, essa música tem uma função bem interessante - ela quebra a noção de realismo no palco (se é que eu posso falar em realismo numa peça que usa da modalidade cantada na maior parte do tempo, se não em todo o tempo), abrindo espaço para um lapso de tempo em que duas das dançarinas do Dreamland (Gigi e Kim) dirigem-se ao público, falando daquele filme que passa em suas cabeças. todavia, é interessante pensar que cada uma tem um filme diferente: enquanto Gigi, com pés bem no chão, ainda assim sonha com a viagem para New York com os filhos que tomam sorvete e ganham seu soldo em dólar -- mesmo ja´experiente em suas relaçõe com os americanos; de outro lado, Kim, recém-chegado ao &lt;em&gt;cabaret&lt;/em&gt;, apenas pode esperar uma vida bem longe dali, mesmo que seu corpo ali esteja e a eles passe a pertencer...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;é meio isso, quem sabe a gente, de repente não mais que de repente, não nos deparemos, sempre, com os filmes em nossas cabeças -- seja os mais felizes, os mais esperançosos, os mais tristes... o que importa, e isso é bem verdade sim, é que semrpe estamos construindo enredos cinematográficos para aquilo que a gente quer, notadamente, nas relações amorosas. a gente sempre quer um encontro de fim de tarde, palavras bonitas ao telefone, visitas inesperadas, beijos intermináveis -- e como se fosse pouco, a gente ainda quer que toque uma linda música (instrumental, por favor) e, mesmo com o sol se ponde, bem que deveria chover -- pois beijo na chuva é o que há!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;vamos curtindo o filme...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-5555044823123055971?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/5555044823123055971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=5555044823123055971' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5555044823123055971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5555044823123055971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/03/movie-in-my-mind.html' title='the movie in my mind'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-4327183383799631944</id><published>2007-03-19T23:20:00.000-03:00</published><updated>2007-03-19T23:21:52.770-03:00</updated><title type='text'>never</title><content type='html'>antes de ler este, leia o anterior...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I'm sorry for everything I've said&lt;br /&gt;And for anything I forgot to say too&lt;br /&gt;When things get so complicated&lt;br /&gt;I stumble, at best, muddle through&lt;br /&gt;I wish that our lives could be simple&lt;br /&gt;I don't want the world, only you&lt;br /&gt;I wish I could tell you this face to face&lt;br /&gt;But there's never the time, never the place&lt;br /&gt;So this letter will have to do&lt;br /&gt;I love you"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-4327183383799631944?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/4327183383799631944/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=4327183383799631944' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/4327183383799631944'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/4327183383799631944'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/03/never.html' title='never'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-2329334441624840821</id><published>2007-03-19T23:12:00.000-03:00</published><updated>2007-03-19T23:13:40.885-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;foi mal... eu queria mesmo era botar o meu bloco na rua, botar pra quebrar, mesmo. queria viver as coisas, ver como é que é. não, não é possível. e, numa atitude completamente fora de moda, é necessário perceber que 'o sonho acabou'. é subir o rio, enquanto todos descem. o filme já  visto, os personagens já conhecidos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde ontem, penso no quanto eu sou um homem das palavras. O meu universo é esse universo de letrinhas, de fonemas, de organizações, da vírgula posta no lugar certo, do parágrafo aberto, do sentido pleno da semântica daquela palavra e não daquela. Sou homem que fala demais, que pensa de menos ou de muito, nem sei. Portanto, um universo cheio de idéias, marcado por ilusões, pela crença no amor romântico, na igualdade na diferença, na possibilidade de se lançar ao desconhecido – tudo balela lingüística! Tudo um bando de bobagem, de besteira que não serve nem pra mim, o que dizer dos outros! Tudo um grande monte de crença em porcaria! Em nada! Em absolutamente nada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Argumentos:&lt;br /&gt;1 - O medo da diferença, segundo um bando de crenças que não levam a nada, imobiliza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 - O medo da diferença, segundo o senso-comum, é, apenas, a defesa do espaço e da garantia da alteridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conclusões:&lt;br /&gt;Guarde suas conclusões para você mesmo. Elas não te garantirão nada além de nada. Do silêncio. De uma certa doze, homeopática, de desprezo, ministrada de oito em oito horas, bem controladamente. Para as horas em que vc não der mai conta, passe na Vitaflora e compre um Rescue, um Emergencial e, óbvio, um Abandono... pois, meu bem, ninguém é de ferro. Nem mesmo quem pensa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;--- Resumo da ópera:&lt;br /&gt;Como é que um alguém, cuja vida é vazada em linguagem, por todos os motivos acima destacados, vive num mundo, também limitado por linguagem, sem poder dar o nome aos amores que vive? Eis a questão...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;To be or not to be, that’s the question!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--Engula, portanto, o amor, com uma coca-cola, bem gelada, sem dispensar, mesmo assim, nenhuma pedrinha de gelo ou a fatia de limão a que vc tem direito. Pelo menos nessa área – exija!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijo e me liga!&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-2329334441624840821?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/2329334441624840821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=2329334441624840821' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2329334441624840821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2329334441624840821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/03/foi-mal.html' title=''/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-8865203876843983966</id><published>2007-03-18T23:46:00.000-03:00</published><updated>2007-03-18T23:50:45.654-03:00</updated><title type='text'>mal</title><content type='html'>-- tô mal!&lt;br /&gt;vai um Elton John/Tim Rice, aí?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;How have I come to this&lt;br /&gt;How did I slip and fall&lt;br /&gt;How did I throw half a lifetime away&lt;br /&gt;Without any thought at all&lt;br /&gt;This should've been my timeI&lt;br /&gt;t's over, it never began&lt;br /&gt;Facing a world, for once not on my side&lt;br /&gt;I simply turned and ran&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I try to blame it on fortune&lt;br /&gt;Some kind of twist in my fate&lt;br /&gt;But I know the truth and it haunts me&lt;br /&gt;I learned it a little too late&lt;br /&gt;I know the truth and it mocks me&lt;br /&gt;I know the truth and it shocks me&lt;br /&gt;I learned it a little too late&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;People have faith in me&lt;br /&gt;I think I once did too&lt;br /&gt;I promise whoever has a hold on our lives&lt;br /&gt;I'll see the bad times through&lt;br /&gt;This should have been my time&lt;br /&gt;It's over, it never began&lt;br /&gt;Facing a world, for once not on my side&lt;br /&gt;I simply turned and ran&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I try to blame it on fortune&lt;br /&gt;Some kind of shift in the stars&lt;br /&gt;But I know the truth and it haunts me&lt;br /&gt;It's flown just a little too far&lt;br /&gt;I know the truth and it mocks me&lt;br /&gt;I know the truth and it shocks me&lt;br /&gt;It's flown just a little too far&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I try to blame it on fortune&lt;br /&gt;Some kind of twist in my fate&lt;br /&gt;But I know the truth and it haunts me&lt;br /&gt;I learned it a little too late&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-8865203876843983966?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/8865203876843983966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=8865203876843983966' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/8865203876843983966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/8865203876843983966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/03/mal.html' title='mal'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-6136040271076161307</id><published>2007-03-12T00:01:00.000-03:00</published><updated>2007-03-12T00:07:13.839-03:00</updated><title type='text'>agora</title><content type='html'>--- Talvez, para quem não conheça a interpretação dessa bela canção -- da Betha, obvio -- não entenda... então, fica para quem entende...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que agora é nunca&lt;br /&gt;Agora posso recuar&lt;br /&gt;Agora sinto minha tumba&lt;br /&gt;Agora o peito a retumbar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora ainda não choveu&lt;br /&gt;Agora tenho mais memória&lt;br /&gt;Agora tenho o que foi meu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora volta pro novelo&lt;br /&gt;Agora a língua em minha boca&lt;br /&gt;Agora meu avô já vive&lt;br /&gt;Agora meu filho já nasceu&lt;br /&gt;Agora o filho que não tive&lt;br /&gt;Agora a criança sou eu&lt;br /&gt;Agora sinto um gosto doce&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-6136040271076161307?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/6136040271076161307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=6136040271076161307' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/6136040271076161307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/6136040271076161307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/03/agora.html' title='agora'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-7967459825957793435</id><published>2007-03-10T12:03:00.000-03:00</published><updated>2007-03-10T12:09:15.107-03:00</updated><title type='text'>fugaz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;como definir, em palavras, aquilo que é do efêmero. como definir ou, neste caso, dizer daquilo que é só fugacidade. de instantes que se multiplicam, de momentos que tornam no caleidoscópio do tempo. de instantes que, pelo jeito, se multiplivam pelo &lt;em&gt;continuum&lt;/em&gt; no tempo. estava eu, afinal, anos antes; dias antes; meses antes... séculos...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;se, às vezes, precisa-se de um ano até se chegar a uma verbalização - quanto tempo se espera pelo gesto. tudo bem que as palavras são gestos, gestos feitos som, imagem, cor. mas, e o gesto da mão, aquele outro gesto que constrói, destrói ou, pior, desconstrói? -- talvez, é verdade, nunca venha...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;se, de um lado, re-signifiquei RENT, vendo e descobrindo outros caminhos, outras trilhas; de outro, a vida também se desenha em músicas de Bethânia; em motos pelo Sertão, em colchões sem mola, em malas de carro aberta... putz! FUGAZ! Full Gas!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-7967459825957793435?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/7967459825957793435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=7967459825957793435' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/7967459825957793435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/7967459825957793435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/03/fugaz.html' title='fugaz'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-5627605012328080854</id><published>2007-03-07T13:44:00.000-03:00</published><updated>2007-03-07T13:48:33.711-03:00</updated><title type='text'>Santa Fé</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;pois é... o concurso, passei. ufa! foi difícil, não pelo processo em si, aliás muito legal [pra mim, ao menos], mas tudo o que estava envolvido nele, nas perdas e ganhos, etc. mas, enfim, sendo o que sou, consegui superar as barreiras e as antigas portas fechadas e cheguei lá. mas, hj, hojezinho mesmo, o que eu mais queria era ir pra Santa Fe e abrir aquele belo restaurante...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-5627605012328080854?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/5627605012328080854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=5627605012328080854' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5627605012328080854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5627605012328080854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/03/santa-f.html' title='Santa Fé'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-5724160100743013495</id><published>2007-02-26T06:59:00.001-03:00</published><updated>2007-02-26T06:59:45.499-03:00</updated><title type='text'>concurso</title><content type='html'>hj é o concurso em Campina... portas abertas... até mais tarde&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-5724160100743013495?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/5724160100743013495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=5724160100743013495' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5724160100743013495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5724160100743013495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/02/concurso.html' title='concurso'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-2482816463935896888</id><published>2007-02-24T23:06:00.000-03:00</published><updated>2007-02-24T23:11:57.128-03:00</updated><title type='text'>aquele da pressa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;ouvi tudo e todos. ok: beleza: eu errei. atirem as pedras sobre o meu frágil telhado de vidro enquanto, cá embaixo, eu me preparo para juntar os caquinhos e a poesia entornada no chão. ela está lá -- completamente espalhada, completamente jogada...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-2482816463935896888?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/2482816463935896888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=2482816463935896888' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2482816463935896888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2482816463935896888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/02/aquele-da-pressa.html' title='aquele da pressa'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-7634861684476296693</id><published>2007-02-24T04:44:00.000-03:00</published><updated>2007-02-24T04:56:31.628-03:00</updated><title type='text'>p. que pariu!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;choveu. é. hoje choveu. choveu quando eu acordei. choveu na estrada para campina. choveu no caminho de volta. choveu quando estava chegando em casa. choveu no meu coraçaõ. choveu em terra árida. choveu em terras férteis de esperanças. choveu na esperança cansada de tanta guerra. choveu onde a gente só sente. choveu onde, às vezes, só dói. choveu bem muito. molhou... e a chuva passou. não sei mais o que pensar, o que sentir para onde apontar a minha bússola, para onde fica o Norte, para onde fica o Sul. outras vezes, acho que não sei mais de nada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;fui e voltei. pensei o dia todo. pedi para que as coisas fossem diferentes [pelo menos dessa vez] do que sempre é. pedi. acreditei, esperei. queme spera, sempre alcança -- disseram-me um dia... mas, de tanto esperar criei raízes profundas em terras que nunca sabem mais o que são. sempre ouço que o caminho que escolhi é o pior, o mais tortuoso, o das pedras mais agudas, mais afiadas. sim, eu sei. sim, eu sinto. eu sei e sinto. mas, fazer o que? queria mudar tudo, os rumos, as bússolas, os Nortes magnéticos -- que as agulas não mais apontassem para o mesmo lugar, mas que cada dia fosse o novo, o mágico, o inefável. o imprevisível, sempre. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;estive. estive lá. o mundo -- este mesmo quye gira semre ao redor do Sol -- mais uma vez -- PAROU! parou do meu lado. o carrosel do destino quase me derruba do cavalinho onde tenho medo, ainda, de estar. não queria mais ter medo. cansei de ter medo. por isso mesmo, encarie o meu destino, tomei rédeas e fiquei ali, em pé -- de posse e em pose -- acreditando, mesmo, na foto. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;falei. ouvi. só daquilo que sentia, mesmo que muito tenha ficado guardado na caixa preta da memória e do coração, terra inexpugnável, destruída palmo a palmo, onde não sei lá quem vive. onde não sei lá se chove. onde não sei lá quem sou. estradas largas, outras estreitas, onde correm paralelas e automóveis nos passam à frente... olhando, dali,  a gente só v. a janela do carro e do quarto. quem é? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-7634861684476296693?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/7634861684476296693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=7634861684476296693' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/7634861684476296693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/7634861684476296693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/02/p-que-pariu.html' title='p. que pariu!'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-7392110346961700376</id><published>2007-02-21T22:50:00.000-03:00</published><updated>2007-02-21T22:52:20.282-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje, agora, esta noite, estes últimos dias, só Camões [ele mesmo!] para me entender....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eles verdes são,&lt;br /&gt;e têm por usança&lt;br /&gt;na cor, esperança&lt;br /&gt;e nas obras, não.&lt;br /&gt;Vossa condição&lt;br /&gt;não é d'olhos verdes,&lt;br /&gt;porque me não vedes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isenções a molhos&lt;br /&gt;que eles dizem terdes,&lt;br /&gt;não são d'olhos verdes,&lt;br /&gt;nem de verdes olhos.&lt;br /&gt;Sirvo de giolhos,&lt;br /&gt;e vós não me credes&lt;br /&gt;porque me não vedes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haviam de ser,&lt;br /&gt;porque possa vê-los,&lt;br /&gt;que uns olhos tão belos&lt;br /&gt;não se hão-de esconder;&lt;br /&gt;mas fazeis-me crer&lt;br /&gt;que já não são verdes,&lt;br /&gt;porque me não vedes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdes não o são&lt;br /&gt;no que alcanço deles;&lt;br /&gt;verdes são aqueles&lt;br /&gt;que esperança dão.&lt;br /&gt;Se na condição&lt;br /&gt;está serem verdes,&lt;br /&gt;porque me não vedes? "&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-7392110346961700376?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/7392110346961700376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=7392110346961700376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/7392110346961700376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/7392110346961700376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/02/hoje-agora-esta-noite-estes-ltimos-dias.html' title=''/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-2662170188206483820</id><published>2007-02-12T23:39:00.000-03:00</published><updated>2007-02-12T23:50:22.563-03:00</updated><title type='text'>segunda</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;saí de casa em pleno sol. muito cansaço. uma vontade de fazer nada, um concurso me azucrinando a cabeça. o carnaval está batendo em minha porta e eu não tenho nenhuma vontade de deixar ele entrar... não: queria que ele corresse mundo e fosse para bem longe de mim. fui ao cinema e assiti BABEl -- filme lindo, nada de extraordinário, mas, ao mesmo tempo, extraordinariamente lindo. passei boa parte do filme pensando em como algumas da pessoas mais minhas queridas iriam receber esse filme. um filme que fala de diversidade étnica e cultural [assunto meio lugar-comum, hj, em dias tão politicamente corretíssimos], de diversidade de visões de mundo, de diversidade de mundos, dividos pelas diferenças de cor, de costumes, de maneiras de amar e de línguas. tudo, aparentemente, gira em torno do casal de americanos em viagem para o marrocos, uma viagem que parece ser urgente para reconstruir a vida deles -- Cate Balnchet e Brad Pitt em atuações discretas, mas extremamente corretas, de uma mulher preocupada com detalhes mínimos e que se verá em estado de emergência em meio ao nada, e de um homem, triste, acabrunhado e que redescobrirá, na dor e na perda, não só o amor como também a si mesmo. acompanhamos o silêncio e a tristeza da garota japonesa que não consegue mediar sua relação com o mundo pela linguagem oral -- sentindo-se só, diferente, monstra, e que, na busca desenfreada e desesperada, por si mesma, acaba sempre esbarrando no mundo de silêncios em que ela vive -- um silêncio muito mais profundo que aquele das palavras. vemos o universo árido e seco da família de marroquinos que cruza o caminho entre os EUA e o Japão, em crianças tão ásperas quanto aquele deserto ensolarado por onde passa o ônibus de turistas e a vida que teima em se manter viva. do outro lado do mundo, outras crianças, são expostas a um mundo real pela babá, não por maldade, mas, justamente, por sua bondade infinita que a punirá severamente, marcada que ela é pela sua condição de migrante...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;saí do cinema mexido. mexida está a minha vida, é claro. muito...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-2662170188206483820?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/2662170188206483820/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=2662170188206483820' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2662170188206483820'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/2662170188206483820'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/02/segunda.html' title='segunda'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-5888796795744199899</id><published>2007-02-11T02:17:00.000-03:00</published><updated>2007-02-07T14:55:52.253-03:00</updated><title type='text'>aquele da tristeza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;pois, como diria o poeta, "tristeza não tem fim..." chegou. saiu. ninguém viu de onde veio ou para onde foi. amor contrariado, sim, mais um balde água fria [bem fria mesmo&lt;em&gt;, on the rocks&lt;/em&gt;]... como sempre. não adianta acreditar [nem na foto!], e essa descoberta não é menos sofrida, nem menos triste, pode crer. como não vi, nem tenho muito o que dizer... digo, apenas, que nada continau sendo nada e que devo aprender a não sonhar. sonhar não é direito, sonhar é, apenas, o que é: devaneio!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-5888796795744199899?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/5888796795744199899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=5888796795744199899' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5888796795744199899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5888796795744199899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/02/aquele-da-tristeza.html' title='aquele da tristeza'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-5051823023902630393</id><published>2007-02-04T23:07:00.000-03:00</published><updated>2007-02-04T23:23:08.474-03:00</updated><title type='text'>hoje</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;estava lá, bem sentadinho, de pois de vencer a ressaca do domingo. sentado, eu juro!! eu desde ontem fico aqui me cobrando: se eu estivese mesmo querendo ficar quietinho, ficava em casa, pois boa romaria faz quem em sua casa está em paz. se estivesse, mesmo, quieto, ficava em casa. é isso. eu devia ter ficado em casa. era. mas, não fiquei. chegou, percorreu o ambiente, sentou na minha frente, olhou, não entendeu entendendo. percorreu tudo, e saiu para fumar lá fora. dividida estava a festa. cindida, partida ao meio, em duas. nada mais. o mundo parou, o relogio corria sem correr, o vento não ventava, o mundo ganhara, naquele exato momento, um outro eixo. nada mais fazia sentido, o domingo começaria e terminaria, bem ali, naquele exato lugar, naquela hora e estava tudo bem. todo o resto era nada, nada além de nada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;apesar desse enredo de melodrama, nada fazia-me crer que o final seria o da plenitude amorosa. não, ao contrário, o final tenderia ao amor contrariado. como sempre. este é o enredo de mim mesmo e de minha existência. cenas de filme antigo, palavras de chico buarque: olhos nos olhos, como vai você, quando o carnaval chegar. não, não me acho nada. a beleza não mora em mim. eu quero dinheiro. devia ter estudado letras e devia escrever. tempo. espera. pausa. outro cigarro, mais outro. goles de cerveja. sempre. cuidado para não cair. não, não caio. cuidado assim mesmo. ok. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;palavras, gestos, a mão na perna, o silêncio. e o mundo parado... um pazer da porra em te conhecer. será que este nada eterno será de novo. não sei.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-5051823023902630393?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/5051823023902630393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=5051823023902630393' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5051823023902630393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/5051823023902630393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/02/hoje.html' title='hoje'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-116973902571726199</id><published>2007-01-25T12:26:00.000-03:00</published><updated>2007-01-25T12:30:25.740-03:00</updated><title type='text'>lágrimas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Joe. ele voltou. múltiplo, em seus heterônimos. todavia, Ele só se apresenta, agora, em uma de suas faces: aquela que une o aproveitador e a confiança. Ele olhou para Norma com seu olhos de conhecer e Ela tentou falar. mas, nada foi além das palavras, ou além dos silêncios... restava, apenas, lembrar das lágrimas de outrora...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-116973902571726199?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/116973902571726199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=116973902571726199' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116973902571726199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116973902571726199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/01/lgrimas.html' title='lágrimas'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-116969825243983205</id><published>2007-01-25T00:53:00.000-03:00</published><updated>2007-01-25T01:10:52.453-03:00</updated><title type='text'>o céu azul, a terra ocre, um bando de gente lutando pra ser feliz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;vi, segunda, o novo filme de karim aïnouz. obviamente, como todo filme muito esperado, eu tinha uma série de espectativas: seja pela presença de zezita matos, seja pela explosão de sucesso que ele causa por onde passa. fui ao cinema. claro que já ia, mais ou menos, preparado por algusn comentários advindos de gente que já vira o filme antes de mim -- sempre os melhores comentários. não seis e tenho algo a dizer, ams vou tentar assim mesmo:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;em se tratando de um filme do mesmo cara que dirigiu madame satã, a gente não poderia esperar algo menos interessante. se o filme anterior nos pega como um soco no estômago, mesclando lirismo, poesia e muita vida real [no que há d melhor e d pior nesta expressão], este novo nos pega pela confusão em que ele nos joga ao tratar do mais cotidiano dos personagens -- a migrante que volta de são paulo e não mais consegue se adaptar ao nordeste, trazendo um filho nos braços, ideais de como melhorar de vida engrossando o mercado da pirataria de cds, dvds e games... além de, claro, uma estória de amor que, como veremos, será nada mais nada menos que frustrada -- essa é hermila que cai sem para-quedas na casa da avó [zezita] e da tia, onde irá conhecer georgina, uma menina que se prostitui ali, nos arredores do posto, enquanto esquece a vida toamndo porres de acetona, fumando um cigarrinho de maconha e, óbvio, dançando muito aviões do forró na boca da noite, com um 'tubo' de cana na mão. são fantásticas estas cenas -- hermila, a atriz, arrasa como hermila, a personagem, na medida em que o forró de plástico e de dor de cotovelo é transformado em síntese do não-lugar de hermila -- a única pessoa que usa um cabelo pintado com duas cores na cidade --, posi este forró toca em qualquer lugar e fala a quaisquer ouvidos...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;hermila quer, então, sair daquele lugar onde de tanto lugar o único espaço de refrigério é a porta aberta da geladeira e inicia a rifa de um uísque... até que, através do contato com georgina, ela descobre um novo caminho -- rifar a si mesma, ou melhor, rifar o seu corpo e neste momento ela se torna outrem; o corpo a ser rifado é o corpo de suely -- a moça estranha àquele lugar... hermila é neta de sua avó, suely é o passaporte para o céu. suely pode oferecer-se a todos, hermila não -- ela espera mateus ligar de sampa, ela faz amor com joão que, comot odo bompríncipe encantado, compraria o talão inteiro da rifa, ficaria com ela, correria atrás do ônibus e voltaria sozinho... joão é o cara! ele é boa-pinta, gente boa, decente, mas ele é de iguatu e de lá, hermila nada quer. ela só quer a passagem para o lugar mais distante possível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;zezita matos numa atuação discreta tem seu grande momento quando dá umas boas pancadas em hermila [ou será em suely] enquanto quer entender a questão da rifa. é uma coisa, digamos, impactante. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;suely e hermila, por fim, partem dali, sem olhar para trás, sem aceitar a carona de joão em sua moto, sem saudades de iguatu... será?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-116969825243983205?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/116969825243983205/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=116969825243983205' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116969825243983205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116969825243983205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/01/o-cu-azul-terra-ocre-um-bando-de-gente.html' title='o céu azul, a terra ocre, um bando de gente lutando pra ser feliz'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-116933046558963862</id><published>2007-01-20T18:59:00.000-03:00</published><updated>2007-01-20T19:01:05.606-03:00</updated><title type='text'>Ah, esse inferno de amar!</title><content type='html'>&lt;ol&gt;&lt;li&gt;Este blog é uma baixaria... quanto erro de português minha gente! Afe! Eu me sinto um analfabeto total toda vez que releio, mas, de outro lado, tb gosto que seja assim mesmo.. meio desleixado.. chega, de sério basta a vida! &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Quando era eu criança, lá em casa, se ouvia muito uma samba-canção que dizia: Jurei, juro que jurei, nunca mais amar como eu te amei... Por que será que essas coisas ficam, assim, coladas na cabeça da’gente? &lt;/li&gt;&lt;li&gt;O tempo passa, passa, re-passa e eu me sinto completamente parado, como se nada andasse – outras vezes é ainda pior, o que anda, e se anda, anda pra trás...? isso é possível? Isso é capaz, mesmo, de acontecer? Putz!&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Algumas horas da minha vida ouvi, de muitas bocas, que eu sou ansioso, que eu não sei esperar o tempo, que eu sou isso que eu sou aquilo. Foda-se! &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Não. Não tenho Paciência, essa estranha virtude, parece-me, dada a apenas alguns poucos. Não, esta eu não tenho. Quero tudo, hoje, agora. Para sempre seria massa, mas acho que, para sempre, é muito tempo...&lt;/li&gt;&lt;li&gt;To cansadão. Cansado de tudo e de todos. Preciso de coisas boas na minah vida. Mas, Diógenes, vc é muito jovem...! É! – Um jovem que já vai completar este ano 29 na cara. Jovem. Muito jovem. Quando eu tinha 21 eu era jovem , aos 298 eu ainda sou jovem... que bom que, para mim, o tempo, conforme eu já disse em [3] – aos mais desatentos, é só retornar...&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Por que eu quero, tanto, amar? &lt;/li&gt;&lt;li&gt;[...]&lt;br /&gt; &lt;/li&gt;&lt;/ol&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-116933046558963862?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/116933046558963862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=116933046558963862' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116933046558963862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116933046558963862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/01/ah-esse-inferno-de-amar.html' title='Ah, esse inferno de amar!'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-116898429029540555</id><published>2007-01-16T18:40:00.000-03:00</published><updated>2007-01-16T18:51:30.313-03:00</updated><title type='text'>ano novo, vida nem tão nova assim</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;o ano acabou que eu nem senti... aliás, ando não sentindo muita coisa, socorro -- alguém me dê um coração! o reveillon foi bem diferente -- pela primeira vez resolvo ir á praia e digo que adorei, mesmo sem o show pirotécnico, pois aqui, em Jampa City, os fogos foram roubados??!!! como assim? pois, até hj aindaanão entendi... mas, teve show da Zeca e foi massa! dançamos bem muito, pinotamos, ouvi telegramas [lembrandod e momentos e de pessoas] ouvi que eu podia comer pão de ló e tomar champgne, ouvi que eu tinah tudo para ser feliz [segundo grau completo -- neste caso, terceiro e o resto todo --, curso de datilografia -- neste caso, uso bem o word -- e uma passagem de ônibus p qualquer lugar do país... -- não tenho, mas se for o caso, eu compro]. Fui a um show de Ivete, com outras 26000 pessoas [literalmente] cheguei em casa e achava que ia perder o dedo que, em tepo, novamente está com a unha encravada. ous eja, tudo mais ou menos igual... acho que voltei a gostar de sagitarianos... enfim. a vida&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;enquanto isso, fico aqui, diariamente...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diariamente&lt;br /&gt;Composição: Nando Reis&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para calar a boca: rícino&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pra lavar a roupa: omo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para viagem longa: jato&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para difíceis contas: calculadora&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para o pneu na lona: jacaré&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a pantalona: nesga&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para pular a onda: litoral&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para lápis ter ponta: apontador&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para o pará e o amazonas: látex&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para parar na pamplona: assis&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para trazer à tona: homem - rã&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a melhor azeitona: ibéria&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para o presente da noiva: marzipã&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para adidas o conga: nacional&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para o outono a folha: exclusão&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para embaixo da sombra: guarda-sol&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para todas as coisas: dicionário&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para que fiquem prontas: paciência&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para dormir a fronha: madrigal&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Para brincar na gangorra: dois&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para fazer uma toca: bobs&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para beber uma coca: drops&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para ferver uma sopa: graus&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a luz lá na roça: duzentos e vinte volts&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para vigias em ronda: café&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para limpar a lousa: apagador&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para o beijo da moça: paladar&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para uma voz muito rouca: hortelã&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a cor roxa: ataúde&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a galocha: verlon&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para ser moda: melancia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para abrir a rosa: temporada&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para aumentar a vitrola: sábado&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Para a cama de mola: hóspede&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para trancar bem a porta: cadeado&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para que serve a calota: volkswagen&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para quem não acorda: balde&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a letra torta: pauta&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para parecer mais nova: avon&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para os dias de prova: amnésia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pra estourar pipoca: barulho&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para quem se afoga: isopor&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para levar na escola: condução&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Para os dias de folga: namorado&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para o automóvel que capota: guincho&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para fechar uma aposta: paraninfo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para quem se comporta: brinde&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a mulher que aborta: repouso&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para saber a resposta: vide - o - verso&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Para escolher a compota: jundiaí [ -- esse é p tu, lygia]&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a menina que engorda: hipofagi&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a comida das orcas: krill&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para o telefone que toca&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a água lá na poça&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a mesa que vai ser posta&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para você o que você gosta&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Diariamente&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-116898429029540555?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/116898429029540555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=116898429029540555' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116898429029540555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116898429029540555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2007/01/ano-novo-vida-nem-to-nova-assim.html' title='ano novo, vida nem tão nova assim'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-116724185394831256</id><published>2006-12-27T14:45:00.000-03:00</published><updated>2006-12-27T14:50:53.956-03:00</updated><title type='text'>Eu quero e espero: juro!</title><content type='html'>Quando o carnaval chegar&lt;br /&gt;Chico Buarque/1972&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me vê sempre parado, distante&lt;br /&gt;Garante que eu não sei sambar&lt;br /&gt;Tou me guardando pra quando o carnaval chegar&lt;br /&gt;Eu tô só vendo, sabendo, sentindo, escutando&lt;br /&gt;E não posso falar&lt;br /&gt;Tou me guardando pra quando o carnaval chegar&lt;br /&gt;Eu vejo as pernas de louça da moça que passa e não posso pegar&lt;br /&gt;Tou me guardando pra quando o carnaval chegar&lt;br /&gt;Há quanto tempo desejo seu beijo&lt;br /&gt;Molhado de maracujá&lt;br /&gt;Tou me guardando pra quando o carnaval chegar&lt;br /&gt;E quem me ofende, humilhando, pisando, pensando&lt;br /&gt;Que eu vou aturar&lt;br /&gt;Tou me guardando pra quando o carnaval chegar&lt;br /&gt;E quem me vê apanhando da vida duvida que eu vá revidar&lt;br /&gt;Tou me guardando pra quando o carnaval chegar&lt;br /&gt;Eu vejo a barra do dia surgindo, pedindo pra gente cantar&lt;br /&gt;Tou me guardando pra quando o carnaval chegar&lt;br /&gt;Eu tenho tanta alegria, adiada, abafada, quem dera gritar&lt;br /&gt;Tou me guardando pra quando o carnaval chegar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-116724185394831256?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/116724185394831256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=116724185394831256' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116724185394831256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116724185394831256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/12/eu-quero-e-espero-juro.html' title='Eu quero e espero: juro!'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-116649562659325905</id><published>2006-12-18T23:24:00.000-03:00</published><updated>2006-12-18T23:33:46.603-03:00</updated><title type='text'>emoções - apesar de parecer título de musica de Roberto Carlos - mas, não o sendo -- como falar disso?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;como falar daquilo que se sente? como comunicar aos outros, talvez, o incomunicável? como? -- hoje, boa parte do dia pensei sobre isso... pensei do quanto vou me apaixonando pelo teatro, pela magia do 'acontecer', pela magia do 'faça-se', pela magia do figurino, da maquiagem posta na cara, da fala na boca do ator, do sorriso no rosto, da felicidade incontrolável... como falar disso? --- como falar das 'horinhas de descuido' que, sem querer, a gente acaba esbarrando? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem estreou em Campian Grande o espetáculo 'Auto do Menino Jesus', comtexto meu e direçao impecável de Duílio Cunha. Não vou falar muito sobre isso ainda. Aliás, falar para quem? -- Quem frequenta estas praias? Quem frequenta viu e, já que não se comunica a emoçaõ, só resta dizer que vocês perdem... vocês. isso. vocês mesmos! todos aqueles que não estão lendo ou indo nas carreiras pra Campina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-- Além disso: o café. o silêncio. a pousada. o silêncio. o marinheiro. o silêncio. o incomunicável. o escritor que escreve, em silêncio, o script de si mesmo. o personagem que, às vezes, se esquece de entrar em cena. ou, impercep´tível, percebe-se no palco, com toda a parafernália, ainda, no camarim... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-116649562659325905?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/116649562659325905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=116649562659325905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116649562659325905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116649562659325905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/12/emoes-apesar-de-parecer-ttulo-de.html' title='emoções - apesar de parecer título de musica de Roberto Carlos - mas, não o sendo -- como falar disso?'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-116585880003868644</id><published>2006-12-11T14:32:00.000-03:00</published><updated>2006-12-11T14:40:00.050-03:00</updated><title type='text'>abandono</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;é. foi isso mesmo. abandonei este espaço por quase um mês. a vida se impôs. avida, sempre ela. a correria diária. os fazeres e os afazeres. o cotidiano sem graça. a busca pelo que não se sabe o que é. a busca pelo que se sabe o que é. os desejos, os cotidianos. o sentar-se no café e lembrar da atriz -- lembrar da noite de ano novo, da cigarreira, da frase [mad about the boy] -- e voltar pro café e contentar-se de contente e fazer o jogo do contente e esperar o dia de amanha, o novo dia que nasce, para além do horizonte... onde, talvez, exista um lugar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;tô cansadão. vejo a vida passando. vejo o tempo correndo e escorrendo pelas minhas mãos. vejo tudo indo, enquanto fica, apenas, a imagem, a visão, a poeira da rodagem. mais um ano passou e eu, pobre espectador, tenho a impressão de só ter vivido. de ter acumulado mais poeira sobre os ombros, acumulado acúmulos. enfim... eu volto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu juro!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-116585880003868644?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/116585880003868644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=116585880003868644' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116585880003868644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116585880003868644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/12/abandono.html' title='abandono'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-116360005976891701</id><published>2006-11-15T11:08:00.000-03:00</published><updated>2006-11-15T11:14:19.793-03:00</updated><title type='text'>vira a dor pelo avesso e canta!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;há que se cantar. hei de cantar. hei de celebrar. sempre, sempre, sempre. mesmo que dóa tanto, lá dentro, as dors já sentidas, já doídas, já sangradas, antes saradas, hoje abertas e em borbulhas de sague. mas, sempre, hei de cantar. bem muito. para que todos pensem que está tudo bem. que estou, deveras, feliz. como não estar feliz? motivos é só que se tem, né? poiss hei de celebrar! mesmo que o peito, cabeça, dentes e músculos doam. doam tanto que a gente, simplesmte, ri. da gente mesmo. ri, ri tanto que dobra a risada e olha no espelho. e vê. só o que resta. só o que sobrou. só o que nunca mais será. mesmo que seja. seja sempre. o de ontem e, de avesso em avesso, a gente vai se virando... pelo avesso, sempre. fazendo das tripas coração: será arte? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-116360005976891701?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/116360005976891701/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=116360005976891701' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116360005976891701'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116360005976891701'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/11/vira-dor-pelo-avesso-e-canta.html' title='vira a dor pelo avesso e canta!'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-116166208826654268</id><published>2006-10-24T00:39:00.000-03:00</published><updated>2006-10-24T00:54:49.013-03:00</updated><title type='text'>Aldeia SESC - primeira noite</title><content type='html'>Tudo pessoa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A primeira noite foi, realmente, muito boa. Confesso que perdi o primeiro espetáculo, do grupo sergipano e que a minha atenção só foi conseguida pelo espetáculo DOIS PERDIDOS, adaptação do texto Dois perdidos numa noite suja, de Plínio Marcos. Novamente tivemos em cena os atores de Brasília Arthur Tadeu Curado e Sérgio Sartório. Muito bem os dois. Além das belas figuras cênicas, um ótimo trabalho de interpretação. Destaque para o Paco de Sérgio -- Incrível. Simplesmente, muito bom. Diferente do trabalho em Dois de Paus, dessa vez o ator estava pleno em cena, muito à vontade com o que estava fazendo e dominando os trejeitos, os maneirismos e toda a complexidade da tessitura psicológicos dos indivíduos de Plínio. Enquanto eu via a ação cênica d eum lado, de outro eu ouvia o texto... e pensava em minhas aulas e nas minhas, sempre elas, referências teóricas. Pensava no quanto este texto também serviria á minha cara reflexão em torno da quebra da totalidade do diálogo e, conseqüentemente, das possibilidades de comunicação inter-subjetivas, além, é óbvio, da violência, não só a da dramaturgia. Os atores se estapeavam, se xingavam, se maldiziam, se maltratavam. Um diante das fragilidades do outro, dialeticamente. Alternando-se. Muito bom. E, como disse Giovanni, é bom ver o realismo -- aquele mesmo, do suor, da saliva, da roupa ou da falta dela, da privada, da fragilidade, da lágrima.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois dessa peça somos homenageados pelo homenageado Duílio Cunha. Este ano o teatro do SESC leva o seu nome e, a cada noite, teremos fragmentos de suas peças. Hoje foram excertos de "Lembranças do tio Pedro", "Ela, a rua e eu" e "Drama das Almas". Não havia visto nenhuma dessas e, sinceramente, queria ver Drama das Almas. O fragmento, de alguns poucos minutos, me permitia enxergar a densidade do trabalho e as qualidades dos atores em cena. Como eu queria ter visto, em tempos passados, lá na Piollin...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por fim, terminamos a noite com "O dia em que a Morte bateu das botas", com direção de Edilson Alves e executada pela Cia. Oxênte. Gosto muito do resultado dessa peça. Acho que os atores estão todos muito bem e que a direção é muito eficaz, seja nos desenhos cênicos, na combinação da música-cena ou na relaxação do tema, já tão surrado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, foi uma noite e tanto!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-116166208826654268?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/116166208826654268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=116166208826654268' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116166208826654268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116166208826654268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/10/aldeia-sesc-primeira-noite.html' title='Aldeia SESC - primeira noite'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-116161318559693055</id><published>2006-10-23T11:18:00.000-03:00</published><updated>2006-10-23T11:19:45.606-03:00</updated><title type='text'>Léo e Bia, sim, souberam amar</title><content type='html'>Léo e Bia (Oswaldo Montenegro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No centro de um planalto vazio&lt;br /&gt;como se fosse em qualquer lugar&lt;br /&gt;como se a vida fosse um perigo&lt;br /&gt;como se houvesse faca no ar&lt;br /&gt;como se fosse urgente e preciso&lt;br /&gt;como é preciso desabafar&lt;br /&gt;qualquer maneira de amar varia&lt;br /&gt;e Léo e Bia souberam amar&lt;br /&gt;Como se não fosse tão longe&lt;br /&gt;Brasília de Belém do Pará&lt;br /&gt;como castelos nascem dos sonhos&lt;br /&gt;pra no real achar seu lugar&lt;br /&gt;como se faz com todo cuidado&lt;br /&gt;a pipa que precisa voar&lt;br /&gt;cuidar de amor exige mestria&lt;br /&gt;e Léo e Bia souberam amar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-116161318559693055?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/116161318559693055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=116161318559693055' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116161318559693055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116161318559693055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/10/lo-e-bia-sim-souberam-amar.html' title='Léo e Bia, sim, souberam amar'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-116158028324724255</id><published>2006-10-23T02:05:00.000-03:00</published><updated>2006-10-23T02:11:23.256-03:00</updated><title type='text'>sobre os últimos 5 dias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Esta música, de um musical do Off-Broadway, intitulado The last 5 years --  que tenho descoberto e aprendido a amar, já se tornou mais um dos hinos à minha vida... pra quem entende, óbvio...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Still Hurting&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamie is over and Jamie is gone&lt;br /&gt;Jamie's decided it's time to move on&lt;br /&gt;Jamie has new dreams he's building upon&lt;br /&gt;And I'm still hurting&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamie arrived at the end of the line&lt;br /&gt;Jamie's convinced that the problems are mine&lt;br /&gt;Jamie is probably feeling just fine&lt;br /&gt;And I'm still hurting&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What about lies, Jamie?&lt;br /&gt;What about things&lt;br /&gt;That you swore to be true&lt;br /&gt;What about you, Jamie&lt;br /&gt;What about you?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamie is sure something wonderful died&lt;br /&gt;Jamie decides it's his right to decide&lt;br /&gt;Jamie's got secrets he doesn't confide&lt;br /&gt;And I'm still hurting&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Go and hide and run away&lt;br /&gt;Run away, run and find something better&lt;br /&gt;Go and ride the sun away&lt;br /&gt;Run away like it's simple&lt;br /&gt;Like it's right...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Give me a day, Jamie&lt;br /&gt;Bring back the lies&lt;br /&gt;Hang them back on the wall&lt;br /&gt;Maybe I'd see&lt;br /&gt;How you could be&lt;br /&gt;So certain that weHad no chance at all&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamie is over and where can I turn?&lt;br /&gt;Covered with scars I did nothing to earn&lt;br /&gt;Maybe there's somewhere a lesson to learn&lt;br /&gt;But that wouldn't change the fact&lt;br /&gt;That wouldn't speed the time&lt;br /&gt;Once the foundation's cracked&lt;br /&gt;And I'm&lt;br /&gt;Still Hurting&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-116158028324724255?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/116158028324724255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=116158028324724255' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116158028324724255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116158028324724255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/10/sobre-os-ltimos-5-dias.html' title='sobre os últimos 5 dias'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-116132834289286670</id><published>2006-10-20T04:09:00.000-03:00</published><updated>2006-10-20T04:12:22.903-03:00</updated><title type='text'>Another day, para Norma</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Norma depara-se com o salão de festas completamente vazio. Os ecos, as sombras daqueles que por lá passaram ainda, de alguma forma, estão por lá. Ela, ainda, espera pelo novo ano. O Ano Perfeito. Será que ele vai vir? No fundo, no funda d'alma, ela sabe que não. Não há perfeição. Nem na tela, nem na vida. Ela quer acreditar, ela quer forçar o destino a caminhar por caminhos velhos na esperança de que se encontrem girassóis novos e nítidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-116132834289286670?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/116132834289286670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=116132834289286670' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116132834289286670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116132834289286670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/10/another-day-para-norma.html' title='Another day, para Norma'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-116076526564661555</id><published>2006-10-13T15:45:00.000-03:00</published><updated>2006-10-13T15:47:45.673-03:00</updated><title type='text'>Aos marinheiros, sobre todas as coisas</title><content type='html'>&lt;strong&gt;SOBRE TODAS AS COISAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Edu Lobo / Chico Buarque)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo amor de Deus&lt;br /&gt;não vê que isso é pecado,&lt;br /&gt;desprezar quem lhe quer bem&lt;br /&gt;não vê que Deus até fica zangado&lt;br /&gt;vendo alguém&lt;br /&gt;abandonado&lt;br /&gt;pelo amor de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao Nosso Senhor&lt;br /&gt;pergunte se ele produziu nas trevas o esplendor&lt;br /&gt;se tudo foi criado:o macho, a fêmea, o bicho, a flor&lt;br /&gt;criado pra adorar o Criador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se o Criador&lt;br /&gt;inventou a criatura por favor&lt;br /&gt;se do barro fez alguém com tanto amor&lt;br /&gt;para amar Nosso SenhorNão, Nosso Senhor&lt;br /&gt;não há de ter lançado em movimento terra e céu&lt;br /&gt;estrelas percorrendo o firmamento em carrossel&lt;br /&gt;pra circular em torno ao Criador&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou será que o Deus&lt;br /&gt;que criou nosso desejo é tão cruel&lt;br /&gt;mostra os vales onde jorra o leite e o mel&lt;br /&gt;e esses vales são de Deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo amor de Deus&lt;br /&gt;não vê que isso é pecado,&lt;br /&gt;desprezar quem lhe quer bem&lt;br /&gt;não vê que Deus até fica zangado vendo alguém&lt;br /&gt;abandonado pelo amor de Deus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-116076526564661555?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/116076526564661555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=116076526564661555' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116076526564661555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116076526564661555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/10/aos-marinheiros-sobre-todas-as-coisas.html' title='Aos marinheiros, sobre todas as coisas'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-116059665632959953</id><published>2006-10-11T16:56:00.000-03:00</published><updated>2006-10-11T16:57:36.516-03:00</updated><title type='text'>Curitiba, desde sábado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Meu povo, estava escrevendo um montão. Já tinha quase três parágrafos prontos e, por razões ocultas, esta porra de computador deu 'um trem' fazendo-me perder tudo o que já estava escrito. Que ódio! Tava tão lindo! Mas, vou ver se consigo re-estabelecer...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Queridos todos e todas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei aqui em Curitiba no sábado, depois de encarar um puta atraso de quase três horas, visto que tanto no Rio quanto em Sampa as condições climáticas não eram das melhores – havia muita chuva ou neblina, respectivamente. Mas, enfim, cheguei. Confesso que, apesar do cansaço decorrente da viagem, não foi nada de muito anormal – também, eu já tava completamente detonado por conta da semana de cão que eu tive e daí dormi bastante naquela lata de sardinha que  costumam chamar de avião. Cris foi me pegar no aeroporto. [Ela tem sido muito bacana, sempre solicita e atenciosa, apesar da sua rotina bem corrida por estas bandas. Mas, como tive a sorte de chegar num sábado, a gente teve tempo de conversar bastante e de andar de um lado para o outro, enquanto ela me mostrava a cidade, os lugares e as pessoas.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade é, óbvio, muito diferente de Jampa. Seja pelo clima, que está frio – não muito, mas frio, afinal, uns 12 à noite, pra nós das praias quentes do Nordeste, é, sim, frio [esse quadro mudou e de terça para a quarta, os dias têm sido mais agradáveis, mas dizer q está quente talvez seja exagero, por exemplo, agora, enquanto escrevo, estou de calça, camiseta e suéter! Mas, não está frio incomodo, entendem?]– e impõe um outro tipo de figurino e gera uma paisagem peculiar e, conseqüentemente, hábitos bem diferentes nas pessoas, que caminhas nos parques e ficam jacareando ao sol nos gramados. O traçado urbano também é bem diferente. A arquitetura, então, nem se fala. Tudo muito diferente, tudo muito primeiro mundo... e como tenho dito pra Cris, tudo muito estranho. Estranho mesmo. Mas, afinal, bonito. Muita gente alta e bonita, como se todos tivesse tomado bastante vitamina e comido cenoura quando eram crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui perto da casa tem um bosque chamado Bosque Alemão. Um lugar lindo. Lembrei muito de Lygia por conta de um detalhe que ela acharia 'muito fofo' – nas trilhas há indicações em placas que vão contando a estória de João e Maria e levam à casa da bruxa, na realidade, uma biblioteca infantil, no meio daquele bosque, onde as crianças são recebidas por uma bruxinha que conta estórias.. né meigo? -- Enfim, tem um mirante bem lindo e, lá perto, um café com toda sorte de bolos, tortas, doces, massas folheadas... putz! Lembro muito dos meus queridos todos e todas e queria vocês aqui comigo pra gente olhar a vida e descobrir a beleza dessas pequenas coisas como Alberto Caeiro. Certamente, nos sentaríamos ali e falaríamos muito da vida alheia, da gente mesmo, falaríamos de filme e de música e, quem sabe, ficaríamos em silêncio, apenas olhando e achando tudo muito bonito... ai ai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo, a gente saiu pra almoçar. Minha gente, como assim? O restaurante era quase do tamanho da praça da alimentação do Manaíra e o estacionamento era, com certeza, igual ou maior do que o do Shopping Sul. Uma loucura e, pasmem, ainda esperamos quase 15 min. na fila! Surreal, como tenho sempre definido as coisas por aqui. Passeamos nuam feirinha no Centro, em que se vende de tudo e é um espaço bem legal, com muita gente na rua, todos andando de um lado pro outro e música sendo tocada por artistas de rua, malabaristas, enfim, essas coisas da vida boêmia! Logo mais, á noite, ali pelas 1 horas já, acabamos parando no café chamado Babilônia. O lugar é massa, muito legal. Outro espaço que adoraríamos ir juntos! Tudo muito bonito e muito bacana, agradável mesmo... aqueles lugares que, infelizmente, não temos e que são o máximo por um simples detalhe – eles são 24 horas! Ô maravilha! E viva la vie Boheme!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“[Angel, cinicamente] Who died?&lt;br /&gt;-- [Benny, realmente, sentido] Our Akita.&lt;br /&gt;-- [Collins e Roger, se entreolham] Evita?!”&lt;br /&gt;-- piada só para quem entende!&lt;br /&gt;É justamente isso que estou escutando enquanto lhes escrevo estas mal traçadas linhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, ontem comecei meu curso lá na UTFPR. A turma é boa! Acho que vai ser bem legal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Quarta-feira: O curso continua indo muito bem. Eles adoram o nosso jeito de ser nordestino. Explico; acho que não é só por conta do pitoresco do sotaque ou das radicais diferenças regionais. Ontem mesmo, conversando com alguns dos alunos, eles me falavam que parece que nós não ficamos deslumbrados com a titulação e, de repente, eles se espantam com nossa postura em sala de aula e diante do conhecimento. Eu, de minha parte, acho isso um barato. Enfim, de toda sorte é muito engraçado está falando de cultura popular e de danças dramáticas para um universo que é completamente oposto a esse. Os meus exemplos de bumbas, naus, lapinhas são todos completamente alienígenas... é muito engraçado e, ao mesmo empo, meio trágico. Como não nos conhecemos neste país! Acho que a gente tem mais é que chorar bem muito, pois, dessa maneira, as coisas vão estar sempre pretas e a divisão meridional norte-sul continuará, sempre, sendo uma realidade...]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço pra vocês todos e todas,&lt;br /&gt;tô morrendo de saudade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-116059665632959953?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/116059665632959953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=116059665632959953' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116059665632959953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116059665632959953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/10/curitiba-desde-sbado.html' title='Curitiba, desde sábado'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-116050858560812981</id><published>2006-10-10T16:18:00.000-03:00</published><updated>2006-10-10T16:29:45.616-03:00</updated><title type='text'>curitiba, numa tarde nem tão fria assim...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;sem muito a dizer. escrevi um informativo enorme e deixei em casa, no pendrive. amanhã, prometo, atualizo. vcs já ouviram falar em tristeza? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;até&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-116050858560812981?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/116050858560812981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=116050858560812981' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116050858560812981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/116050858560812981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/10/curitiba-numa-tarde-nem-to-fria-assim.html' title='curitiba, numa tarde nem tão fria assim...'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115985051745517051</id><published>2006-10-03T01:40:00.000-03:00</published><updated>2006-10-03T01:41:57.456-03:00</updated><title type='text'>1, 2, 3... Matou!</title><content type='html'>Pois,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cometer ou não orkutcídio, eis a questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Val:&lt;br /&gt;Hi dear how are you i'm fine thanks and you?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115985051745517051?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115985051745517051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115985051745517051' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115985051745517051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115985051745517051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/10/1-2-3-matou.html' title='1, 2, 3... Matou!'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115985035556676226</id><published>2006-10-03T01:36:00.000-03:00</published><updated>2006-10-03T01:39:15.576-03:00</updated><title type='text'>O poder da palavra ou Meryl Streep veste Prada em plena segunda feira</title><content type='html'>"As palavras, quando rompem a barreira dos dentes, não mais retornam"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vão ver o filme! É muito legal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115985035556676226?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115985035556676226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115985035556676226' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115985035556676226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115985035556676226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/10/o-poder-da-palavra-ou-meryl-streep.html' title='O poder da palavra ou Meryl Streep veste Prada em plena segunda feira'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115968274844112991</id><published>2006-10-01T02:32:00.000-03:00</published><updated>2006-10-02T00:58:07.140-03:00</updated><title type='text'>A gaivota [rascunhos], do Grupo Piollin</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já seria um bom motivo ir até Escola Piollin apenas para ver o nosso novo teatro, recém-inaugurado. Digo &lt;em&gt;nosso&lt;/em&gt; pois é assim que o penso. Nossa cidade ganha mais uma possibilidade de espaço de representação, alternativo aos palcos italianos. Se a casa-grande já foi palco de tantos espetáculos como &lt;strong&gt;Vau da Sarapalha,&lt;/strong&gt; o paradigmático espetáculo do Grupo, de O&lt;strong&gt; último verso&lt;/strong&gt;, de Eleonora Montenegro, da &lt;strong&gt;Medeamaterial &lt;/strong&gt;e &lt;strong&gt;Blanche rumo aos Campos Elísios&lt;/strong&gt;, com Ana Marinho, entre outros, agora o Teatro Piollin é inaugurado com a nova produção do Grupo Piollin -- &lt;strong&gt;A gaivota&lt;/strong&gt; [rascunhos], de Tchékhov. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Devo confessar que a minha primeira recepção em relação ao espetáculo não foi das mais tranquilas ou das melhores -- mesmo que hoje esteja pensando tudo diferente. Talvez seja impossível para um espectador "médio" de teatro ver apenas uma vez o espetáculo e ter acesso ao conjunto de signos e de possibilidades semânticas presentes nesta encenação. De outro lado, a linguagem cênica nos expõe a uma relação crítica do ator em vistas da personagem e à própria arte do ator -- numa linha de limite/intersecção com o naturalismo e o distanciamento brechtiano. Também nos impõe um novo lugar na nossa relação com a cena: o do incômodo, o da não passividade, o da avaliação, o da construção dos sentidos em torno do que nos é apresentado. Os atores em cena esforçam-se para encontrar os pontos de vista das personagens, estabelecendo convenções que guiem a platéia nesta aventura. Creio que Everaldo Pontes e Ana Luísa Camino sejam aqueles que estejam mais confortáveis nesta tarefa. Um porque transita de uma maneira aviltantemente sagaz entre o ator-ele mesmo no palco [inclusive com direito a um depoimento pessoal, que cruza um episódio de sua própria experiência com o cosntruto de sua personagem na malha textual] e a outra por conseguir eta alternância mediante uma análise, em minha avaliação, 'racional' desta relação que equaciona a atriz-ela mesma e a personagem. Curiosamente, são os personagens femininos que melhor transitam nestas dimensões. Seriam os seus intérpretes ou seria a própria tessitura das personagens mais ricas, mais interessantes mais vivas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O espetáculo, parece-me, constrói-se em cima de duas vigas ancoradas na dramaturgia -- aquela em que se discute a relação de oposição entre o novo e o velho [nas formas artísticas, no teatro, nas formas de representar, nos gostos em torno de repertório, nas relações entre personagens] e uma outra alicerçada na dialética entre fracasso e sucesso [na vida, nas relações pessoais, nos projetos estéticos]. De certa maneira, estas vigas também pesariam sobre a história e o lugar desta montagem no contexto atual do teatro paraibano e no lugar do Grupo na história deste teatro. O que nos é apresentado enquanto espetáculo nos põe a discutir questões pertinentes às formas dramáticas e às formas teatrais em nossa cena local. Impulsiona a efervescência de olhares sobre os modos, os fazeres e sobre o lugar da técnica no trabalho do ator, enquanto compositor da cena e de seus sentidos que se entremeiam no texto cênico, resultante do trabalho do encenador a partir do material [ou das possibilidades] dos atores. De outro lado, abre-nos veredas sobre a discussão em torno do repertório, sobre a existência dos grupos estáveis e sobre a necessidade de tais grupos manterem-se trabalhando, montando -- sejam os sucessos de público e de crítica, seja os exercícos de novos rumos e caminhos... que indiquem a necessidade de não parar...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;--- Certamente, volto a este assunto. Espero, em breve, discutir mais e mais sobre estes temas. Aqui, só abro os primeiros comentários do que, talvez, possa vir a tornar-se uma análise amis inteira...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115968274844112991?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115968274844112991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115968274844112991' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115968274844112991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115968274844112991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/10/gaivota-rascunhos-do-grupo-piollin.html' title='A gaivota [rascunhos], do Grupo Piollin'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115941580311548772</id><published>2006-09-28T00:51:00.000-03:00</published><updated>2006-09-29T01:49:32.283-03:00</updated><title type='text'>O MARINHEIRO [não o de F.P., mas o meu!] ou Variações em torno de um desenho em CorelDraw</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Conta por aí que, às vezes, marinheiros-náufragos vão aportar numa ilha onde precisam esperar, esperar, esperar... mas, por quem? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pela esperança -- que, espera-se, chega engarrafada, silenciosa e matreira -- e que pode, inclusive, nem chegar -- &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enquanto isso, para sobreviver, eles constroem castelos de areia e vidas dentro destes castelos na areia. Nomes, ruas, logradouros. Habitados e desabitados. Assim, quem sabe, eles esqueçam deles mesmo e, na melhor das hipóteses, da solidão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E, esquecendo, também esqueçam de encontrar a garrafa-náufraga que, encalhada na areia, pode chegar e lá ficar esquecida... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115941580311548772?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115941580311548772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115941580311548772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115941580311548772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115941580311548772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/09/o-marinheiro-no-o-de-fp-mas-o-meu-ou.html' title='O MARINHEIRO [não o de F.P., mas o meu!] ou Variações em torno de um desenho em CorelDraw'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115936778812769904</id><published>2006-09-27T11:35:00.000-03:00</published><updated>2006-09-27T11:37:56.573-03:00</updated><title type='text'>Clarice... lembrando de mim, de ti, de outrem</title><content type='html'>&lt;a name="txt11"&gt;&lt;/a&gt;"Depois de uma tarde em que eu sou eu&lt;br /&gt;e de acordar a uma da madrugada em desespero&lt;br /&gt;eis que as tres da madrugada eu acordei e me encontrei&lt;br /&gt;simplesmente isso; eu me encotrei&lt;br /&gt;é lindo, é vasto, vai durar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei mais ou menos o que eu vou fazer em seguida&lt;br /&gt;mas, por enquanto, olhas para mim e me ama&lt;br /&gt;não, tu olhas para ti e te amas, é o que está certo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Clarice Lispector)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115936778812769904?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115936778812769904/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115936778812769904' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115936778812769904'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115936778812769904'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/09/clarice-lembrando-de-mim-de-ti-de.html' title='Clarice... lembrando de mim, de ti, de outrem'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115932940649300628</id><published>2006-09-27T00:55:00.001-03:00</published><updated>2006-09-27T00:56:46.503-03:00</updated><title type='text'>para o fundo...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Joe olhou para Norma do fundo da piscina, seus olhos pareciam pedir ajuda, pareciam implorar para que ela tirasse-lhe daquele universo em H2O... Norma, 'great star', quase pensou em ir até lá, mas, entendeu que, talvez, se ela lhe estendesse a mão, ele a puxaria para a água junto com ele... e isso era última coisa que ela queria... ela não queria encontrar o macaquinho de novo... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Olha-o, com ternura. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como olhava para o macaquinho morto. E o deixa, ali, entregue ao seu aquático jazigo. Aquele é o seu lugar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Norma não é cruel -- ela só não quer mais a falsa magia -- ela quer realismo, mesmo que em luzes e em conversas de corredor...Chega de falsidade. Chega daquilo que só promete e não o é. Agora, a estrela vai em busca da magia na dura realidade do dia-a-dia. Em busca da possibilidade de ser aquele que era e já não o é. Ela sabe de todos os perigos, pois, ela conhece todos os passos, caminhos, encruzilhadas dessa estrada, mas, [quem sabe?] ela não encontra, talvez aqui, talvez acolá um pouquinho, bem pouquinho mesmo de felicidade...? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem que seja Clandestina!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115932940649300628?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115932940649300628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115932940649300628' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115932940649300628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115932940649300628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/09/para-o-fundo_27.html' title='para o fundo...'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115923942774029863</id><published>2006-09-25T23:49:00.000-03:00</published><updated>2006-09-25T23:57:07.780-03:00</updated><title type='text'>Luas</title><content type='html'>São 23:53. Zizi Possi canta no meu ouvido... fazer o que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melodia Sentimental&lt;br /&gt;[Dora Vasconcelos/Villa Lobos]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorda, vem ver a lua&lt;br /&gt;que dorme na noite escura&lt;br /&gt;que surge tão bela e branca&lt;br /&gt;derramando doçura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara chama silente,&lt;br /&gt;ardendo o meu sonhar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As asas da noite que surgem&lt;br /&gt;e correm o espaço profundo...&lt;br /&gt;ô, doce amada, desperta!&lt;br /&gt;vem dar teu calor ao luar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quisera saber-te minha&lt;br /&gt;na hora serena e calma&lt;br /&gt;a sombra confia ao vento&lt;br /&gt;o limite da espera&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dentro da noite&lt;br /&gt;reclama teu amor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acorda, vem olhar a lua&lt;br /&gt;Que brilha na noite escura!&lt;br /&gt;Querida, é linda e meiga&lt;br /&gt;sentir meu amor e sonhar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115923942774029863?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115923942774029863/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115923942774029863' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115923942774029863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115923942774029863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/09/luas.html' title='Luas'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115917830729331551</id><published>2006-09-25T06:53:00.000-03:00</published><updated>2006-09-25T06:58:27.303-03:00</updated><title type='text'>Picos!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cheguei em casa. Lembro da fala de Dorothy 'Não há lugar melhor que o nosso lar!'... A viagem, a da ida e da volta, foi muito cansativa: é muito chão, muito asfalto, chega a dar vertigem de tanta terra pra correr. Picos me espantou -- uma cidade onde o calor é tão insuportável que é melhor andar com a janela do carro fechada [alguém consegue compreender isso? eu tb não!] e onde os urubus são animais que circulam por ali, deselegantemente, de um lado pro outro, caminhandoe cantando e seguindo o curso da sujeira... um verdadeiro horror!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;... teria [out enho] muito a dizer, mas as palavras, navegáveis como me ensinou Lúcio Lins, parecem um mar revolto, enquanto eu, lá do fundo do mar da minha própria vida, fico olhando elas pairando no espalho d'água... falar não é sempre assim, mas, hoje, fico pensando na linguagem e em suas máscaras, na linguagem e nas suas mágoas, na linguagem e nas suas máculas...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;... melhor não falar. aprendizado, mesmo, é calar!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115917830729331551?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115917830729331551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115917830729331551' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115917830729331551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115917830729331551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/09/picos.html' title='Picos!'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115804709902556618</id><published>2006-09-12T04:43:00.000-03:00</published><updated>2006-09-12T04:44:59.036-03:00</updated><title type='text'>Lygia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Pois bem – já que Lygia é uma das leitoras e comentadoras mais regulares, este post vai pra ela.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei. O vôo atrasou pra burro. Depois as malas atrasaram quase uma hora. Parecia impossível, mas estava acontecendo. São 04:30h e só agora, depois de conversar com o povo de casa, de comer e de começar a ver cãs coisas que trouxe comigo. Trouxe na mala um CD que era uma verdadeira obsessão – KING DAVID, de Alan Menken e Tim Rice, um concerto especial feito na Broadway – raríssimo e quase impossível de encontrar, mesmo nos Estados Unidos. Sabia que havia lá na Compact Blue, havia visto em 2003, e ele ainda continuava lá me esperando. A Compact Blue é o Paraíso. Tudo o que vc procura encontra lá – minha vontade foi gastar todo o resto do meu dinheiro lá, comprar um monte de Cast Álbuns, de todos os musicais que amo, mas tinha que me controlar.. comprar CD importado que custa 100,00 é foda! [isso quando é duplo] Mas, vou comprando aos poucos, aos poucos a gente nem nota! Mas, por exemplo, só pra vc surtar – lá, assim, como se nada fosse  RENT [trilha sonora], em duas versões duplo e highligths – tem noção? Affe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui ao Fran’s. Mas não um dos bairros, que são os mais poéticos, apenas naquele que há na FNAC – mas, como não poderia ser diferente, houve um momento bem interessante – bati um papo curto com a funcionaria do balcão... foi legal e bem Diógenes. Sem poesia na paulista ou nas ruas de Sampa... tudo muito cotidiano... quer dizer – a poesia estava nas pessoas e pessoas ao redor, em todos e todas, nos maridos e maridas... quer mais poesia!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente – sem vans, sem convites! Essa é minha vida! Volto ao cotidiano que não é como no teatro, como já disse dia desses a Daniel: no teatro, pelo menos quando sou dramaturgo, mando no destino. Na minha vida sou um títere do Destino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inté.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trouxe-te um lembrancinha. Espero que goste. Assim que possível, te entrego e comento em detalhes as peças, ok? Prometo! Tonta: balcão é, sei lá, o primeiro andar, não são camarotes pois ficam no fundão. Mas é um bom lugar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os: comprei a edição remasterizada de DRAMA 3º. Ato e de A CENA MUDA, da Betha. Minha vontade era comprar tudo! Saiu tudo remasterizado! Estou ouvindo agora. Tudo pessoa!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115804709902556618?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115804709902556618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115804709902556618' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115804709902556618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115804709902556618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/09/lygia.html' title='Lygia'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115801349439144171</id><published>2006-09-11T19:13:00.000-03:00</published><updated>2006-09-11T19:24:54.403-03:00</updated><title type='text'>Estou indo de volta pra casa</title><content type='html'>O fantasma. Vi ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O teatro abril é sem comentários. Putz! Que lugar incrível. Pra variar, a minha pobreza de Jó só me permite ficar no balcão. Mas, deu tudo certo. bom lugar, só naum via a expressão facial, em detalhe, dois atores. O som ontem não estava tão perfeito. Achei o microfone de Raul meio ruim. O fantasma de ontem er ao substituto: ótimo cantor, mas a voz era muito jovial.. sei lá, deve ser a influencia do tom mais grave do Fantasma do filme ou de Michael Crawford. Enfim, mas tudo lindo. È verdade que, em alguns momentos, a mise-en-cene soava mais oitenta do que o necessário -- acho que ja ta na hora de se fazer uma revisão -- mas, por isso mesmo, sova meio opereta, meio magica e dava a tudo um certo charme...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mesmo que o libretto e a orquestração do Fantasma não sejam as minhas favoritas, ainda assim é, simplesmente, impossível ignorar o quanto certas musicas e momentos são emocionantes. Mesmo para mim que prefiro os musicais mais rock... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pode ser que vcs estejam achando que eu não gostei, mas não -- eu gostei sim, muito. Mas é que estou sempre analisando criticamente, com olhos de quem tem quase sempre visto um teatro mais conceitual e menos comercial -- ams, quem me conhecesse, sabe que amno teatrão comercial, no melhor estilo Broadway...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Falando em Broadway... Encontrei a Compact Blue -- O paraíso dos CDs de trilha de musical! Ainda bem, pensei que nunca mais encontraria! Putz! Depois conto todas as maravilahs que encontrei lá!!!! Mas, só comprei um. A razão me chamava à relaidade. Mas, depois compro mais -- Juro!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115801349439144171?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115801349439144171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115801349439144171' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115801349439144171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115801349439144171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/09/estou-indo-de-volta-pra-casa.html' title='Estou indo de volta pra casa'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115789300063571909</id><published>2006-09-10T09:39:00.000-03:00</published><updated>2006-09-10T09:56:40.966-03:00</updated><title type='text'>Sampa ou MPF III ou "Vou voltar..."</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Desembarcando lá no Aeroporto Congonhas já me espantava com a lindeza-estranheza do céu cinza de organdi... São Paulo é assim mesmo! Um enorme gigante de concreto deitado sob o céu, olhando pra  cima e esperando que pássaros de aço pousem sobre ele, ora saudando, ora acariciando-o e voltando ao voo. Malas no Hotel e pernas para que te quero. Andei o dia todo, de um lado pro outro, entre o encantamento do novo, a lembrança do antigo, a descoberta dos livros e discos e nada mais. São Paulo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;À noite fui ver A PEDRA DO REINO, teatralização de Antunes Filho para o romance de Ariano Suassuna. Uma maravilha. Apesar do cansaço de uma noite quae sem dormir e de um avião-lata-de-sardinha, consegui aproveitar, mas queria ver de novo. Quem sabe? Enfim. Foi espantoso, finalmente, ver no Sudeste-Maravilha o nosso Regional encenado. O ator que faz o Quaderna é genial. Ou a voz de todos é maravilhosa ou a acústica do teatro é incrível. Fico com a segunda, sem desconsiderar a primeira. Achava que ele não sustentava o timbre e o sotaque até o fim. O que? Ele "sustenta Quaderna" -- refraozinho de uma musia do final que esta colada na minha cabeça -- !!! Figurino lindo, tudo lindo. A baertura é genial O epos-rapsódico em cena. Lembro de Duilio, pois quase os 40 primeiros minutos é pura narração, com agumas intervenções. Às vezesenfraquece o ritmo, ou seria o meu cansaço. Mas, lembro dele e me sinto vingado-- Viva o teatro narrativo!!!! Famílias e sobrenomes conhecidos em cena: os Pessoas (Lugia? Vc por aqui?) e os Dantas (acenda o meu cigarro?)... fora os Quadernas: a mãe sempre entra em cena sobre o pai (parece a cena de Ludovina e José), cantando, cantando, lindo, um delírio. Destaco também as cenas de coro e a cena da boiada... depois conto como é.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo dia. 25 de março. A loucura total. Tem de tudo ali. Uma maravilha de preços. Massa. À noite vou ao teatro, depois de passar na FNAC da Paulista -- não vou nem comentar! -- Este é o dia do Grupo Folias. De ultima hora, encontro na programção a peça EL DIA QUE ME QUIERAS. Maravilha. Peça argentina, acho. 135 min. de duração. melodrama-comédia. Genial. Musica ao vivo, atores que cantam -- vcs sabem que eu adoro. A história de uma familia classe mnedia decadente que tem o cotidiano modificado com a chegada de Carlos Gardel. Uma das irmas esta para ir à Russia sovietica com o namorado pretenso comunista que é devoto do camarada Stalin. Uma confusão total. Maravilha. Destaque para o uso do Galpão do Folias. Por que a gente em Jampa não sabe usar espaços alternativos? Eu quero um dauquele igulazinho. A porta abre pra rua e uma série de ações acontecem no meio da rua e a gente aproveita do recurso cenico e, ainda, ve a reação dos passantes. Tudo! Maravilha! A cena mais genial é descrição d eum suicidio em que a enfermeira pula da pilha d elivros formada pelos Les miserables, em dois tomos, a Biblia, O crime do Pe. Amaro e sei lá mais quantos e suicida. Ela se suicida de cima do melodrama do seculo XIX. Que massa! Os atores, todos incríveis. Um monte de gente de Jampa gostaria, mas lembrei muito de Giovanni. Ai, gente, a gente, de repente, ve que teatro, mesmo o mais despojado de virtuosismo -- que estavam lá -- em atores perfeitos -- é uma coisa que a gente ainda não aprendeu de todo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hj. O fantasma da ópera, no teatro Abril. Ui!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ps (para quem entende): Todos e todas! Esta cidade é qualquer coisa... depois conto!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115789300063571909?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115789300063571909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115789300063571909' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115789300063571909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115789300063571909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/09/sampa-ou-mpf-iii-ou-vou-voltar.html' title='Sampa ou MPF III ou &quot;Vou voltar...&quot;'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115663311938054736</id><published>2006-08-26T19:55:00.000-03:00</published><updated>2006-08-26T19:59:23.343-03:00</updated><title type='text'>Afogados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em meio ao cariri, numa tarde de quinta, Maria Bethânia cantava uma música de Chico César. Cenário de road movie. Cenário em que a vida no asfalto, de repente, toma um outro sentido. Cenário meu. O que eu preciso está em todo lugar. Nas similitudes, nas parecenças. Mas, o que eu preciso, nem eu mesmo sei onde está ou onde se escondeu...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115663311938054736?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115663311938054736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115663311938054736' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115663311938054736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115663311938054736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/08/afogados.html' title='Afogados'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115629810398776819</id><published>2006-08-22T22:44:00.000-03:00</published><updated>2006-08-22T22:55:03.996-03:00</updated><title type='text'>Pride, Prejudice</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Era fevereiro. Foi quando vi pela primeira vez a versão cinematográfica do romance de Jane Austen, &lt;em&gt;Pride and prejudice.&lt;/em&gt; Lembro de que, àquela altura dos acontecimentos de minha vida, ffiquei muito impressionado com a enorme beleza do filme. Nada de mais: apenas mais uma história de amor, com um belo elenco e com uma fotografia escandalosa. Naquele momento, també, foi inevitável a empatia com a jovem Lizzie. Hoje, vi de novo. É agosto. De novo, de certa maneira, re-instala-se a empatia. É a cena do baile público, logo no início do filme.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lizzie está nitidamente impressionada pelo esfíngico sr. Darcy. Ela insinua que gostaria de tomá-lo para uma dança, a esta insinuação ele responde que só dança quando é inevitável... Passa-se um tempo. O sr. Darcy, numa conversa com o sr. Bingley, comenta a beleza de Jane, irmã de Lizzie. O sr. Bingley, por sua vez, destaca a beleza de Lizzie, ams o carrancudo Darcy diz que a beleza dela é, apenas, tolerável... Lizzie, desolada, escuta. Nova passagem de tempo. Numa roda de conversa, Darcy comenta sobre a poesia e sua funçaõ importante nos enlances românticos. Lizzie diz que, na realidade, a poesia pode, inclusive, atrapalhar. Se não for, realmente, bela, ela pode acabar um relacionamento promissor. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Darcy: "Então, o que a senhora recomendaria...?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lizzie: "Uma dança. Mesmo que o par seja &lt;em&gt;apenas&lt;/em&gt; tolerável..." [Sai. Vitoriosa]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115629810398776819?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115629810398776819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115629810398776819' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115629810398776819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115629810398776819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/08/pride-prejudice.html' title='Pride, Prejudice'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115578146930534505</id><published>2006-08-16T23:21:00.000-03:00</published><updated>2006-08-17T10:37:56.990-03:00</updated><title type='text'>HH</title><content type='html'>IX&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho meditado e sofrido&lt;br /&gt;Irmanada com esse corpo&lt;br /&gt;E seu aquático jazigo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se a mim não me deram&lt;br /&gt;Esplêndida beleza&lt;br /&gt;Deram-me a garganta&lt;br /&gt;Esplandecida: a palavra de ouro&lt;br /&gt;A canção imantada&lt;br /&gt;O sumarento gozo de cantar&lt;br /&gt;Iluminada, ungida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E te assustas do meu canto.&lt;br /&gt;Tendo-me a mim&lt;br /&gt;Preexistida e exata&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas tu, Dionísio, é que recusas&lt;br /&gt;Ariana suspensa nas tuas águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;Hilda Hilst&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;[de Ode descontínua e remota para flauta e oboé. De Ariana para Dionísio.]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115578146930534505?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115578146930534505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115578146930534505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115578146930534505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115578146930534505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/08/hh.html' title='HH'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115561943325870719</id><published>2006-08-15T02:21:00.000-03:00</published><updated>2006-08-15T23:30:16.716-03:00</updated><title type='text'>Pau a Pau</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ontem à noite fui ao nosso belíssimo Teatro Santa Roza para assistir a uma peça do circuito Palco Giratório - a peça de BSB, chamada &lt;strong&gt;Dois de Paus,&lt;/strong&gt; de autoria de Arthur Tadeu Curado, também ator na peça ao lado de Sérgio Satoro. Sabia desde início que a peça abordaria temática homoerótica, o que se refletia, sintomaticamente, na platéia praticamente cheia do teatro, mesmo em plena segunda-feira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando vou ao teatro para ver algo em torno desta temática sempre vou com certo medo, pois acho as cores da palheta do palco, muitas vezes, vívidas demais, ao contrário do que acontece nas telas do cinema. As velhas questões do realismo, da quarta parede, da maneira comos e tratam temas cotidianos no palco... um monte de coisa ao mesmo tempo: sempre penso que um texto vazado em linguagem cotidiana, contemporânea, sempre precisa ser muito bem dirigido e muito bem inflexionado pelos atores, pois corre-se muito risco de beirar o patético, o mesmo valendo para a tragédia e os clássicos -- aliás, falar em cima de um palco é tarefa das mais complicadas, sempre! De outra maneira, torna-se mais complicado quando o tema já traz em si uma série de outras complicações e aqui os nós dessa trama começam a se apertar mais ainda...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O homoerotismo é uma faca muito afiada, enquanto tema para a produção artísttica. Mas, também, não é nenhuma novidade: de Safo de Lesbos a Oscar Wilde, passando por Caio Fernando Abreu e chegando a Hilda Hilst. Guimarães Rosa e os amores de Riobaldo e Diadorim, aquela dos olhsod e conhecer... Sempre, sempre, estamos falando, escrevendo, pintando e "dando pinta" sobre isso. Mas, no teatro, o meu repertório repousa sobre algumas poucas referências -- quem tiver mais, faça favor de me dizer -- lembro de Veludo [em &lt;strong&gt;Navalha na carne&lt;/strong&gt;], de Geni [na &lt;strong&gt;Ópera do malandro&lt;/strong&gt;], ou de Angels in America ou de Rent [essas últimas do repertório norte-amaericano], ou dos inúmeros personagens de Tennessee Williams, seja na &lt;strong&gt;Gata em teto de zinco quente&lt;/strong&gt; ou n&lt;strong&gt;'O bonde chamado desejo&lt;/strong&gt;. No cinema é inevitável não esquecer do &lt;em&gt;blockbuster&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Brockeback Mountain&lt;/strong&gt;, talvez um dos filmes mais lindos que vi nos últimos tempos e que tratava da história de um grande amor, frustrado pela covardia e pela necessidade impositiva de renúncia, tudo isto a partir de uma perspectiva absolutamente perfeita no que se referia à construção das personagens, extremamente sólidas, e do próprio entrecho amoroso que de tão verossímil me fez reagir de uma maneira quase infantil diante de algumas cenas. Acho que já me sentira assim diante de &lt;strong&gt;Closer&lt;/strong&gt;, quando das inúmeras brigas e dos diálogos absolutamente cortantes entre os protagonista; ou, ainda, diante de&lt;strong&gt; Angels in America&lt;/strong&gt;. Remeteria, ainda, a filmes como&lt;strong&gt; Wilde&lt;/strong&gt;,&lt;strong&gt; As horas&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Coisas que você pode dizer só de olhar para ela&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Meninos não choram&lt;/strong&gt;...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, por que tanta digressão? Porque ao abrir das cortinas ontem estive, sempre, entre decidir se o que via no palco era bom ou ruim... uma postura também estranha a mim quando estou no teatro. Eu ficava sempre me perguntando se a perspectiva da peça era preconceituosa ou politicamente acertiva; se o tratamento dado aos personagens era positivo ou negativo; se a maneira como a relação estava sendo represnetada era caricaturada ou não. Durante a peça mudei de opinião um milhão de vezes e posso afirmar, por isso mesmo, que aquela peça me fez pensar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, vamos tentar buscar mais coisas. Tecnicamente a peça sofria de algumas muitas fragilidade. Os atores muito bons nas cenas de briga e desentendimento, também escorregavam e quase chegavam ao melodramático, na linha tênue que quase fazia o público rir. Outra hora, nas cenas mais distensas, eles perdiam o tom das personagens e elas quase pareciam uma caricatura do homossexual, como aqueles que aparecem, desde sempre, nos programas do humor: a bicha, a louca, o efeminado... No outro momento, eles eram fantásticos e as cenas românticas aconteciam com um tal naturalismo que ninguém se apercebia que lá estavam dois homens se acariciando e se beijando no palco, algo muito diferente do que a Globo fez ao insinuar e, por fim, cortar o beijo da novela das oito, que poderia ter um resultado extremamente afirmativo para a formação da identidade de uma série de jovens e para a informação geral da nação. Homens e mulheres se beijam, Mulheres e mulheres se beijam, mas Homens e homens, também se beijam -- tudo isso, no pau a pau! As passagens de tempo eram muito bem resolvidas, os espaços bem construídos, mesmo no extremo realismo da sala e do sofá. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, mesmo assim, não sei dizer porque não consigo dizer que adorei a peça, queria izer isso, mas não consigo. Creio que, em alguns momentos, ela reforçava estereótipos, mesmo que no seguinte ela conseguisse dar um salto. Ah, essa dialética... Mas, valeu a pena ter ido ao teatro e ter visto um tema tão difícil e tão polêmico em cena. O amor de Júlio e Alex estava em cena, em seu primeiro encontro [ apior cena da peça], no dia a dia, na possibilidade de encontrar os pais e assumir este amor. No desgaste, nas brigas, na infelicidade sendo plantada dia-a-dia, até que tudo acababva no que se iniciava, numa grnade briga, em adeus, em coisas duras e difíceis sendo ditas e ouvidas. Amor, mesmo quando mal contado [ou encenado] é sempre amor... e falar de amor é sempre difícil e encantador. Mesmo quando as personagens titubeiam [ou seus intérpretes], talvez isso seja  o que me encantou -- o amor gritado, exposto, quase como nuam autópsia-- talvez dos autor, dos atores ou de nós mesmos -- mas, como numa autópsia, muita de grotesco e de desagradável venha à tona, nem tudo precisamos ver, nem tudo precisamos ouvir.  Mas, essa, ainda, é a magia do teatro. Mesmo um espetáculo com fragilidade sgritantes, nos pôs a pensar ontem, de um jeito ou de outro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115561943325870719?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115561943325870719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115561943325870719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115561943325870719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115561943325870719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/08/pau-pau.html' title='Pau a Pau'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115336257006128007</id><published>2006-07-19T22:47:00.000-03:00</published><updated>2006-07-23T23:38:48.426-03:00</updated><title type='text'>Rent 01</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ali pelos idos de 1998, quando a internet começou a compor páginas da minha vida, na eterna aventura de fins de semana em que entrar num página e sair noutra era, ainda, a atividade mais fascinante, e quando o meu grande fascínio pelos musicais da Broadway estava no auge de sua florada, conheci RENT, um miscal de Jonathan Larson, estreado em NY em 1996. 1996. O ano chave de tudo. Acabava eu a Escola, entrava eu na UFPB. É o ano do ponto de virada, do ponto de inflexão, talvez, arriscaria, do ponto sem retorno. Pois bem, enquanto isso, em NY, estreava RENT. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resultado contundente e interessante dos impactos da década de 1980 sobre a cultura e costumes americanos -- certa maneira mundiais -- este musical trazia para o circuito Off-Broaway a vida de um grupo de amigos envolvidos, em primeira instância com a impossibilidade de pagar o aluguel do &lt;em&gt;loft&lt;/em&gt;, logo logo saberemos que isso é o menos importante. Mark Cohen, um jovem aspirante à documentarista divide seu espaço com Roger, um guitarrista carrancudo, que sonha em escrever "one song" que leve à glória, antes da morte. Afinal, comos aberemos logo logo Roger precisa tomar AZT, pois, como diz Mark, "His girlfriend April/ Left a note saying "We've got AIDS"/ Before slitting her wrists in the bathroom"... Antes que avance muito, esqueci de citar algo importantíssimo, o musical RENT é, certa maneira, baseado na ópera La Boheme, de Puccini, em que Boêmios, entendidos como estes personagens eram vistos na Belle Epoque, se debatem contra a turbeculose que atinge a protagonista, Mimi. Não é por acaso que uma personagens femininas de RENT seja Mimi, que, como em La Boheme, chega à casa se Roger para conseguir fogo para acender a vela, que não só ilumina o ambiente, como garante calor, que começa a emanar desta relação. Mas, Roger, desde o início se esquiva -- ele tem medo de se apaixonar e do vírus (quase uma sentença de morte àquela altura).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais dois personagens nos são apresentados: Tom Collins e Angel. Na noite de Natal, quando Collins chega à NY para visitar Mark e Roger, ele é assaltado na rua e acaba conhcendo um artista, que também se "monta" como drag queen. Os dois são, também, HIV positivo e acabarão se apaixonando. É em torno deles que se desenvolverá um importante núcleo dramático. Mas depois falo mais deles.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Atualmente, o prédio está sendo administrado por Benny, um antigo &lt;em&gt;roomate&lt;/em&gt; destes dois. Trava-se o primeiro conflito: na realidade, velho conhecido -- alguém, para galgar outros espaços, deixa-se ser cooptado. Benny havia dividido aquele espaço também com Collins e Maureen, atiga companheira de Mark, atualmente namorando com uma advogada chamada Joanne. Curiosamente, na versão cinematográfica -- que também será comentada posteriormente, Benny parece-me mais maquiavélico que na peça. Enfim, depois tento chegar a algum lugar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naquela noite, Maureen está organizando uma performance, um portesto, a favor dos sem-teto e também por conta da consequente perda de seus espaço. Mais uma consequencia da especulação imobiliária do sogro de Benny.... a vida sempre apronta...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115336257006128007?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115336257006128007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115336257006128007' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115336257006128007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115336257006128007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/07/rent-01.html' title='Rent 01'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115244853131128399</id><published>2006-07-09T09:24:00.000-03:00</published><updated>2006-07-09T09:35:31.333-03:00</updated><title type='text'>---- medo, amigo, futuro!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na minha vida, sempre que as coisas chegam ao ponto limite, só a arte me responde -- silenciosamente -- aos meus sentidos e aos meus sentimentos. Tudo está forta da ordem, tudo está fora do seu lugar. Lembro, então, de Medéia, de Pocahontas, de Iracema, de Joana. O máximo de devotamento, gera o máximo de desconsideração, de abandono à própria sorte. Sinto-me fora do eixo. Porque nem ele, o eixo, está no lugar. Mas, como sempre, vou comer minha comida no meio da batalha e mesmo que minha voz não possa muito -- gritar, eu bem grito!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segue, uns versos de &lt;em&gt;Gota d'água&lt;/em&gt; -- estranhamente fixos em meu juízo nos últimos dias: &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;"Só que essa ansiedade que você diz&lt;br /&gt;não é coisa minha, não, é do infeliz&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;do teu povo, ele sim, que anda aos trancos,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;pendurado na quina dos barrancos&lt;br /&gt;Seu povo é que é urgente, força cega,&lt;br /&gt;coração aos pulos, pois carrega&lt;br /&gt;um vulcão amarrado pelo umbigo&lt;br /&gt;Ele então não tem tempo, nem amigo,&lt;br /&gt;nem futuro, que uma simples piada&lt;br /&gt;pode dar em risada ou punhalada&lt;br /&gt;Como a mesma garrafa de cachaça&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;acaba em carnaval ou desgraça&lt;br /&gt;É seu povo que vive de repente&lt;br /&gt;porque não sabe o que vem pela frente&lt;br /&gt;Então ele costura a fantasia&lt;br /&gt;sai, fazendo fé na loteria,&lt;br /&gt;se apinhando e se esgoelando no estádio,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;bebendo no gargalo, pondo no rádio,&lt;br /&gt;sua própria tragédia, a todo volume,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;morrendo por amor e por ciúme,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;matando por um maço de cigarro&lt;br /&gt;e se atirando debaixo de carro&lt;br /&gt;Se você não agüenta essa barra,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Tem mais é que se mandar, se agarra&lt;br /&gt;Na barra do manto do poderoso&lt;br /&gt;Creonte e fica lá em pleno gozo&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;De sossego, dinheiro e posição&lt;br /&gt;Co’aquela mulherzinha. Mas, Jasão,&lt;br /&gt;Já lhe digo o que vai acontecer:&lt;br /&gt;Tem u’a coisa que você vai perder,&lt;br /&gt;É a ligação que você tem com sua&lt;br /&gt;Gente, o cheiro dela, o cheiro da rua,&lt;br /&gt;Você pode dar banquetes, Jasão,&lt;br /&gt;Mas samba é que você não faz mais não,&lt;br /&gt;Não faz e aí é que você se atocha&lt;br /&gt;Porque vai tentar e sai samba ruim,&lt;br /&gt;Essa é a minha maldição&lt;br /&gt;“Gota d’água”, nunca mais, seu Jasão&lt;br /&gt;Samba aqui, ó ...&lt;br /&gt;Nunca... você não engana ninguém...&lt;br /&gt;Nunca... “Gota d’água”, nunca mais...&lt;br /&gt;Nunca mais... [chora]&lt;br /&gt;Vai, vai, vai atrás dela vai&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Corre, não é essa tua grande ambição?&lt;br /&gt;Depressa, bebe, come, lambe, goza,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Mas, se quem faz justiça nesse mundo&lt;br /&gt;Me escutar, esse casamento imundo&lt;br /&gt;não vai haver não, por falta de esposa...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115244853131128399?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115244853131128399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115244853131128399' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115244853131128399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115244853131128399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/07/medo-amigo-futuro.html' title='---- medo, amigo, futuro!'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115218907615172221</id><published>2006-07-06T09:27:00.000-03:00</published><updated>2006-07-06T09:31:16.163-03:00</updated><title type='text'>a paixão é essa turvação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Meu Deus! Dai-me aquela tranquilidade rústica que Bela tanto queria, aquela felicidade, aquela paz e felicidade de espírito. No entanto, só o que tenho recebido são os golpes da paixão, que turvam minh'alma, que encandeiam os olhos, enebriam o coração [vagabundo que só ele!!]. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se o San Juan -- danadinho! -- veio e passou rápido como as fogueiras. Outras coisas parecem se desenhar no horizonte -- another day is dawning...!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115218907615172221?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115218907615172221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115218907615172221' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115218907615172221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115218907615172221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/07/paixo-essa-turvao.html' title='a paixão é essa turvação'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115140120400158835</id><published>2006-06-27T06:36:00.000-03:00</published><updated>2006-06-27T06:40:04.013-03:00</updated><title type='text'>Passagem das Horas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Com a licença de meu Mestre, FP [ou AC] -- estas celebração à minha vida vai assim mesmo, fora do concerto, pois desconcertado está o mundo -- o meu mundo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[...] Não sei se a vida é pouco ou demais para mim.Não sei se sinto de mais ou de menos, não seiSe me falta escrúpulo espiritual, ponto-de-apoio na inteligência,Consangüinidade com o mistério das coisas, choqueAos contatos, sangue sob golpes, estremeção aos ruídos,Ou se há outra significação para isto mais cômoda e feliz. Seja o que for, era melhor não ter nascido,Porque, de tão interessante que é a todos os momentos,A vida chega a doer, a enjoar, a cortar, a roçar, a ranger,A dar vontade de dar gritos, de dar pulos, de ficar no chão, de sair Para fora de todas as casas, de todas as lógicas e de todas as sacadas,E ir ser selvagem para a morte entre árvores e esquecimentos,Entre tombos, e perigos e ausência de amanhãs,E tudo isto devia ser qualquer outra coisa mais parecida com o que eu penso,Com o que eu penso ou sinto, que eu nem sei qual é, ó vida. Cruzo os braços sobre a mesa, ponho a cabeça sobre os braços, É preciso querer chorar, mas não sei ir buscar as lágrimas...Por mais que me esforce por ter uma grande pena de mim, não choro, Tenho a alma rachada sob o indicador curvo que lhe toca...Que há de ser de mim? Que há de ser de mim? [...] Sentir tudo de todas as maneiras,Viver tudo de todos os lados,Ser a mesma coisa de todos os modos possíveis ao mesmo tempo,Realizar em si toda a humanidade de todos os momentosNum só momento difuso, profuso, completo e longínquo. Eu quero ser sempre aquilo com quem simpatizo,Eu torno-me sempre, mais tarde ou mais cedo,Aquilo com quem simpatizo, seja uma pedra ou uma ânsia, Seja uma flor ou uma idéia abstrata,Seja uma multidão ou um modo de compreender Deus. E eu simpatizo com tudo, vivo de tudo em tudo.São-me simpáticos os homens superiores porque são superiores,E são-me simpáticos os homens inferiores porque são superiores também,Porque ser inferior é diferente de ser superior,E por isso é uma superioridade a certos momentos de visão.Simpatizo com alguns homens pelas suas qualidades de caráter,E simpatizo com outros pela sua falta dessas qualidades,E com outros ainda simpatizo por simpatizar com eles,E há momentos absolutamente orgânicos em que esses são todos os homens.Sim, como sou rei absoluto na minha simpatia,Basta que ela exista para que tenha razão de ser. Estreito ao meu peito arfante, num abraço comovido, (No mesmo abraço comovido)O homem que dá a camisa ao pobre que desconhece,O soldado que morre pela pátria sem saber o que é pátria,E o matricida, o fratricida, o incestuoso, o violador de crianças,O ladrão de estradas, o salteador dos mares,O gatuno de carteiras, a sombra que espera nas vielas —Todos são a minha amante predileta pelo menos um momento na vida. Beijo na boca todas as prostitutas,Beijo sobre os olhos todos os souteneurs,A minha passividade jaz aos pés de todos os assassinosE a minha capa à espanhola esconde a retirada a todos os ladrões.Tudo é a razão de ser da minha vida. Cometi todos os crimes,Vivi dentro de todos os crimes(Eu próprio fui, não um nem o outro no vicio,Mas o próprio vício-pessoa praticado entre eles,E dessas são as horas mais arco-de-triunfo da minha vida). Multipliquei-me, para me sentir,Para me sentir, precisei sentir tudo,Transbordei, não fiz senão extravasar-me,Despi-me, entreguei-rne,E há em cada canto da minha alma um altar a um deus diferente. Os braços de todos os atletas apertaram-me subitamente feminino,E eu só de pensar nisso desmaiei entre músculos supostos. Foram dados na minha boca os beijos de todos os encontros, Acenaram no meu coração os lenços de todas as despedidas, Todos os chamamentos obscenos de gesto e olharesBatem-me em cheio em todo o corpo com sede nos centros sexuais.Fui todos os ascetas, todos os postos-de-parte, todos os como que esquecidos,E todos os pederastas - absolutamente todos (não faltou nenhum). Rendez-vous a vermelho e negro no fundo-inferno da minha alma! (Freddie, eu chamava-te Baby, porque tu eras louro, branco e eu amava-te, Quantas imperatrizes por reinar e princesas destronadas tu foste para mim!)Mary, com quem eu lia Burns em dias tristes como sentir-se viver, Mary, mal tu sabes quantos casais honestos, quantas famílias felizes, Viveram em ti os meus olhos e o meu braço cingido e a minha consciência incerta,A sua vida pacata, as suas casas suburbanas com jardim,Os seus half-holidays inesperados...Mary, eu sou infeliz...Freddie, eu sou infeliz...Oh, vós todos, todos vós, casuais, demorados,Quantas vezes tereis pensado em pensar em mim, sem que o fósseis, Ah, quão pouco eu fui no que sois, quão pouco, quão pouco —Sim, e o que tenho eu sido, o meu subjetivo universo, Ó meu sol, meu luar, minhas estrelas, meu momento, Ó parte externa de mim perdida em labirintos de Deus! Passa tudo, todas as coisas num desfile por mim dentro,E todas as cidades do mundo, rumorejam-se dentro de mim ...Meu coração tribunal, meu coração mercado, Meu coração sala da Bolsa, meu coração balcão de Banco,Meu coração rendez-vous de toda a humanidade,Meu coração banco de jardim público, hospedaria,Estalagem, calabouço número qualquer cousa(Aqui estuvo el Manolo en vísperas de ir al patíbulo)Meu coração clube, sala, platéia, capacho, guichet, portaló,Ponte, cancela, excursão, marcha, viagem, leilão, feira, arraial,Meu coração postigo,Meu coração encomenda,Meu coração carta, bagagem, satisfação, entrega,Meu coração a margem, o lirrite, a súmula, o índice,Eh-lá, eh-lá, eh-lá, bazar o meu coração. Todos os amantes beijaram-se na minh'alma,Todos os vadios dormiram um momento em cima de mim,Todos os desprezados encostaram-se um momento ao meu ombro,Atravessaram a rua, ao meu braço, todos os velhos e os doentes,E houve um segredo que me disseram todos os assassinos. [...]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Álvaro de Campos, 22-5-1916 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115140120400158835?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115140120400158835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115140120400158835' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115140120400158835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115140120400158835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/06/passagem-das-horas.html' title='Passagem das Horas'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-115122342947702079</id><published>2006-06-25T05:11:00.000-03:00</published><updated>2006-06-25T05:17:09.486-03:00</updated><title type='text'>sao juan</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;o são joão chegou com uma carinha de don juan... seduziu-me! num sorriso, num jeito faceiro, nos silencios, nos jeitos de olhar. eita, são juan danadinho.... danadinho mesmo! mas, juan, não menos danadinho vai imbora e só vorta no ano que entra... enquanto isso, fico, aqui, de novo... só, sozinho -- triste, tristinho.... e Juan, em seu Juanismo, vai para mares de outrora, mares negáveis em palavras inevegáveis, em distancias e alturas inexpugnáveis! --- &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;--- mas são juan -- que é Juan -- num é pra brincar mesmo! é festa minha gente! e em festa a gente festeja! festeja a vida, a alegria, a possibilidade de celebrar -- e seja, então.... mesmo que eu esteja cansado de realismo! ------------------------ eu quero é magia!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-115122342947702079?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/115122342947702079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=115122342947702079' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115122342947702079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/115122342947702079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/06/sao-juan.html' title='sao juan'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-114989616566755200</id><published>2006-06-09T20:30:00.000-03:00</published><updated>2006-06-09T20:36:05.666-03:00</updated><title type='text'>clouds</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;meu povo -- ou seja lá quem entra aqui neste blog. acho que abandonei este espaço por um longo tempo. mas, a minha vida está uma correria tão grande que nem sei mais quem sou ou o que sou. muita coisa aconteceu nos últimos tempos. fui à Natal, fiz um concurso, no qual passei, ams não fui classificado -- estas coisas, estas confusões. mas, sobrevivi. cheguei: minahs orientandas maria josé e manuel, do mestrado, conseguiram defender, lindamente, suas dissertações. sobrevivi. fui ao crato ministrar um curso na especialização da URCA, em literaturatura brasileira.  falei sobre drama [por que será?]. sobrevivi, também. com algumas feridinhas. mas, sobrevivi. cheguei de volta à minha querida cidade. um monte de bancas, um monte d eleituras. ossos do ofício. sobrevivi. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;às vezes, acho que só tenho sobrevivido. como se fosse pouco, né? como se fosse pouco. meu coração vagabundo continua, cada dia, mais vagabundo. cada dia mais. um inferno... e não tenho sobrevivido. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-114989616566755200?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/114989616566755200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=114989616566755200' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114989616566755200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114989616566755200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/06/clouds.html' title='clouds'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-114948505235870806</id><published>2006-06-05T02:22:00.000-03:00</published><updated>2006-06-09T20:30:08.273-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu quero que Blanche venha me dizer que a vida não é só feita de realismo e que ainda posso acreditar na magia. Eu quero fugir deste lugar, pra bem longe, para over the rainbow, onde eu possa encontrar Satine, a dançarina que acreditava em sonhos. Eu quero re-encontrar Martha e dizer para ela que eu tenho muito, muito medo de Virginia Woolf. Eu quero encontrar Virginia e dizer pra ela que eu quero paz e que não fujo da vida. Eu quero saber das pessoas e das dores e das palavras - como Macabéa queria, doendo e acreditando nas palavras de Ludovina, que leu minha mão e me disse tudo!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-114948505235870806?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/114948505235870806/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=114948505235870806' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114948505235870806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114948505235870806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/06/eu-quero-que-blanche-venha-me-dizer.html' title=''/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-114674420070199399</id><published>2006-05-04T08:42:00.000-03:00</published><updated>2006-05-04T09:03:20.746-03:00</updated><title type='text'>Macabéa</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Sempre ouvi falar do filme &lt;strong&gt;A hora da estrela&lt;/strong&gt;, com a nossa estrela paraibana Marcélia Cartaxo. Filme meio mítico pra gente destes lados, para nós "nortistas"... de repente, uma atriz paraibana, lá de Cajazeiras, estava no topo do mundo, ganhando um prêmio importantíssimo em Berlim, depois só reservado para a grande Fernanda Montenegro. Mas, Marcélia esteve lá antes. É o máximo, não é? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A fábula de Clarice Lispector é construída em cima dos questionamentos que tanto comparecem em sua obra: o exixtencialismo, certa dor dor de existir, o questionamento sobre o estar no mundo, um universo de possibilidades que se tornam impossibilidades. Macabéa é uma jovem de 19 anos recém completos, orfã de pai e mãe, criada pela tia na cidade grande. A tia morre também e ela fica só no mundo. Arranja um emprego de datilógrafa num escritporio, mesmo que tenha fgrandes habilidades - na realidde, ela é mantida no emprego pela intervenção do gerente, que, inexplicavelmente, simpatiza com ela, apesar de seu trabalho mal-feito. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Impressiona no primeiro momento a multiplicação dos pedidos de desculpa - que, creio, preparam a construçaõ da personagem (fico me questionando se alguém consegue antipatizar com aquela criatura, com a expressão tão triste, tão frágil...?) - ela pede desculpa ao gerente pelo trabalho mal-feito, sujo, emporcalhado pela suas mãos sujas do sanduíche que, prosaicamente come sobre os papéis; ela pede desculpa à dona da pensão que lhe apresenta um contrato e que a repreende por assinar sem ler; ela pede desculpa ao fiscal do metrô (lugar mais lindo pra ela!) por estar na ponta da plataforma... ela pede desculpa, enfim, por existir. Macabéa tem sua vida circunscrita ao trabalho e ao quarto d apensão, onde ouve a rádio-relógio e aprende sobre o mundo, sobre palavras que ela não conhece, sobre a vida lá fora. É interessante como no filme, enquanto ouve, ela escreve, como se estivesse querendo reter o mundo que lhe chega pelas ondas do rádio, um mundo difícil de entender, principalmente em contraposição à construção infantil da atriz que, naturalmente, não sabe lavar as mãos direito, que limpa o nariz no vestido do trabalho, que não tem muita habilidade com o próprio cabelo ou que usa o penico embaixo da cama.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;... agora, tenho que ir trabalhar, mas volto a este assunto mais tarde. É o jeito escrever, pois tenho que falar sobre o impacto deste filme sobre mim...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-114674420070199399?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/114674420070199399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=114674420070199399' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114674420070199399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114674420070199399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/05/macaba.html' title='Macabéa'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-114671166911528455</id><published>2006-05-03T23:59:00.000-03:00</published><updated>2006-05-04T00:01:09.123-03:00</updated><title type='text'>maldade, será?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;hoje, voltando pra minha casa. pensei sobre a maldade (ou seria a crueldade?) das pessoas. pensei sobre a dor de existir no mundo. pensei no quanto podemos magoar. mesmo sem querer. Em meio a isto lembrei do menino triste e de Joe. Joe partiu-se em dois, como ele sempre se apresentou: duplo, uma parte vertigem, outra linguagem. O aproveitador, que explora a atriz enlouquecida e desesperada por atenção e amor - e aquele em quem, mesmo que não se saiba como nem porque, se pode cofiar - afinal, os astrólogos arbitrários já nos ensinaram tudo. Mas, se a maldade do mundo é infinita, ainda assim, podemos nos deparar com a bondade infinita. com a vida que passa silenciosamente. com a magia dos gestos mínimos. com sorrisos e olhares. com o bem-querer mais que bem-querer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-114671166911528455?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/114671166911528455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=114671166911528455' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114671166911528455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114671166911528455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/05/maldade-ser.html' title='maldade, será?'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-114545618790596772</id><published>2006-04-19T11:13:00.000-03:00</published><updated>2006-04-19T11:16:27.916-03:00</updated><title type='text'>chuva, com Manuel Bandeira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje, ao acordar, a chuva batia na minha janela, convidando-me pra um novo dia... é, talvez o "inverno" tenha já chegado... tenho tanta , tanta coisa pra fazer! mas, a minha vontade é escutar música e acreditar q "daqui pra frente, tudo vai ser diferente"... na impossibilidade, vai Manuel Bandeira:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poema só para Jaime Ovalle&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando hoje acordei, ainda fazia escuro&lt;br /&gt;(Embora a manhã já estivesse avançada).&lt;br /&gt;Chovia.&lt;br /&gt;Chovia uma triste chuva de resignação&lt;br /&gt;Como contraste e consolo ao calor tempestuoso da noite.&lt;br /&gt;Então me levantei,&lt;br /&gt;Bebi o café que eu mesmo preparei,&lt;br /&gt;Depois me deitei novamente, acendi um cigarro e fiquei pensando...&lt;br /&gt;− Humildemente pensando na vida e nas mulheres que amei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-114545618790596772?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/114545618790596772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=114545618790596772' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114545618790596772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114545618790596772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/04/chuva-com-manuel-bandeira.html' title='chuva, com Manuel Bandeira'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-114533179676797479</id><published>2006-04-18T00:40:00.000-03:00</published><updated>2006-04-18T00:43:16.773-03:00</updated><title type='text'>o menino triste</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dia desses, andando de carro e envolto nas reminiscências, lembrei de uma história antiga - alguém me contou, quando eu era criança, entre balanços de rede, a história do menino triste, que, sozinho, queria enfrentar o mundo. tal qual aquele poema de António Nobre, ele se enfeitava de flores, como nossa senhora das dores, para enfrentar tudo e todos. mas, só, só sofria. muito. e a sua dor imensa não se aplacava. como nunca se aplacam as dores... E, de tanto sofrer, cansou. foi atrás de vida. tocou-se de flores, novamente. mas, não encontrava nada. nada. descobriu que as flores eram de plástico e que, apesar de que, já dizia a música, "as flores de plástico não morrem", ele descobriu que elas apenas travestiam a dor, com beleza, mas a beleza era de plástico. ela era anti-natural. e ele se sentou, num canto qualquer, ainda mais só. ainda mais triste. lembro que, na história, as pessoas até queriam ajudá-lo, mas, simplesmente era impossível: ele era inatingível em seu silêncio, inexpugnável em sua face, indissolúvel em sua crença numa vida que não existia para além dele. lembro, também, que eu ficava triste com toda aquela tristeza - "tão profunda que nem um Prozac podia alcançar", claro que eu só entendo isso hoje, quando posso ver tudo claramente. quem sabe a vida não pode ser mais fácil pra ele um dia, quando 'over the rainbow', ele descubra que a vida poderia ter sido mais simples. que as flores, mesmo que morram, têm sua beleza. que tudo muda, tudo é frágil, tudo passa....&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-114533179676797479?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/114533179676797479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=114533179676797479' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114533179676797479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114533179676797479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/04/o-menino-triste.html' title='o menino triste'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-114507883691379821</id><published>2006-04-15T02:21:00.000-03:00</published><updated>2006-04-15T02:27:16.923-03:00</updated><title type='text'>chova, chuva</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;saí à noite e tomei um senhor banho de chuva. num sei se vcs sabem, mas adoro chuva. talvez seja fácil pra quem mora num  lugar onde faz sol a maior parte do ano de chuva. será que se eu morasse em Londres eu ainda assim gostaria de chuva? a chuva me lembra um monte de coisa da minha tenra idade: o cheiro da chuva no terraço da casa da minha vó, tardes inteiras lá olhando pra chuva e sentindo os respingos das telhas... dias chuvosos em casa assistindo filme na sessão da tarde... férias de julho... tardes em campina grande, voltando do colégio... fantasias de amor na adolescência com cenas de beijos cinematográficos sob a chuva... tardes vendo a chuva e esperando que ela passasse ou me levasse ou lavasse!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;hoje to feliz! é bom estar feliz! é bom...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;ps: ainda assim, lembro de Richard, em As horas: Oh, Mrs Dalloway, always giving parties to cover the silence!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-114507883691379821?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/114507883691379821/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=114507883691379821' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114507883691379821'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114507883691379821'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/04/chova-chuva.html' title='chova, chuva'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-114502200180431926</id><published>2006-04-14T10:39:00.000-03:00</published><updated>2006-04-14T10:41:27.236-03:00</updated><title type='text'>na quinta-feira santa - em torno da paixão 04</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cheguei atrasado. Minha vida me empurrou pra outros rumos e outras paixões. Não consegui chegar a tempo, mas um pedaço de mim estava lá na Praça do Bispo. Corri pra lá. Cheguei por volta das 21:20 h. E ouvi o final da cena do endemoniado enquanto me aproximava da arena. Como eu não tinha ingresso para hoje, já estava bem conformadinho – não poderia entrar e ver o espetáculo de perto. Havia algumas pessoas junto às catracas de entrada. De lá, elas assistiam à peça. Juntei-me a elas e vi toda a cena da Entrada em Jerusalém. O público aplaude quando Jesus passa, carregado em andor, e seguido por um cortejo que sacode seus ramos verdes, enquanto tapetes floridos são estendidos no chão para o Cristo, triunfante, passar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é clássico, depois do triunfo segue-se a queda. A cena da Santa Ceia tem um efeito visual bastante interessante. O congelamento das imagens, quando cada apóstolo se posiciona de uma maneira – com em Jesus Christ Superstar, o filme – é muito bem re-utilizado, lembrando um quadro renascentista. No entanto, acho a cena longa, talvez, por ela ser sem texto, mas, talvez, também seja apenas uma implicância. È fantástico quando Jesus aproxima-se de Judas para lhe dar o pão e todo o corpo de Judas (Antonio Deol) enverga-se, dessa inércia ele foge, sendo seguido pelos demais apóstolos. Essa tensão-distensão está sempre presente na construção física do personagem, e é interessante reparar nela em vários momentos do espetáculo. Enquanto Jesus sofre em agonia no Horto, arma-se a cena seguinte com Judas e a primeira aparição dos sacerdotes do Templo. A caracterização destes personagens é genial: são cinco ao todo – na realidade quatro atrizes, entre elas Soia Lira (como Caifás), que está dando um show – as personagens entram vestidas de burca preta, que se transforma no manto dos sacerdotes, o efeito plástico é bastante eficaz, principalmente, quando elas se contrapõem ao figurino mais leve e claro dos dançarinos do bacanal de Herodes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus é preso, levado diante de Caifás, apresentado a Pilatos e finalmente chega ao palácio de Herodes. Essas três cenas apresentam ação em simultaneidade: enquanto Jesus sofre, Judas acerta os detalhes da traição com os sacerdotes, de lá todos seguem à casa de Caifás, enquanto Pedro e Judas se enfrentam – na cena posterior à negação – há uma narração, resolve-se a ida à Pilatos – os sacerdotes apontam para Jesus e Pilatos, que aparece em uma janela da igreja – , começa o bacanal de Herodes, enquanto todos dançam sensualmente, aproxima-se os sacerdotes que interromperão a festa. È de se destacar a maneira como a direção consegue manter encadeada toda uma longa seqüência, envolvendo vários quadros, em ação simultânea, um feito que minora o adensamento narrativo de algumas partes do texto dramatúrgico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou pular para, talvez, a seqüência mais simples e mais forte do espetáculo:a Via Sacra. Como resolver aquilo que é mais tradicional e mais estereotipado em qualquer espetáculo sobre a paixão de Cristo? Mais ainda, como resolver esta seqüência quando ela marcada pela narração proferida pelos quatro evangelistas? Detalhe: no meu texto, Mistérios da Paixão, essa seqüência também era narrativa, na realidade, sugeria-se a intervenção de um cantador que narraria os passos da paixão enquanto um retábulo expunha cada estação, enquanto os atores do auto dentro do auto fariam simples movimentos – toda essa seqüência foi reconstruída pela direção por julgar nenhum pouco teatral. Curiosamente, a direção atual se viu diante do mesmo problema. E resolveu-o lindamente. Os passos da paixão são acompanhados pela narração dos quatro evangelistas, pelo Anjo Gabriel que repassa os números de cada estação, marcando-as. A arena vira uma grande espiral – representação de um destino que não mais permite escapatória e que vai, cada vez mais, passo a passo, se fechando em si mesmo. Essa espiral vai se construindo com os romeiros que, acompanhando a Via Sacra, vão se jogando no chão a cada passo, marcado por um rufar de alfaia. È muito difícil por em palavras o que acontece: os protagonistas de cada passo executam o mínimo de movimentos, para atingir o máximo de expressividade, levada a um máximo de tensão a cada parada que transforma em quadro estático aquela estação que se narra. O efeito visual e dramático é lindo. Levando-nos a um poço, talvez, sem fundo, em que somos obrigados a refletir sobre aquilo que configura os sentidos da morte do Cristo, conseqüência de seu martírio. A crucificação também é um capítulo à parte: ao há o uso da cruz, os atores são elevados sobre os ombros de outros que servem de base, enquanto o restante do elenco permanece encobrindo esta base e, estaticamente, expondo no corpo, movimentos de agonia e dor. Após a morte do Cristo, a cruz transfere-se para os braços do povo, que carrega a cruz, em agonia. Ontem ela girou sobre o eixo, mas dias anteriores ela gemia e tremia. E o resto é silêncio. Depois falo mais. O silêncio e a escuridão tomam conta da arena e de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo: terminado p espetáculo, abracei minha amiga Eleonora Montenegro. Nunca senti aquilo, a energia da atriz estava sobre a roupa, em cada centímetro. Era perceptível... e foi arrepiante. Literalmente. Será ela uma deusa?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-114502200180431926?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/114502200180431926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=114502200180431926' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114502200180431926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114502200180431926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/04/na-quinta-feira-santa-em-torno-da.html' title='na quinta-feira santa - em torno da paixão 04'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-114494061835573931</id><published>2006-04-13T12:02:00.000-03:00</published><updated>2006-04-13T12:05:45.696-03:00</updated><title type='text'>A estréia - em torno da paixão 03</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Cheguei na chamada Praça do Bispo ali pelas 19:30 h. e a arquibancada de frente à Igreja já estava quase lotada. Esperamos um monte pelo início do espetáculo, pois, dentro da Igreja, havia um recital de música (sei lá qual, executado por sei lá quem). Confesso que pairava sobre mim um misto de muitos sentimentos – desde uma saudadezinha do ano passado e dos abraços de Rosa de Lima (ela sabe do que estou falando!) até uma invejinha (branca) de todos. Roí todas as unhas de novo e olhava a cada dois segundos pro relógio. Esperando, esperando, esperando.... Vi Duílio, de novo, andando de um lado pro outro; vi Ingrid Trigueiro mais magra; vi Mauríco Germano e o restante do pessoal do Himalaia (aqueles que enquanto bordam contam piadas). Vi Fabiano Diniz testando a luz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali pelas 21:25 é que a FUNJOPE anunciou o início do espetáculo. Arena cheia. Um público inquieto e desatento. Talvez desinteressado, ou, quem sabe, despreparado. Com a arena apagada inicia-se a música – uma nota musical dá o tom em que Zé Guilherme – Dom Marcos – tem que começar a aboiar o elenco e o espetáculo. Não sei se era o microfone – que teimava em não funcionar muito bem – mas, tive a impressão de que a voz dele embargava e que, talvez, teimasse em desobedecer. Os quatro evangelistas entraram ao som da música de abertura. Emoção? Talvez! Eles se apresentam e o público fica meio em choque até que entram os estandartes e os grupos de romeiros, conclamados à cena por cada um dos dons: Joht Cavalcanti (Dom Lucas), João Dantas (Dom Mateus) e Melania Silveira (Dom João). Os estandartes têm que se abaixados para não derrubarem os fios e os microfones que teimam em não funcionar corretamente... mas, quem se importa?, ouço algumas exclamações como “Puxa, que bonito!’ – diante das filas que giram em torno do eixo da mandala que cobre o “palco” circular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dom Marcos anuncia o casal “da imagem” e as portas da igreja abrem, mostrando José e Maria, acompanhados de anjinhos. O público suspira e aplaude. Uma criança diz: “Mãe, tem tanta poeira!” Ai, meu Deus, essa é a magia! O restante do quadro é de Eleonora Montenegro. Ela saltita como a Maria jovem, surpreendida por um anjo, talvez, caído de um quadro maneirista ou renascentista, mas que tem sotaque estrangeiro, mesmo que seja ainda barroco. Ela canta o “Magnificat” diante das pastorinhos dos dois cordões e nos toma pela mão para ir dizer a José sobre a sua gravidez. Sai de cena e torna a voltar, no caminho pra Belém, acompanhada por uma procissão de candeias que circundam-na para “ver”, curiosamente, o nascimento do bebê. São essas mesmas candeias que se tornam a estrela: não a do céu, mas a da terra onde o menino nasceu, no chão da praça. A gente não acredita que aquilo aconteceu bem ali, diante de nossos olhos. Entram os reis que cantam e dançam em louvor do menino e de nossas três etnias – um negro, um índio e um branco – que, se perpetuam mais uma vez a nossa vontade de harmonia entre raças, também pontuam o louvor de toda terra e gente praquele menino acabado de nascer. Esse quadro arrebata o público. Acho que o espetáculo é “ganho” aí. Sempre acredito que a gente tem que “ganhar” o público nas primeiras cenas, assim, ele cúmplice, entra no jogo. A próxima transição é bela. Embaixo dos arcos floridos, um grupo de romeiros abraça Maria que, numa mutação à vista, torna-se Jesus adulto, vestido em cena com sua túnica branca. Entram os lanceiros do Maracatu, que se tornam o Rio Jordão, que se eleva aos céus e, logo depois, marca a entrada da tríade demoníaca. Essa cena, em sua concepção é bastante interessante, mas ela perde em energia na realização, mesmo que os atores façam o que podem e o que não podem pra conquistá-la. Jesus (Kleber Marone) é envolvido numa teia, em laços que o prende aos demônios do ala-ursa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus arrebanha seus discípulos e eles se dirigem à Canaã, onde haverá uma festa de casamento. A solução é emocionante – ao som de rabecas, entram por lados opostos da arena, o noivo e a noiva, carregados por seus partidários. O encontro é no centro da arena, misto de casamento judaico e festa na roça, com coreografias ora de festa judia ora de quadrilha junina. È fantástico, principalmente, quando termina com a embolada – “Isso vai dar o que falar/ Isso vai dar o que falar/ A água que virou vinho/Lá nas bodas de Caná”. Genial!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã, escrevo sobre o restante do espetáculo! Vão ver! Vão ver!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-114494061835573931?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/114494061835573931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=114494061835573931' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114494061835573931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114494061835573931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/04/estria-em-torno-da-paixo-03.html' title='A estréia - em torno da paixão 03'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-114491137058198635</id><published>2006-04-13T03:51:00.000-03:00</published><updated>2006-04-13T03:56:10.583-03:00</updated><title type='text'>à guisa de diário de montagem - em torno da paixão 02</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Jpa, 07/04/2006&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maravilha! A passada do espetáculo que, felizmente, tive a oportunidade de ver hj foi, no mínimo, muito BOA. A energia, a concatenação das cenas, a força do texto na boca do ator, os desenhos coreográficas que não permitem que o espetáculo se perca e que, ao mesmo tempo, marcam a continuidade e a simultaneidade da ação - perpassando o sagrado e o profano, o novo e o velho, a tradição... Genial! Todos os louvores ao diretor q tem um espetáculo em cravado 80 minutos! Todos os louvores ao atores que nos brindam com gratas surpresas! A cena do Barco no mar em revolta, a cena do endemoniado, as Bodas de Canaa, e a maravilhosa via sacra! Putz!!!!! Muito - muito bom! Parabens! .... depois falo mais... ah, e ia me esquecendo, Eleonora Montenegro cantando - sem comentários, né?! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jpa, em 11/04/2006&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;estive lá ontem - na arena - na ágora! vi um diretor andando de um canto pro outro, tentando entender por que o som não funcionava direito e atrapalhava a cena. vi um diretor musical querendo retorno pra os seus musicos. vi o iluminador olhando e pensando e planejando a luz, que, tenho certeza, estará linda hoje (ele é um danado!). Vi o figurino - com algumas que ficarão pra sempre na minha memória.vi os atores - gritando o texto pra se fazer ouvir - acreditando nele, defendendo-o, fazendo-o acontecer. vi os desenhos de cena, perfeitos, milimétricos, planejados. Tudo isso eu vi. Quero hoje (12/04) ver a estréia. Sobre o resto a gente fala depois... pois o resto talvez se torne parte orgânica do todo quando houver aquele mágico contato com o público!Estejam lá - de corpo e alma - e acreditem! ... a gente, fascinado, aplaude! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-114491137058198635?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/114491137058198635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=114491137058198635' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114491137058198635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114491137058198635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/04/guisa-de-dirio-de-montagem-em-torno-da.html' title='à guisa de diário de montagem - em torno da paixão 02'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-114491105021568719</id><published>2006-04-13T03:49:00.000-03:00</published><updated>2006-04-13T03:50:50.220-03:00</updated><title type='text'>polêmicas - em torno da paixão 01</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A cidade que tanto adoro, a velha e linda vila de nossa senhora das neves, ainda assim consegue me surpreender com os equívocos, bobagens e explosões de provincianismo de alguns se seus "ilustres" habitantes! este ano, certos espíritos de alface, já arrumaram uma nova polêmica em torno da já tradicional Paixão de Cristo da FUNJOPE - o beijo. sim, o beijo de judas e de jesus no novo espetáculo Cordel da  Paixão de Deus.  Tudo começou com um artigo, publicado na net &lt;&lt;a href="http://www.paraiba.com.br/colunistas/verColuna.shtml?62"&gt;http://www.paraiba.com.br/colunistas/verColuna.shtml?62&lt;/a&gt;&gt;. Fico aqui pensando no tanto de coisas que teríamos para discutir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] em nenhum momento penso que o espetáculo montado com recursos públicos e destinado a um público que prestigia ano-a-ano este evento se proponha a discutir, em nenhum âmbito, a sexualidade de Jesus, visto este assunto não ser pertinente à versão oficial e institucional (católica/cristã) do mito. Não creio também que a a produção do espetáculo, que escolheu por seleção pública autor e encenador, não deve se propor a aviltar o público ou nenhuma instituição, por isso, creio que este nem de longe será o foco do espetáculo. A sexualidade de Jesus já foi alvo de outras discussões, seja na fábula de Martin Scorcese, em A última tentação de Cristo; seja no polêmico Evangelho segundo Jesus Cristo, do autor português José Saramago, contudo, nunca, até onde conheço se levantou a discussão em torno de qualquer outro aspecto da sexualidade do Messias... e não seria, certamente, o espetáculo em montagem em João Pessoa que o faria. Essa exposição, creio, isola o argumento da possibilidade de haver neste espetáculo um beijo "de língua", entre dois atores. Queria saber o que boa parte da nossa comunidade diria se tivesse vindo até aqui a adaptação teatral, de Maria Adelaide Amaral, do Evangelho de Saramago, no qual Jesus andava boa parte do espetaculo sem roupa, simbolizando sua fragilidade humana diante da grandeza de Deus ou da tentação demoníaca, e sua exposição diante do apelo sexual de Madalena, com quem ele "convivia". Queria saber quais os critérios, de moral ou de qualidade artística, seriam utilizados na avaliação deste obra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] tratemos do beijo. sim, foi com um beijo que judas traiu cristo. A partir deste evento, começamos a dimensionar o quanto, em nível simbólico, um beijo pode mudar o mundo. Se um beijo expressa carinho, amor, dada essa formalização, o beijo passou a simbolizar traição! Agora, se o beijo é no rosto, na mão, ou na boca - de Cristo... aí, sim, há realmente motivos a se questionar? Se desconsideramos, no tópico acima, a discussão sobre a sexualidade do Cristo, portanto, só me resta, quem sabe, tentar entender por que a polêmica se instaura. Felizmente, de maneira lúcida, um outro articulista (dessa vez, Renato Félix, do Jornal da Paraíba, em sua edição de 29/03/2006), afirmou: "O beijo na boca entre Jesus e Judas é um cumprimento que remonta à Antiguidade. Isso acontecia entre os persas, os gregos, os romanos e até na Renascença, quando algumas pinturas retratam dessa forma o famoso “beijo de Judas”. E mesmo nos dias de hoje, o beijo na boca entre homens não é estranho como cumprimento, por exemplo, na Rússia. //   A própria Bíblia não faz referência ao local onde Judas beijou Jesus. O beijo não é citado no evangelho de João e nos de Mateus, Marcos e Lucas, apenas se diz que Judas o beijou, mas não onde. Logo, alguém pode mesmo dizer que o “selinho” não aconteceu? Mas considerar que a partir disso estaria se insinuando uma suposta homossexualidade de Cristo é um pouco de desconhecimento da História."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Obviamente, também, não poderemos desconsiderar a encruzilhada da discussão entre arte/estética e política, visto ser considerada a, possível, "concepção socialista" da montagem. Curiosamente, o termo socialismo é utilizado num sentido vulgar, que ora parece sinônimo de hippie ou de comunista que come criancinha, mesmo que estejamos diante de pares opostos. Assim, nem vale a pena discutir o que se entende po essa concepção socialista... Pena, também, que, sempre, a discussão sobre arte aqui em João Pessoa tenha muitas cordas no pescoço - as pessoas nem viram ainda o resultado da obra artística e já a julgam e lavam suas próprias mãos! quanta bobagem! mais bobagem ainda por que querem unir a discussão sobre arte com política! Por que não discutimos, isso sim, política cultural!? Afinal, ainda, estamos diante dos velhos dilemas - estetizar a política ou politizar a estética? não sei qual o caminho, mas, talvez, ao invés de se espalhar isto ou aquilo sobre a obra artistica quem nem está acabada ou divulgada - e pior, conseguir demandar atenção! - talvez devessemos discutir a proposta de arte que queremos pra nossa cidade! Talvez seja essa a grande questão - mesmo que as vozes se elevem - naum podemos nem trair quem somos, nem o que acreditamos, ou seremos como Judas e estaremos apenas dando o primeiro passo rumo à forca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[4] o artigo publicado na internet, como outras vozes que se sempre se levantam, julgam impertinente a montagem de um espetáculo da Paixão de Cristo. Aqui também teríamos boas discussões: será que, apenas, pela temática religiosa podemos julgar um espetaculo - afinal é sobre isso que estamos falando - como pertinente ou impertinete...? Uma coisa não diz da outra, principalmente, diante dos avanços artísticos verificados no ano passado e que serão reafirmados este ano. Sobre isso, espero o espetáculo estrear - daí conversaremos bem mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos em todos! não o beijo de judas que eles querem, mas aquele em que acreditamos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diogenes Maciel&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-114491105021568719?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/114491105021568719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=114491105021568719' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114491105021568719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114491105021568719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/04/polmicas-em-torno-da-paixo-01.html' title='polêmicas - em torno da paixão 01'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25965228.post-114486194177430173</id><published>2006-04-12T14:11:00.000-03:00</published><updated>2006-04-12T14:12:21.786-03:00</updated><title type='text'>Complexo de Ofélia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Num tempo distante, em Paris, Satine, a dançarina de cancan que queria ser grande atriz, a tísica, acaba e destroçada por conta do Duque, em pleno Moulin Rouge - com medo, muito medo mesmo, de Virginia Woolf - prometia um dia voar, voar para bem longe, deixando tudo para trás... em busca do grande amor... Chris? Não! Joe! Sendo que, Joe Gillis, estava morto, na piscina, por ter se aproveitado de Norma. Mas, mesmo em sua vida medíocre, ele não sabia disso e, em seu orgulho, continuou sem saber de nada ... de nada, pois ele nunca sabe de nada... e, Norma, acompanhada de Lyly Encarnada, a louca dos pontinhos (ou seria um código indecifrável?), cantavam "Surrender" -- pra o macaquinho morto, mas, ao mesmo tempo, empurrando Joe bem pro fundo da piscina – Acabada a canção, Norma pedia praquela que é da Lira (e não pode negar) pra lhe falar do sonho – aquele, da tatuagem, do cinto e do rosto desconhecido... e ela, espantada, permanecia em silêncio. Um silêncio que poderia ser cortado com uma faca! Satine, por sua vez, como numa mutação à vista, finalmente, voou para bem longe do Moulin Rouge e viu a lua no céu e no mar - onde encontrou Apeles Espanca que, nào menos afogado, lembrava das palavras de Bela, a louca alucinada, sobre Joe (ele, sempre ele): -- Não, não vale a pena continuar dando pedras preciosas - pois só se iguala ao prazer de as dar, o prazer de as receber! ...e Apeles, também mortinho, no fundo da piscina, sorriu - seu sorriso de criança-pálida... dando as mãos a Joe, que, triste, permaneceu na piscina enquanto todos diziam Amém. Numa conversa de pé de ouvido, outro dia, Maggie, the cat, me lembrou, de sua vez, que ainda estava no teto de Zinco Quente, sem querer pular, pois, gatos, sempre, ficam e resistem até seus últimos limites. Menos Grizzabella, the glamour Cat, que ainda espera o dia que está raiando pra, finalmente, ir pra o outro lado, saltando da ponte para dentro da vida. Do outro lado da margem, completamente fora de seus limites, todavia, Blanche Du Bois.... dizia... rindo, na cara de Mitch, o imbecil que a abandona na porta do Tarantula ou será do Hotel Globo? -- "Eu não quero realismo. Eu vou te dizer o que eu quero. Magia! Sim, Sim, Magia! Eu tento dar isto às pessoas, eu invento coisas para elas. Eu não conta a verdade. Eu conto o que deveria ser verdade..." Blanche, de mala em punho e, ainda, dependendo da bondade de estranho, ajudou Satine a sair do mar. As duas, deram-se as mãos, e como uma só – rumaram ao desconhecido – perdidas, em sonhos que não acabam nunca. Nem com um, nem com outro. Nem com nada. Por mais que ninguém mais acredite em nada. -- E conta-se, também, que, até hoje, muitas, muitas lanternas, vermelhas de sangue, som e fúria, cobrem as luzes da cidade!... Como um âmbar, elétrico!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25965228-114486194177430173?l=sblvd.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sblvd.blogspot.com/feeds/114486194177430173/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25965228&amp;postID=114486194177430173' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114486194177430173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25965228/posts/default/114486194177430173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sblvd.blogspot.com/2006/04/complexo-de-oflia.html' title='Complexo de Ofélia'/><author><name>Diógenes Maciel</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17578069754198169944</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
